Aumento da dengue em 2015 já preocupa

09 fevereiro, 2015

Depois de um ano de bons resultados, a quantidade de casos de dengue nas quatro primeiras semanas de 2015 aumentou 57,2% em relação a janeiro de 2014. Até 31 de janeiro, foram 40.916 notificações, contra 26.017 no ano passado. O Acre já está em situação de epidemia. Os dados do Ministério da Saúde acendem o alerta, pois o período de pico das infecções pelo Aedes aegypti ainda não chegou. 

Geralmente, no fim das chuvas, entre março e abril, é que a doença se prolifera. Neste ano, em vez das precipitações, a preocupação é justamente com a seca, que pode estar contribuindo para o aumento de casos. Apesar de não apontá-la como a causa principal, o titular da pasta, Arthur Chioro, afirma que a crise hídrica deve estar relacionada ao crescimento em alguns locais, por causa da forma como as pessoas estocam água.

Apesar do aumento de notificações, dados do ministério mostram que o número de casos graves caiu 71,4%, sendo registrados apenas 14 neste início de ano. A mesma situação aconteceu com as mortes, que diminuíram 83,7% (de 37 para 6). E, até então, foram 77 registros com sinais de alarme — classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS) que indica a possibilidade de evolução para caso grave. O levantamento será divulgado hoje por Chioro em evento de prevenção à dengue, em Valparaíso (GO).

Com 2.673 casos, o Acre é o estado com maior incidência da doença: 338,3 casos a cada 100 mil habitantes. Em seguida, está Goiás, com 6.383 registros e incidência de 97,9, 12% menor que a do ano passado, quando ela estava em 111,5 nesse período do ano. O Distrito Federal teve redução de 68% no número de notificações, que passaram de 738 para 233, média de 8,2 registros a cada 100 mil habitantes.

Justamente a região que enfrenta uma grave estiagem teve maior crescimento de casos em 2015. Foram 22,6 mil no Sudeste, um aumento de 55,3%. A alta foi puxada por São Paulo. O estado está com taxa de 40 casos por 100 mil habitantes (17.612 notificações), crescimento de 733% em relação ao ano passado, quando o índice era de 4,8. Na unidade da Federação, está o município com maior taxa de incidência do país: Trabiju. O Rio de Janeiro teve leve aumento na incidência, e Minas Gerais e Espírito Santo apresentaram queda. O Sul teve a menor variação em número de casos.

As razões para o aumento, segundo o ministro da Saúde, variam de acordo com o local. No caso do Acre, por exemplo, dos 2.673 registros, 2.305 foram em Cruzeiro do Sul. “Era uma área que até pouco tempo não tinha a presença do mosquito e da doença, por isso pega as pessoas mais vulneráveis”, disse. Em São Paulo, por exemplo, a seca excessiva pode ter contribuído com a alta do índice. “É inquestionável que a crise hídrica apresenta risco maior de proliferação do Aedes aegypti, porque as pessoas tendem a armazenar água sem proteção, o que aumenta a possibilidade de multiplicação do mosquito.”

Para Chioro, a preocupação dos secretários municipais com a acumulação de água nas regiões afetadas é perceptível. “Não posso atribuir (todo o aumento) à crise hídrica, mas não podemos descartar a correlação e o potencial que isso traz. A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo tem colocado a suspeita de que o acúmulo de recipientes esteja potencializando os casos.” O ministro afirma que será feita uma análise de impacto da crise de acordo com os níveis de precipitação, abastecimento e infecção. É necessário estar atento ao modo de estocar a água e sempre manter o recipiente usado fechado e limpo.
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Perguntas e Respostas sobre Chikungunya e Dengue.

19 janeiro, 2015

O que é Chikungunya?
É uma doença infecciosa febril, causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV), que pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.
O que significa o nome?
Significa “aqueles que se dobram” em swahili, um dos idiomas da Tanzânia. Refere-se à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia, localizada no leste da África, entre 1952 e 1953.

