Recife, cidade nordestina com maior notificações de casos de dengue

09 março, 2012

Com o Recife figurando sendo a cidade nordestina com maior incidência de dengue, de acordo com boletim divulgado nesta terça-feira (06) pelo Ministério da Saúde – 1.620 casos notificados este ano, contra 191, em 2011 – a colaboração do Exército chega como um elemento a mais na luta contra o Aedes Aegypt. A partir de quarta-feira (07), 60 soldados começam a receber treinamento para combater a proliferação do mosquito que causa a doença.

A capacitação será oferecida pela Secretaria de Saúde do Recife e os soldados irão às ruas a partir do dia 12 de março. “Eles vão atuar como os agentes de saúde ambiental, em regime de varredura, nas áreas de maior risco. Vamos começar pelo bairro de Jardim São Paulo, e depois em Nova Descoberta, Arruda e Campina do Barreto, que são os pontos críticos”, explica Adeílza Ferraz, gerente de Vigilância à Saúde da Prefeitura do Recife. Outros bairros da cidade também serão visitados – as varreduras vão acontecer em quatro das seis áreas geográficas do município.
Para ela, o crescimento da incidência da dengue no Recife tem a ver, principalmente, com a antecipação do período chuvoso. “Essa situação climática é o principal fator, porque antecipou as chuvas, que sempre aconteciam de abril a junho e aconteceram, este ano, em janeiro e fevereiro. Esse tempo instável, intercalando chuva e sol, faz com que a gente tenha um aumento importante de focos e, consequentemente, de casos”, pontua.
Adeílza participou da reunião em Fortaleza (CE), na qual foram divulgados dados da doença no Nordeste e as estratégias de combate colocadas em campo pelo Ministério da Saúde. “A reunião foi para que todos pudessem ver como cada estado está trabalhando e para termos um perfil da doença e de seu combate no país”, informa a gerente.
Segundo Barbosa, Fortaleza (CE), Juazeiro do Norte (CE) e Recife (PE) despontam como os casos mais graves no Nordeste. No Ceará, foram registrados 3.963 casos de dengue, nos primeiros dois meses deste ano. A incidência é de 43,7 casos para cada 100 mil habitantes. No mesmo período de 2011 foram 16.049 casos, com 189,9 de incidência. Em Fortaleza, os casos em 2012 somam 1.309, contra 5.038 em 2011.Outros dados
Ao todo, foram 40.948 casos no Nordeste nos primeiros 63 dias de 2011, contra 23.202 em 2012. A incidência da doença na região foi de 77,1 casos para cada 100 mil habitantes em 2011. Em 2012, o índice foi de 43,7, de acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.
Os municípios do Nordeste com maior número de casos são: Recife (PE), Fortaleza e Juazeiro do Norte (CE) e Salvador (BA). Em Juazeiro do Norte , o número de casos de dengue saltou de 20, em 2011, para 1.004, em 2012. A incidência neste início de ano é de 401,9, sendo que em 2011 foi de 8,0. No Recife, ocorreram 1.627 casos, com incidência de 104,2. No ano passado, neste mesmo período, foram 191 casos, com incidência 12,2 para cada 100 mil habitantes.
A forma grave da doença no entanto, recuou no Ceará e em Pernambuco. Segundo Barbosa, a doença se torna grave quando o mesmo paciente a tem mais de uma vez. Em 2011, no Ceará, foram registrados 199 casos graves nos primeiros dois meses do ano, neste ano foram apenas oito. Já em Pernambuco, em 2012, ocorreram 121 casos graves contra seis neste ano.
Capacitação dos militares
O treinamento dos soldados durará dois dias: na primeira etapa, eles terão as noções teóricas sobre as medidas adotadas para evitar a proliferação do mosquito e também sobre como identificar os possíveis focos. Diagramas do ciclo evolutivo do Aedes aegypti, larvas vivas e ovos serão usados para ilustrar as aulas. Na quinta-feira, os soldados vão aplicar na prática o conteúdo do dia anterior, fazendo a varredura nas dependências do quartel da 7ª Região Militar, na Cidade Universitária, e nos arredores do prédio.

A colaboração da população continua sendo fundamental para um melhor controle da incidência da doença. “Tudo aquilo continua valendo: deixar caixas d’água e outros reservatórios tampados; manter cobertos todos os recipientes que possam acumular água, mesmo os menores, que podem virar foco, como tampinhas de garrafa e cascas de ovos; trocar a água por areia nos pratinhos de plantas; limpar regularmente o recipiente de água dos animais domésticos”, enumera Adeílza Ferraz.
Além disso, ela alerta que a água acumulada, se em pequena quantidade, deve ser derramada diretamente na terra ou na areia e nunca em vasos sanitários, para que o possível foco ali existente seja efetivamente descartado. Se for um recipiente grande – como uma caixa d’água, por exemplo -, a pessoa pode entrar em contato com a ouvidoria da Secretaria de Saúde, que encaminhará os agentes ambientais para aplicar o larvicida biológico – o produto mata a larva do mosquito e deixa a água aproveitável, 30 minutos após a aplicação.

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