Pacientes que já contraíram dengue temem nova contaminação

07 abril, 2013


O maior temor de quem acabou de se recuperar de uma contaminação pelo vírus da dengue é contrair a doença novamente. A causa principal do medo é a intensidade dos sintomas, que duram em média sete dias, mas devastam o organismo do paciente.
dengueminas
Enquanto lutam contra o mal, os infectados têm de lidar com as dores que atingem todo o corpo, uma febre que só cessa com medicação e com total prostração, que leva à perda de apetite e à vontade de não deixar a cama. Há casos em que, mesmo depois de o vírus ser combatido por meio de tratamento médico e repouso, o desânimo permanece por alguns dias.

“Até hoje não estou totalmente recuperada”, reclama Cláudia Jeber Handan, de 64 anos, moradora do Sion, Região Centro-Sul de BH. Ela contraiu a doença no início de março e teve de ficar internada por 10 dias. A intensidade dos sintomas fez com que os médicos desconfiassem de outras doenças. “Nos primeiros dias, desmaiei duas vezes. Tive muita dor de cabeça, a ponto de querer sair gritando”, lembra a dona de casa. Diante das reclamações, que incluíam dores nas pernas, falta de apetite, enjoo e boca seca, os especialistas solicitaram uma série de testes laboratoriais. Foram feitas tomografias, exames de urina e de sangue, até que se chegou ao diagnóstico: dengue. A falta de apetite a impedia de comer, o que só piorava o desânimo. “Até tentava fazer alguma coisa em casa, mas só pensava em deitar.”
No Betânia, na Região Oeste de BH, uma família inteira foi contaminada pelo vírus transmitido pelo Aedes aegypti em uma única semana. Vanda Maria Evaristo e as três filhas, de 16, 17, e 23 anos, foram picadas pelo mosquito e tiveram de conviver com os sintomas por até 12 dias. Vanda conta que teve de deixar de lado os afazeres domésticos no período em que ficou doente. “Sentia muita dor de cabeça, tremia e tive febre. Queria cuidar das minhas filhas que estavam doentes, mas não conseguia fazer nada”, diz. Mesmo depois de confirmado o diagnóstico de dengue, ela teve de continuar fazendo exames, já que testes indicaram um número de plaquetas muito abaixo do normal. A dona de casa ficou cinco dias acamada, assim como as filhas. “Quando ia ao posto de saúde para a consulta médica, tinha de parar várias vezes no meio da rua para me sentar por causa das dores que eram insuportáveis”, relembra a mulher, que disse ter se surpreendido com a força do vírus contra o organismo e teme ser vítima do mosquito novamente. “Pensei que fosse uma doença mais branda. Só quem tem dengue sabe o quanto é ruim”.
Descaso
Para o engenheiro aposentado Jésus Fernandes de Miranda, de 78, o pior efeito da doença contraída no mês passado foi o desânimo. Acostumado a caminhar todos os dias por pelo menos uma hora, ele percebeu que algo estava errado ao se sentir indisposto. “Sou uma pessoa ativa, mas perdi o ânimo para sair. Quando tentei fazer caminhada, comecei a suar muito e vi que não estava bem”, relembra. A prostração veio acompanhada de febre e dores no globo ocular, nas articulações e no corpo. “A doença mexeu com meu ritmo de vida”, reclama Jésus, que critica a falta de atenção ao paciente nos centros de saúde. “Fui ao Hospital Odilon Behrens e não deram atenção aos sintomas que relatei. Depois de conferirem meus sinais vitais, medirem pressão e ver que eu não tinha febre disseram que eu estava bem e não precisava de atendimento médico. Nem passei da triagem. No entanto, os exames que fiz em um laboratório particular confirmaram a dengue”, relata.
Os sintomas que tanto debilitam as vítimas da dengue clássica são resultado de um processo infeccioso, conforme explica a infectologista da Faculdade de Medicina da UFMG, Marise Fonseca. Segundo ela, quando o mosquito injeta o vírus no indivíduo por meio da picada, começa imediatamente uma resposta do sistema imune. A febre, as dores e todas as complicações da doença ocorrem devido a uma reação muito intensa do organismo, que sofre uma inflamação generalizada. “É um quadro agudo e rápido, que dura em média uma semana, mas os efeitos podem ser percebidos durante até 30 dias, já que todo o corpo sofre”, esclarece.
Foco de mosquito, piscina será aterrada
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) decidiu que a piscina localizada na antiga sede da Associação Mineira de Paraplégicos (AMP) será aterrada para evitar acúmulo de água. O imóvel, que fica na Avenida do Contorno, no Bairro Santa Efigênia, Região leste da capital, é alvo de reclamações de moradores há pelo menos dois anos. Eles temem que o reservatório de água instalado no quintal se transforme em mais um criatório do mosquito Aedes aegypti na cidade, que até a semana passada já registrava pelo menos 5.760 doentes e dois mortos em decorrência da dengue, segundo o último balanço da Secretaria Municipal de Saúde. Ainda não há previsão para que a piscina seja coberta por terra.
A piscina fica em um terreno da prefeitura. Ele havia sido cedido pela administração municipal para a AMP na década de 1980, mas em 6 de março um decreto publicado no Diário Oficial do Município (DOM) rompeu o contrato de concessão de uso. De acordo com a Regional Leste da PBH, o endereço vem sendo alvo de denúncias por focos de dengue há bastante tempo e já foi notificado e multado. Em uma ocasião, a Vigilância Sanitária entrou na casa com apoio da Polícia Militar para garantir o tratamento dos focos.
Segundo a assessoria de imprensa da PBH, no dia seguinte à revogação da concessão, uma equipe de controle de endemias foi até o local para jogar larvicida em todos os locais que pudessem acumular água dentro do imóvel. Durante o trabalho, teria sido jogado produto suficiente para combater as larvas do mosquito por dois meses. A PBH informou ainda que outra equipe foi à casa ontem para fazer a limpeza da piscina e retirou toda a água acumulada. No entanto, a piscina não foi coberta para evitar que a água da chuva fique represada até que o local seja aterrado.
Reunião
Hoje, o governador Antonio Anastasia participará, às 10h, de reunião do Comitê Gestor Estadual de Políticas de Enfrentamento à Dengue, no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa. Com informações do Estado de Minas.
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Recuperação da dengue pode levar até 6 meses, diz médica de Bauru, SP