Qual a área de circulação do vírus?
O vírus circula em alguns países da África e da Ásia. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde o ano de 2004 o vírus já foi identificado em 19 países. Naquele ano, um surto na costa do Quênia propagou o vírus para Comores, Ilhas Reunião e outras ilhas do oceano Índico, chegando, em 2006, à Índia, Sri Lanka, Ilhas Maldivas, Cingapura, Malásia e Indonésia. Nesse período, foram registrados aproximadamente 1,9 milhão de casos – a maioria na Índia. Em 2007, o vírus foi identificado na Itália. Em 2010, há relato de casos na Índia, Indonésia, Mianmar, Tailândia, Ilhas Maldivas, Ilhas Reunião e Taiwan – todos com transmissão sustentada. França e Estados Unidos também registraram casos em 2010, mas sem transmissão autóctone (quando a pessoa se infecta no local onde vive). Recentemente o vírus foi identificado nas Américas.
Qual é a situação do Chikungunya nas Américas?
No final de 2013, foi registrada transmissão autóctone em vários países do Caribe (Anguila, Aruba, Dominica, Guadalupe, Guiana Francesa, Ilhas Virgens Britânicas, Martinica, República Dominicana, São Bartolomeu, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia e São Martinho) e em março de 2014, na República Dominicana. Toda a população do continente é considerada como vulnerável, por dois motivos: como nunca circulou antes em nossa região, ninguém tem imunidade ao vírus e ambos os mosquitos capazes de transmitir a doença estão presentes em praticamente todas as áreas das Américas.
SINAIS E SINTOMAS
Quais os principais sinais e sintomas?
Febre acima de 39 graus, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas.
Como se identifica um caso suspeito?
O Ministério da Saúde definiu que devem ser consideradas como casos suspeitos todas as pessoas que apresentarem febre de início súbito maior de 38,5ºC e artralgia (dor articular) ou artrite intensa com início agudo e que tenham histórico recente de viagem às áreas nas quais o vírus circula de forma contínua.
Após a picada do mosquito, em quantos dias ocorre o início dos sintomas?
De dois a dez dias, podendo chegar a 12 dias. Esse é o chamado período de incubação.
Se a pessoa for picada neste período, infectará o mosquito?
Isso pode ocorrer um dia antes do aparecimento da febre até o quinto dia de doença, quando a pessoa ainda tem o vírus na corrente sanguínea. Este período é chamado de viremia.
Dor nas articulações também não ocorre nos casos de dengue?
Sim, mas a intensidade é menor. Em se tratando de Chikungunya, é importante reforçar que a dor articular, presente em 70% a 100% dos casos, é intensa e afeta principalmente pés e mãos (geralmente tornozelos e pulsos).
Existem grupos de maior risco?
O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas os sinais e sintomas tendem a ser mais intensos em crianças e idosos. Além disso, pessoas com doenças crônicas têm mais chance de desenvolver formas graves da doença.
As pessoas podem ter Chikungunya e dengue ao mesmo tempo?
Sim.
TRANSMISSÃO
Como o vírus é transmitido?
O vírus é transmitido pela picada da fêmea de mosquitos infectados. São eles o Aedes aegypti, de presença essencialmente urbana, em áreas tropicais e, no Brasil, associado à transmissão da dengue; e o Aedes albopictus, presente majoritariamente em áreas rurais, também existente no Brasil e que pode ser encontrado em áreas urbanas e peri-urbanas em menor densidade. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período de viremia.
Qual a diferença entre a distribuição dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus?
O Aedes aegypti tem presença essencialmente urbana e a fêmea alimenta‐se preferencialmente de sangue humano. O mosquito adulto encontra‐se dentro das residências e os habitats das larvas estão mais frequentemente em depósitos artificiais (pratos de vasos de plantas, lixo acumulado, pneus, recipientes abandonados etc.). O Aedes albopictus está presente majoritariamente em áreas rurais, peri-urbanas e alimenta‐se principalmente de sangue de outros animais, embora também possa se alimentar de sangue humano. Suas larvas são encontradas mais frequentemente em habitats naturais, como internódios de bambu, buracos em árvores e cascas de frutas. Recipientes artificiais abandonados nas florestas e em plantações também podem servir de criadouros.
Se um pessoa for picada por um mosquito infectado necessariamente ficará doente?
Não. Em média, 30% das pessoas infectadas são assintomáticas, ou seja, não apresentam os sinais e sintomas clássicos da doença.
Quem se infecta com o vírus fica imune?
Sim. Quem apresentar a infecção fica imune o resto da vida.
Uma pessoa doente pode infectar outra saudável?
Não existe transmissão entre pessoas. A única forma de infecção é pela picada dos mosquitos.
A mãe grávida transmite o vírus para o bebê?
Não há evidências de que o vírus seja transmitido da mãe para o feto durante a gravidez. Porém, a infecção pode ocorrer durante o parto. Também não há evidências de transmissão pelo leite materno.
É possível a transmissão por transfusão sanguínea?
Com os cuidados da segurança do sangue que a rede de hemocentros no Brasil já adota para evitar transmissão de doenças por transfusão, não se considera essa via uma forma de transmissão com importância para a saúde pública.

NOTIFICAÇÃO DE CASOS
Já existem casos no Brasil?
Em 2014, no Brasil, entre os meses de julho e agosto, foram confirmados 37 casos de Chikungunya importados, de pacientes originários, principalmente, do Haiti e República Dominicana. Em setembro, foram confirmados dois casos autóctones no município do Oiapoque, Amapá. Ambos os casos são de residentes no município, sendo filha e pai, com início dos sintomas em 26 e 27 de agosto, respectivamente.
Diante da confirmação dos casos, o município de Oiapoque, com apoio do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde do Amapá, intensificou as medidas de controle da doença. Dentre as ações, estão a busca ativa de novos casos suspeitos com alerta nas unidades de saúde e comunidade, a remoção e tratamento químico de criadouros de mosquitos Aedes aegypti, além da aplicação de inseticida (fumacê) para reduzir a densidade dos vetores. Os profissionais de saúde já receberam orientações para o manejo adequado dos pacientes.
Que medidas podem ser adotadas para evitar a disseminação do vírus?
O mais importante é evitar os criadouros dos mosquitos que podem transmitir a doença. Isso previne tanto a ocorrência de surtos de dengue como de Chikungunya. Quando há notificação de caso suspeito, as Secretarias Municipais de Saúde devem adotar ações de eliminação de focos do mosquito nas áreas próximas à residência, ao local de atendimento dos pacientes e nos aeroportos internacionais da cidade em que aqueles residam.
A notificação de casos é obrigatória?
No Brasil, sim. Os casos suspeitos de Chikungunya devem ser comunicados e/ou notificados em até 24 horas a partir da suspeita inicial. Qualquer estabelecimento de saúde, público ou privado, deve informar a ocorrência de casos suspeitos às Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde e ao Ministério da Saúde.

DIAGNÓSTICO
Como saber se de fato uma pessoa tem Chikungunya?
O vírus só pode ser detectado em exames de laboratório. São três os tipos de testes capazes de detectar o Chikungunya: sorologia, PCR em tempo real (RT‐PCR) e isolamento viral. Todas essas técnicas já são utilizadas no Brasil para o diagnóstico de outras doenças e estão disponíveis nos laboratórios de referência da rede pública.
Quantos laboratórios capacitados existem no Brasil? Existe algum de referência?
Atualmente, o laboratório de referência para realizar o diagnóstico laboratorial do Chikungunya é o Instituto Evandro Chagas, do Ministério da Saúde, localizado no Pará. Outros laboratórios de saúde pública estão em fase de treinamento para adotar o exame de detecção do vírus CHIKV.
• Fluxo das amostras para laboratório de referência de acordo com a região do país:
Região Norte – Instituto Evandro Chagas (IEC);
Região Nordeste – Lacen/CE e Lacen/PE;
Região Sudeste – Instituto Adolfo Lutz-SP, Fundação Nacional Ezequiel Dias-MG (Funed) e Fundação Oswaldo Cruz-RJ (Fiocruz);
Região Sul – Lacen/PR;
Região Centro-Oeste – Lacen/DF.

TRATAMENTO E PREVENÇÃO
Como é feito o tratamento?
Até o momento não existe um tratamento específico para Chikungunya, como no caso da dengue. Os sintomas são tratados com medicação para a febre (paracetamol) e as dores articulares (antiinflamatórios). Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia. Recomenda‐se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.
É necessário isolar o paciente?
Não é necessário, o paciente deve ficar em repouso.
O que as pessoas podem fazer para se prevenir?
Como a doença é transmitida por mosquitos, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos nas suas casas e na vizinhança. As medidas que as pessoas devem tomar são exatamente as mesmas recomendadas para a prevenção da dengue. 
Existe vacina?
Não.

VIGILÂNCIA DE CASOS IMPORTADOS
Há casos em que é necessário internar a pessoa?
Sim, mas apenas nos casos que apresentarem maior gravidade.
Em quanto tempo o paciente se recupera?
Em geral, em dez dias após o início dos sintomas. No entanto, em alguns casos as dores nas articulações podem persistir por meses. Nesses casos, o paciente deve voltar à unidade de saúde para avaliação médica.
A doença pode matar?
As mortes são raras. Dados da epidemia ocorrida em 2004, nas Ilhas Reunião, indicaram taxa de letalidade de 0,1% (256 mortes em um total de 266 mil casos). Entretanto, na Índia, em 2006, houve 1,3 milhão de casos e nenhuma morte registrada.

ORIENTAÇÕES EM CASO DE SUSPEITA
Será adotada alguma medida em fronteiras e aeroportos?
Para doenças como Chikungunya não existem medidas efetivas em fronteiras ou aeroportos, pois a pessoa pode viajar durante o período de incubação ou ser um caso assintomático. Além disso, os sintomas de Chikungunya são semelhantes aos de outras doenças. Assim, a melhor prevenção e cada pessoa buscar eliminar os criadouros de mosquitos na sua casa e vizinhança.
O que a pessoa deve fazer se suspeitar que tem Chikungunya?
Procurar a unidade de saúde mais próxima, imediatamente. E, fundamental: NÃO TOMAR REMÉDIO POR CONTA PRÓPRIA. A automedicação pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico e agravar o quadro do paciente. Somente um médico pode receitar medicamentos.
O que as pessoas podem fazer para evitar a doença?
Como a doença Chikungunya é transmitida por mosquitos, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros das espécies. Elas são exatamente as mesmas para o controle da dengue, basicamente, não deixar acumular água em recipientes. Entre outras medidas, são muito efetivas: verificar se a caixa d´água está bem fechada; não acumular vasilhames no quintal; verificar se as calhas não estão entupidas; e colocar areia nos pratos dos vasos de planta. Os procedimentos de controle são semelhantes para ambos os mosquitos.

Fonte: Agência Saúde
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Pernambuco em alerta para evitar epidemia de chikungunya

16 dezembro, 2014


Pernambuco está em alerta em relação à febre chikungunya. A doença preocupa a coordenação do programa de controle da Secretaria Estadual de Saúde, que trabalha com a possibilidade iminente de uma epidemia. Planos de contingência foram traçados e todo caso suspeito precisa ser notificado imediatamente. Até agora, quatro casos foram confirmados no estado, três no Recife e um em Petrolina, todos “importados” - as infecções ocorreram fora dos limites de Pernambuco. 


A última confirmação ocorreu quarta-feira. Mas o avanço da doença é visto como inevitável. Para minimizá-lo, a população precisa ajudar, erradicando os focos do Aedes aegypti, mosquito que também transmite a dengue.

“Vai haver uma epidemia (em Pernambuco), não tem como prevenir. O que precisa é minimizar e, para isso, apelamos à população”, disse a coordenadora do Programa de Controle à Dengue e Chikungunya da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, Claudenice Pontes. No Brasil, quatro estados já vivem epidemias de chikungunya, incluindo um que faz divisa com Pernambuco - a Bahia, que registrou o maior número de casos autóctones (contraídos no próprio estado) confirmados até 15 de novembro, data do último registro contabilizado pelo Ministério da Saúde em boletim divulgado em 2 de dezembro. Foram 759. Amapá, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul completam integram a lista.