Do G1 
Já foram registrados mais de 2 mil casos de dengue e uma morte confirmada em Bauru  (SP). Apesar dos dados alarmantes, ainda existem pessoas que desconhecem ou até menosprezam os efeitos da doença.
Rosa Cândido descobriu do pior jeito possível que os sintomas da dengue são bem mais intensos do que os de uma gripe forte. “Dói todo o corpo e é uma febre difícil de explicar. Só quem teve sabe como é”, conta a telefonista.
Além dos sintomas difíceis de aguentar, a dengue também pode deixar sequelas. “É muito comum ver que os pacientes que recebem o diagnóstico de dengue apresentam uma demora na melhora de todos os sintomas”, explica a médica infectologista, Paula Coelho. A prevenção deve ser mesmo o principal fator pra evitar a proliferação do mosquito transmissor da dengue. Outras recomendações da médica são: evitar a automedicação quando estiver com os sintomas de gripe.
Segundo a Secretaria de Saúde, após o contato com o vírus, a doença poderá se manifestar em média, dentro de seis dias, com os seguintes sintomas: febre alta, dor de cabeça, dores fortes nos olhos, na musculatura, nas juntas e surgimento de manchas avermelhadas na pele. Ao aparecer os sintomas, a pessoa deverá procurar imediatamente a Unidade Básica de Saúde mais próxima ou o médico de sua confiança e evitar a automedicação.