Também preocupam as chuvas, a rapidez com que o mosquito passa a transmitir o vírus após ser infectado, a grande carga viral que ele pode carregar (maior que nos casos de dengue) e a chegada do fim do ano, quando muitas prefeituras dão férias para os agentes que trabalham no controle das populações de Aedes aegypti e na assistência à saúde. E como a doença nunca havia sido registrada no país, praticamente toda a população, à exceção dos já infectados, está suscetível.

“No caso da dengue, o mosquito adquire o vírus e passa dez dias para se tornar transmissor. Na chikungunya, ele pode começar a transmitir 48 horas depois”, disse Claudenice Pontes. “Há impactos na saúde e econômicos, já que a pessoa terá que se afastar do trabalho”, completou.

São raros os registros de morte por chikungunya, mas as dores articulares, uma das principais características da enfermidade, podem durar meses ou até anos. Em alguns casos, se transformam em crônicas e incapacitantes.

Como o principal mosquito vetor no país é o mesmo que transmite a dengue, é preciso eliminar os focos (locais que podem acumular água) já conhecidos pela população, comentou a gerente geral de Políticas Estratégicas de Saúde do Recife, Zelma Pessoa. “Cerca de 90% dos focos estão no domicílio ou nos  arredores.”

Casal contraiu doença na Colômbia

“A situação até agora está sob controle. Os casos identificados estão sendo investigados em tempo hábil”, disse a coordenadora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde da Prefeitura do Recife, Emília Carolle. Segundo ela, no Recife três casos foram descartados e outros três confirmados. Em dois deles, a infecção ocorreu na Colômbia - um casal de 25 e de 26 anos que passou duas semanas naquele país e retornou em 8 de novembro.

“Eu comecei com mancha no corpo. Depois, tive febre, dores nas articulações e dor de cabeça”, disse a garota, que reportou que amigos que fizeram lá, de outras nacionalidades, também se queixaram dos mesmos sintomas. O namorado apresentou os primeiros sinais no dia seguinte ao desembarque no Recife.

Ela, dois dias após a chegada. “Depois de uma semana de repouso, permaneceram as manchas e as dores nas articulações. Hoje ainda sinto dor nos pés, joelhos, cotovelos, nas mãos e também nas costas”, afirmou.

Monitoramento
A intensidade e o local de maior dor variam de acordo com o esforço físico. O namorado já não sente mais dores. Ela não sabia que havia risco de infecção na Colômbia, mas desconfiou de chikugunya quando começou a apresentar os sintomas.

Agentes da prefeitura estão em contato direto com o casal. “Foram ao meu trabalho para fazer o exame. Fizeram monitoramento do mosquito no trabalho, na casa da minha mãe e na da minha irmã, têm ligado, dado orientações como, por exemplo, para as pessoas ao redor usarem repelente, e têm estado disponíveis”, afirmou.
Juliana Colares - Diario de Pernambuco
Publicação: 15/12/2014 08:37 Atualização: 15/12/2014 08:41

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Ministério da Saúde recadastra Agentes de Combate às Endemias em todo país

12 dezembro, 2014


Rio - O Ministério da Saúde vai recadastrar todos os Agentes de Combate
às Endemias (ACEs) do país. A meta é conseguir um quadro real da
situação funcional e também os atuais vínculos dos servidores em
todos os municípios brasileiros.
A preocupação da pasta é consolidar a base de dados para a implementação
do piso nacional da categoria, de R$ 1.014, aprovado em junho deste ano. 
O salário é nacional, mas não será pago automaticamente. Será necessário
aguardar medidas administrativas que serão providenciadas por cada 
prefeitura participante do convênio ‘Estratégia Saúde da Família’.
De acordo com o Sindsprev-RJ (Sindicato dos Trabalhadores Públicos 
Federais em Saúde e Previdência Social no Rio de Janeiro), o 
recadastramento dos agentes foi decidido em reunião do Grupo de 
Trabalho (GT) criado pelo Ministério da Saúde para cuidar exclusivamente
da implementação do piso salarial nacional.
Durante o encontro, também ficou definido que a pasta deverá repassar
a assistência financeira aos municípios, de acordo com a Lei 12.994, 
para os profissionais (Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate
às Endemias) com vínculo direto. Segundo o sindicato, também foi constatado
durante a reunião do grupo que mais de 60% dos agentes ainda possuem
vínculo funcional precário. 
O critério de atualização do piso ficou indefinido e é alvo de queixa entre
os agentes. Pelo texto da Câmara, o piso seria reajustado, a partir de 
2015, segundo as regras de atualização do valor do salário mínimo. 
Já no Senado, a regra caiu, e o Executivo não impôs metodologia de correção. 
A coluna procurou o Ministério da Saúde para detalhar o processo,
mas não obteve retorno.

ALESSANDRA HORTO
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PQA VS - IMPLANTADO PARA MELHORIA DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE - ACE

18 novembro, 2014

Para o que servirá o PQA VS ?

        Para qualificar a atenção à saúde a partir do princípio da integralidade é fundamental que os processos de trabalho sejam organizados com vistas ao enfrentamento dos principais problemas de saúde-doença das comunidades e com ações de promoção e vigilância em saúde efetivamente incorporadas no cotidiano das equipes de Atenção Básica/Saúde da Família de todo este imenso Brasil.


Com a revisão do financiamento das ações de Vigilância em Saúde pactuada na CIT ainda em 2012 e publicação em breve da Portaria que substituirá a Portaria 3252 de 22 de dezembro de 2009, será instituído o Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde, que tem como objetivo induzir o aperfeiçoamento das ações de vigilância em saúde no âmbito municipal e estadual. 
     A presente Nota Técnica apresenta 2 minutas de Portaria para instituição e normatização deste Programa, bem como do incentivo financeiro do Piso Variável de Vigilância em Saúde - PVVS, previsto para sua implementação. O Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde – PQA-VS, tem o objetivo de induzir o aperfeiçoamento das ações de vigilância em saúde, com as seguintes diretrizes:
• Estimular processo contínuo e progressivo de melhoria das ações de vigilância em saúde que envolva a gestão, o processo de trabalho e os resultados alcançados pelos estados, Distrito Federal e municipios, na vigilância em saúde;
• Caráter voluntário para a adesão tanto pelos estados, Distrito Federal e municipios;
• Desenvolver cultura de negociação e contratualização, que implique na gestão dos recursos em função dos compromissos e resultados pactuados e alcançados.




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Confirmado primeiro caso da febre Chikungunya em Petrolina, no Sertão

Nesta segunda-feira (17) foi confirmado o primeiro caso da febre Chikungunya em Petrolina, no Sertão pernambucano. De acordo com a Vigilância em Saúde do município, a paciente é uma moradora do C1, do Projeto de Irrigação Senador Nilo Coelho, que fica na Zona Rural da cidade. Além do já confirmado, dois outros moradores estão sob suspeita e aguardam a confirmação. 
Segundo a Vigilância em Saúde, a mulher está sendo medicada em casa e seu estado de saúde é estável. A suspeita é que a agricultora teria pego a febre em uma viagem que fez no mês de agosto para a cidade de Feira de Santana, na Bahia, município com mais casos já registrados no país.
A diretora de Vigilância em Saúde de Petrolina, Catarina Supino,  explica que além do caso confirmado, existem dois casos suspeitos de pessoas que frequentam a casa da agricultora infectada. "O material dessas pessoas já foram coletados e enviados para o laboratório Lacen da capital Recife.  Elas apresentam sintomas semelhantes a febre chikungunya. A previsão é que de 10 a 15 dias seja divulgado o resultado", destaca.
A diretora Catarina relata que a medida é fazer o bloqueio, evitando que os mosquitos não tenham contato com os infectados para que não surjam novos casos e assim não aconteça a transmissão.
O caso confirmado foi importado, pois a paciente se contaminou em Feira de Santana-BA. Se os dois novos casos forem confirmados serão autocnes, cuja transmissão aconteceu no próprio município.
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Recife permanece entre as 10 cidades em situação de alerta

12 novembro, 2014

Atualização do Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) realizada na última sexta-feira (7) revela que 125 municípios brasileiros estão em situação de risco para a ocorrência de epidemias de dengue, 552 estão em alerta e 847 cidades apresentam índice satisfatório. Até o momento, o Ministério da Saúde recebeu informações do LIRAa de 1.524 municípios brasileiros, 61 cidades a mais do que o primeiro levantamento fechado em 3 de novembro.

Elaborado pelo Ministério da Saúde, em conjunto com estados e municípios, o LIRAa foi realizado em outubro deste ano. A pesquisa é considerada um instrumento fundamental para orientar as ações de controle da dengue, o que possibilita aos gestores locais de saúde anteciparem as ações de prevenção.

O chamado Mapa da Dengue identifica os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor da doença, proporcionando informação qualificada para atuação das prefeituras nas ações de prevenção.

Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, é fundamental o reforço às ações de combate não apenas à dengue, mas também à febre chikungunya. "As medidas de enfrentamento e prevenção das duas doenças são as mesmas. Temos de intensificar estas ações e prestar bem a atenção nas informações que o LIRAa nos revela. Trata-se de uma ferramenta muito potente que nos dá informações importantes", observou.

LEVANTAMENTO - Os municípios classificados como de risco apresentam larvas do mosquito em mais de 3,9% dos imóveis pesquisados. É considerado estado de alerta quando menos de 3,9% dos imóveis pesquisados têm larvas do mosquito, e satisfatório quando o índice está abaixo de 1% de larvas do Aedes aegypti.

De acordo com o levantamento, Rio Branco é a única capital em situação de risco, com índice de 4,2. São dez as capitais que apresentaram situação de alerta (Porto Alegre, Cuiabá, Vitória, Maceió, Natal, Recife, São Luís, Aracaju, Belém e Porto Velho) e outras 11 estão com índices satisfatórios (Curitiba, Florianópolis, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Macapá, Teresina e João Pessoa). Cinco capitais (Boa Vista, Manaus, Palmas, Fortaleza e Salvador) ainda não apresentaram ao Ministério da Saúde os resultados do LIRAa. Ministério da Saúde continua recebendo as informações dos estados e divulgará o próximo levantamento na próxima sexta-feira (14).

O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, reforça que a prevenção da dengue e da febre chikungunya é simples e todo mundo sabe como fazer. “Em apenas 15 minutos semanais, as famílias podem fazer o inspeção dentro de casa e destruir os focos dos mosquitos dentro de pneus, vasilhas de plantas e outros tipos de recipientes que acumula água parada”, frisou. O secretário, no entanto, ressaltou que o fato de uma determinada cidade estar em situação satisfatória no LIRAa não significa que esteja protegida. "Se o município parar de agir, a população de mosquito pode crescer", alertou. Barbosa esclareceu que um município com população de mosquito elevada pode ter transmissão de chikungunya. "Ninguém está protegido se no local tem mosquito para fazer a transmissão, seja em casa ou no trabalho".