A proliferação do mosquito Aedes Aegypti, só é possível desde que haja condições da sobrevivência das suas larvas, que é a água parada, e por esse motivo é que a colaboração da população é indispensável para o controle da doença.
Prevenção

A secretaria mantém orientação a todos os profissionais das redes de saúde pública e privada para que redobrem a atenção em casos que apresentem os sintomas da doença, visando o diagnóstico precoce e tratamento oportuno, viabilizando, dessa forma, a agilização e qualidade do atendimento, bem como o controle da dengue.
Medidas preventivas devem ser adotadas pela população em todas as regiões da cidade, tais como:
- Evitar vasos de plantas com pratos de plásticos.
- Manter ralos internos e externos tampados, bem como vasos os sanitários.
- Manter as piscinas limpas, tampadas ou desmontadas, quando possível.
- Descartar todo material inservível com potencial para criadouro de larvas do mosquito Aedes aegypti (garrafas, latas, embalagens vazias, pneus e outros).
- Manter a limpeza das calhas antes de sair de casa por vários dias.
Saiba quais são os sintomas da dengue (Foto: Editoria de Arte G1)
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Casos de dengue aumentam em 17 estados e no Distrito Federal



Em Minas Gerais são mais de 130 mil notificações este ano. Para combater a doença foram adotadas várias estratégias.

Jornal Nacional deste sábado começa com os números preocupantes da dengue pelo Brasil. Os casos da doença aumentaram em 17 estados e no Distrito Federal nos três primeiros meses do ano.
A epidemia de dengue se espalhou por dezenas de cidades de Mato Grosso do Sul. De acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, no primeiro trimestre deste ano, comparando com o mesmo período de 2012, as notificações passaram de pouco mais de 1.700 para quase 74 mil.
Em Goiás, o crescimento da doença é de mais de 1.000%. Na capital, Goiânia, onde é grave a situação, soldados do Exército ajudam na triagem de pacientes e no combate ao mosquito.
Em Minas Gerais são mais de 130 mil notificações este ano. Para combater a doença foram adotadas várias estratégias. Na capital mineira, pacientes com sintomas da dengue recebem soro em contêineres. Em Santa Luzia, na região metropolitana, o tratamento é feito em tendas montadas ao lado de unidades de urgência.
A preocupação é maior com crianças e idosos, que, segundo os médicos, estão mais sujeitos a complicações. O cuidado deve ser redobrado com a quantidade diária de líquido que precisa ser ingerida por esses pacientes.
A receita é bem simples. “Uma pessoa entre 60 e 70 quilos vai tomar dois copos no mínimo por hora. Você vai manter a hidratação, você evita complicação, como o dengue hemorrágico, você mantém o coração funcionando, a pressão arterial em níveis normais, que vai oxigenar seu sangue, vai oxigenar seus tecidos”, explica o infectologista Unaí Tupinambás, professor da Faculdade de Medicina de UFMG.
A auxiliar de enfermagem Sônia da Rocha Fernandes não bobeia com os cuidados com a neta. “Tem que ficar no pé”.
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Contextualizando as Relações Institucionais e a Luta dos Agentes de Combate às Endemias