CRIADOUROS - Além de ajudar os gestores a identificar os bairros em que há mais focos de reprodução do mosquito, o LIRAa também aponta o perfil destes criadouros. Os focos podem estar em formas de armazenamento de água, em espaços em que o lixo não está sendo manejado adequadamente e em depósitos domiciliares.

Esse panorama varia entre as regiões. Enquanto na Região Sul, 47,3% dos focos estão no lixo, no Nordeste e no Centro Oeste o armazenamento de água é a principal fonte de preocupação com 78,8% e 36,8%, respectivamente. Já o Norte e o Sudeste têm no depósito domiciliar o principal desafio, com taxas de 46,6% e 55,1%, respectivamente.

MOBILIZAÇÃO - O Ministério da Saúde realizará, a partir do dia 15 de novembro, campanha de combate à dengue e ao Chinkungunya, que tem como slogan “O perigo aumentou. E a responsabilidade de todos também”. Serão divulgadas orientações à população sobre como evitar a proliferação dos mosquitos causadores das doenças e alertar sobre a gravidade das enfermidades.

No dia 6 de dezembro será realizado o Dia D de mobilização. Por meio da ação, o Ministério da Saúde convoca os gestores municipais a realizarem uma intensa mobilização da população, além de mutirões de limpeza urbana e atividades para alertar os profissionais da área ao diagnóstico correto das doenças.  Como cerca de 80% dos criadouros estão nas residências, o papel de cada família, para verificar e eliminar possíveis locais que acumulam água, será reforçado nesse dia D. A ação será repetida no dia 7 de fevereiro, com o Dia D+1.

REDUÇÃO DOS CASOS - O número de casos registrados de dengue caiu 61% entre janeiro e outubro de 2014, em comparação ao mesmo período de 2013, passando de 1,4 milhão de casos para 556,3 mil neste ano. Os dados constam no balanço epidemiológico divulgado nesta terça-feira (04). Todas as regiões do país apresentaram redução de casos notificados, sendo que a região Sudeste teve a queda mais representativa, correspondente a 67%, seguida pelo Sul (64%), Centro-Oeste (57%), Nordeste (42%) e Norte (23%). O estado com a maior diferença entre 2013 e 2014 foi o Rio de Janeiro, que conseguiu reduzir em 97% o número de casos, seguido pelo Mato Grosso do Sul (96%) e Minas Gerais (86%).

Os óbitos por dengue no Brasil também apresentaram queda em comparação a 2013. Neste ano, foram 379 mortes, contra 646 confirmados no ano passado, uma redução de 41%. Destaque para os estados de Tocantins, Acre, Roraima, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que não registraram óbitos causados pela dengue em 2014. Para reduzir cada vez mais esses números, o Brasil mantém um programa permanente de combate ao mosquito transmissor. Neste ano, foram repassados aos estados e municípios cerca de R$ 1,2 bilhão para a manutenção de ações de vigilância, prevenção e controle da doença.

NOVA CLASSIFICAÇÃO – Neste ano, o Brasil passou a adotar a nova classificação de casos de dengue da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os registros são classificados como “dengue com sinais de alarme” e “dengue grave”. Até 2013, a classificação dos casos no Brasil se dividia em febre hemorrágica da dengue (FHD), síndrome do choque da dengue (SCD) e dengue com complicações (DCC). Cabe destacar que a adoção da nova classificação não traz prejuízos para a análise da situação epidemiológica, mas torna incorreta a comparação direta de casos graves em 2014 com os anos anteriores.

REDUÇÃO DE INTERNAÇÕES – Para garantir a assistência e atendimento aos pacientes com suspeita de dengue, o Ministério da Saúde tem investido na ampliação dos serviços, capacitação de profissionais, habilitações de leitos de enfermaria e de UTI pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Todas as unidades de saúde estão aptas a realizar o diagnóstico, classificação de risco e acompanhamento, desde a atenção básica às unidades de média e alta complexidade.

No período de janeiro a setembro deste ano, foram registradas 30,7 mil internações pela doença. Isso representa 49% a menos se comparado ao mesmo período de 2013, quando houve 60,2 mil internações, representando uma economia de R$ 9,2 milhões aos cofres públicos.

A diminuição nos índices de internações pode estar relacionada à detecção precoce da doença e a correta classificação de risco. O Ministério da Saúde tem priorizado a ampliação da assistência pela rede de atenção, intensificando a capacitação dos profissionais. Neste sentido, a Universidade Aberta do SUS tem investido na capacitação dos profissionais de saúde, promovendo o Curso de Atualização no Manejo Clínico da Dengue.

CHIKUNGUNYA – Até o dia 25 de outubro deste ano, o Ministério da Saúde registrou 824 casos de Febre Chikungunya no Brasil, sendo 151 confirmados por critério laboratorial e 673 por critério clínico-epidemiológico. Deste total, 39 são casos importados de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença, como República Dominicana, Haiti, Venezuela, Ilhas do Caribe e Guiana Francesa.

Os outros 785 foram diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre a transmissão. Destes casos, chamados de autóctones, 330 foram registrados no município de Oiapoque (AP), 371 em Feira de Santana (BA), 82 em Riachão do Jacuípe (BA), um em Matozinhos (MG) e um em Campo Grande (MS).

Vale ressaltar que, caracterizada a transmissão sustentada de Chikungunya em uma determinada área - com a confirmação laboratorial dos primeiros casos - o Ministério da Saúde recomenda que os demais sejam confirmados por critério clínico-epidemiológico. Este critério leva em conta fatores, como sintomas apresentados e o vínculo dele com pessoas que já contraíram a doença.

AÇÕES - Desde que foram confirmados os casos de Chikungunya no Caribe, no final de 2013, o Ministério da Saúde elaborou um plano nacional de contingência da doença, que tem como metas a intensificação das atividades de vigilância. Foram enviadas equipes para os estados com casos registrados, como Bahia e Amapá, para trabalhar em conjunto com as secretarias estaduais de Saúde e intensificar ações de prevenção e vigilância da doença. O Ministério da Saúde também promoveu a capacitação de laboratórios para realização dos testes de diagnósticos e realizou, em outubro, o Seminário Internacional da Febre Chikungunya. Além disso, houve a inclusão do capítulo sobre a febre no Guia de Vigilância Epidemiológica e a aquisição de inseticidas para auxiliar no combate à proliferação dos mosquitos, entre outras medidas.

PREVENÇÃO - A febre Chikungunya é uma doença causada por vírus do gênero Alphavirus, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Aedes Aegypti (transmissor da dengue) e o Aedes Albopictus os principais vetores. Os sintomas da doença são febre alta, dor muscular e nas articulações, cefaleia e exantema e costumam durar de três a 10 dias. A letalidade da Chikungunya, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), é rara, sendo ainda menos frequente que nos casos de dengue.

Para evitar a transmissão do vírus, é fundamental que as pessoas reforcem as ações de eliminação dos criadouros dos mosquitos. As medidas são exatamente as mesmas para a prevenção da dengue.

DOENÇA NO MUNDO - De acordo com a OMS, desde 2004, o vírus havia sido identificado em 19 países. Porém, a partir do final de 2013, foi registrada transmissão autóctone (dentro do mesmo território) em vários países do Caribe Em março de 2014, na República Dominicana e Haiti, sendo que, até então, só África e Ásia tinham circulação do vírus.
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Vinte e quatro cidades em risco de infestação de dengue e chikungunya

06 novembro, 2014


Vinte e quatro municípios de Pernambuco estão em situação de risco de infestação do mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue e a febre Chikungunya, segundo um levantamento do Ministério da Saúde divulgado ontem. Estar em situação de risco significa que mais de 3,9% dos imóveis pesquisados apresentaram larvas. As cinco cidades com maiores índices são Betânia (9,6%), Terezinha (9,4%), Casinhas (8,4%), Venturosa (8%) e João Alfredo (7,9%).

Outras 99 cidades estão em situação de alerta, mas têm índices inferiores a esse percentual. O Recife, que aparece entre uma das 10 capitais do país em alerta, registrou 2,3%. Sete munícipios pernambucanos não participaram do estudo porque não enviaram as informações ao governo federal.

Diante da necessidade de dupla prevenção, já que o mesmo mosquito transmite duas doenças, o MS lançará, no dia 15, uma campanha de combate ao Aedes aegypti. Uma cartilha de orientação também está sendo elaborada. Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde informou que reunirá as secretarias municipais e vigilâncias epidemiológicas e ambientais para discutir o Plano de Controle do Chikungunya e da Dengue.
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Ministério da Saúde lança campanha para combater a dengue e a febre chikungunya

05 novembro, 2014

A febre Chikungunya e a dengue têm um denominador comum: ambas as doenças são transmitidas pela picada do mosquito Aedes Aegypti . Com a chegada do período das chuvas, a preocupação cresce em relação à proliferação do inseto, que se reproduz em água parada. O Ministério da Saúde, por meio do Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRA'a), identificou as regiões de maior risco.
No total, participaram do levantamento deste ano 1463 municípios. Os resultados mostraram que 813 estão em situação satisfatória, 533 em alerta e 117 em situação de risco para a ocorrência de dengue. O Nordeste é a região que concentra o maior número de municípios em situação de risco - 96 dos 727 avaliados.
Por enquanto, há 10 capitais em alerta: Porto Alegre, Cuiabá, Vitória, Maceió, Natal, Recife, São Luís, Aracaju, Belém e Porto Velho. Em compensação, 11 capitais apresentaram resultados satisfatórios: Curitiba, Florianópolis, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Macapá, Teresina e João Pessoa. “Qualquer município brasileiro que tenha uma população elevada dos mosquitos Aedes Aegypti eAedes albopictus está sujeito à febre chikungunya”, explica Jarbas Barbosa, Secretário de Vigilância em Saúde. Na região Sudeste, 55% dos depósitos de água encontrados, lugares propícios para a proliferação do mosquito, são domiciliares. É aquela água que se acumula nos vasos, na calha das casas, nas garrafas abandonadas no quintal. A preocupação agora é ainda maior já que, por causa da crise de abastecimento causada pela estiagem, muitas famílias têm armazenado água em casa.
 receio das autoridades frente à chikungunya é a perda de capacidade de diagnosticar a dengue, cuja taxa de mortalidade é muito mais elevada. Confundir os sintomas das duas doenças na hora de realizar o diagnóstico pode ser um problema. "Todas as equipes de saúde que atuam nas unidades básicas estão sendo orientadas, por meio dos protocolos clínicos, para que possam reconhecer os sintomas, tanto de dengue como chikungunya”, explicou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. É preciso estar atento sobretudo aos sinais de agravamento da dengue, vômitos e dores abdominais, que podem levar o paciente a uma situação bem complicada, chegando até a óbito.
A palavra de ordem é prevenção

“É preciso realizar um esforço conjunto para combater o mosquito. Se cada um olhar a sua própria casa, contribui muito para a prevenção", afirmou secretário de Vigilância da Saúde, Jarbas Barbosa. O levantamento confirma o apelo do secretário, já que 80% dos focos de mosquito foram encontrados dentro de domicílios. O grande problema é que o UBV, o “fumacê” como é chamado o aparelho utilizado pelas prefeituras para eliminar o vetor das doenças, só funciona para os mosquitos adultos: não afeta as larvas. Por isso, se os focos de proliferação do mosquito não forem eliminados, 15 dias depois, quando o inseto torna-se adulto, a doença pode ser transmitida novamente.

Para aumentar os esforços de mobilização das prefeituras, secretarias municipais de saúde e, claro, da próxima sociedade, foram escolhidas duas datas para a realização maciça da campanha: 6 de dezembro e 7 de fevereiro. "As medidas de prevenção para a dengue e chikungunya são as mesmas. Por isso, devemos intensificar as ações", disse o ministro.
Sobre a Febre chikungunya

Além de ter como vetor o mosquito Aedes Aegypti, o vírus CHIKV, causador da doença, também é transmitido por um outro tipo de mosquito, o Aedes albopictus. O principal sintoma da doença é uma dor intensa nas articulações, que pode persistir durante meses. Não é à toa que o nome dado à doença, chikungunya, significa “aquele que se dobra” em swahili, o idioma oficial de países como a Tanzânia. Outras manifestações clássicas da doença são: febre acima de 39 graus, dor de cabeça e muscular, náusea e vermelhidão na pele, que começa no tronco e avança para as extremidades do corpo. Era uma doença comum na África e na Ásia e chegou à América pelo Caribe Francês.

O primeiro caso autóctone no Brasil foi confirmado em setembro de 2014. Até dia 25 de outubro, o Ministério da Saúde registrou um total de 824 casos. São 330 em Oiapoque, 371 em Feira de Santana, 82 em Riachão do Jacuípe, um em Matozinho e um em Campo Grande.
Por Naíma Saleh - 04/11/2014 16h31
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Recife utiliza estratégia complementar de busca durante 30 dias para vacinar animais contra raiva

04 novembro, 2014


Até o próximo dia 1º de dezembro, quando completa 30 dias da Campanha de Vacinação Contra Raiva, os Agentes de Saúde Ambiental e Controle de Endemias (Asaces) da Secretaria de Saúde do Recife realizam a busca estratégica de animais que não foram imunizados no último sábado (1º), Dia D da vacinação para cães e gatos. De acordo com balanço parcial do Centro de Vigilância Ambiental (CVA) 144.728 mil animais foram vacinados.
Para o gerente do CVA, Jurandir Almeida, com a estratégia complementar a meta de vacinar 80% dos animais será atingida. “É o chamado popularmente porta a porta. Os agentes vão fazer a busca nas residências daqueles animais que não receberam vacina contra raiva”, explicou, acrescentando que a busca será intensificada em áreas que tiveram menor cobertura. Quem não vacinou seu cão ou o gato também pode procurar os pontos permanentes de vacinação, a exemplo do CVA, em Peixinhos, e da Clínica de Veterinária da UFRPE.
No Dia D, o secretário Municipal de Saúde, Jailson Correia, percorreu alguns pontos de vacinação montados na capital e chamou a atenção para a importância da imunização. “Vacinar cães e gatos é a primeira etapa na prevenção de uma doença grave e de alta letalidade, como é a raiva. Ao proteger o animal estamos evitando a transmissão para a população e prevenindo um sério problema de saúde pública”, falou Correia. No Recife, cerca de 1,8 mil profissionais, incluindo voluntários, foram mobilizados para fazer a vacinação de cães e gatos no último sábado. 


Cuidado – Maria do Dumont Silva não quis descuidar da saúde de seus bichinhos e assim que abriu a campanha de vacinação contra raiva no Recife levou seus três cachorros (Laurinha, Nega e Preta), além da gata (Mimi) para serem imunizados. “Quem gosta tem que cuidar”, salientou ela, que retornou ao Centro de Vigilância Ambiental (CVA) da Secretaria de Saúde do Recife três vezes, para trazer um animal de cada vez.
O coordenador estadual de Zoonoses, Francisco Duarte, ao visitar o CVA, elogiou o trabalho feito em Recife. “A cidade está de parabéns porque está há 10 anos sem caso de raiva animal e serve de exemplo para toda a Região Metropolitana”, disse. O gerente do CVA, Jurandir Almeida, destacou que deve-se comemorar os 10 anos sem raiva, mas a vigilância tem que ser mantida. Ele alertou as pessoas que não puderam levar o animal para vacinar, a procurar os postos permanentes de vacinação o mais rápido possível, a exemplo do CVA.

No bairro da Macaxeira, a moradora Josiane Pereira que trouxe “Cliff”, seu cachorro, ao ponto de vacinação no Campo do União, afirmou se sentir segura ao vacinar o animal. “Vacinando, sei que ele está saudável e a gente também”. No local, até as 10h da manhã, 153 cães e 19 gatos já tinham sido vacinados.
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