04 abril, 2013


A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) foi criada em meio a esse cenário de transformações sociais, econômicas e políticas em âmbito nacional, sendo instituída em 19912, assumindo todas as ações de combate e de controle as endemias e de saneamento público domiciliar do país.
Durante os primeiros anos, a Funasa desenvolveu suas atividades de forma centralizada e pouco sistêmica. Esse período caracterizou-se pelo desenvolvimento de ações pontuais, setoriais e desarticuladas. Essa realidade, aliada às diferenças culturais das organizações que a originaram, dificultava sua integração ao Sistema Único de Saúde – SUS (EM Interministerial, 2002).
Poucos anos após sua criação, sofreu transformações em seu modelo organizacional, pautadas em uma revisão administrativa do Ministério da Saúde para implantação do Sistema Único de Saúde (SUS), passando por um processo de descentralização das ações que, em novembro de 1998, foram transferidas para os Estados, municípios e para o Distrito Federal. A partir de agosto de 1999, passou a assumir a execução das ações de promoção, proteção e recuperação da saúde da população indígena brasileira. Nesse período, teve início a luta dos ACE3, que, regidos sob contratos temporários, foram demitidos em meio ao processo de descentralização e re-ordenamento organizacional institucional. Sua história está relacionada ao quadro epidêmico instalado no Estado do Rio de Janeiro entre 1986/1987, que desencadeou a realização de campanhas de combate à dengue e outros agravos transmitidos por vetores. A primeira contratação ocorreu em 1988 e, em 1999, esses trabalhadores foram demitidos, dos quais, 280 eram mulheres grávidas e vários trabalhadores contaminados pelo uso contínuo de inseticida (Boletim Informativo Focalizando, 2006).
Frente às demissões, por meio de inúmeras manifestações públicas no Rio de Janeiro, os trabalhadores organizados iniciaram uma luta buscando garantir o retorno às atividades, que exerceram durante um período aproximado de 11 anos. Em agosto de 19994, montaram acampamento em frente à Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro e, ao final do mesmo mês, foi publicada uma liminar para reintegração provisória (por um período de seis meses) dos trabalhadores demitidos, determinação judicial não cumprida pelo governo federal.
Em 2002, iniciam-se então as negociações coletivas entre os ACE e representantes do governo, tendo como resultado a aprovação, na Câmara dos Deputados e no Senado, da Medida Provisória 86/03, que determinou a reintegração dos 5.792 ACE. Apesar do retorno, permaneciam com o vínculo trabalhista precário, já que a reintegração foi por contrato temporário de dois anos. A luta dos trabalhadores continuou pela regularização definitiva de sua situação trabalhista, pondo fim à vulnerabilidade a que estiveram submetidos por tanto tempo. Nesse sentido, somou-se às conquistas da categoria profissional a edição da Medida Provisória 297/06. Esta estabeleceu que todos os trabalhadores reintegrados fossem regidos pela Lei 9962/20005, com seus direitos e deveres resguardados pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), como empregados públicos.

Procedimentos Metodológicos.

Para realizar o trabalho de campo buscamos uma aproximação com representantes da instituição, mais especificamente com a Coordenação de Controle de Vetores (CCV)6 e integrantes da Comissão de Saúde do Trabalhador desta coordenação. Em seguida, definimos que o universo da pesquisa seria de dez ACE, pois assim teríamos a representatividade de todas as Unidades Regionais de Governos da CCV no município de Nova Iguaçu. A participação dos trabalhadores foi voluntária, sendo designado a cada supervisor de área informar sobre a pesquisa aos agentes sob sua responsabilidade, em razão do curto tempo para início da pesquisa. Ao final, realizamos cinco encontros, de aproximadamente duas horas, durante cinco semanas consecutivas, no próprio espaço da CCV.
Quanto ao quadro teórico-metodológico, adotamos um referencial de pesquisas realizadas no campo da saúde do trabalhador, o qual conjuga produção de conhecimento e intervenção, bem representados pela expressão “compreender para transformar” (Guérin e col., 2001; Brito e Athayde, 2003). Nessa perspectiva, o processo de compreender a relação entre saúde e trabalho é inseparável de sua transformação; a ação transformadora é também teórica: ela se produz e se transforma em íntima relação com o conhecimento crítico da realidade histórica concreta. Complementarmente, adotou-se, como base de investigação, os estudos participativos (Brandão e Streck, 2006) e o enfoque da educação popular (Freire, 1977; 1988). O encontro profícuo entre essas duas vertentes potencializa aspectos existentes em ambas, como, por exemplo, o caráter transformador e a vocação emancipatória, possibilitando que uma investigação social produza conhecimento de forma compartilhada e sirva instrumentalmente aos movimentos populares. Por sua vez, a educação popular contribui para a fundamentação pedagógica da pesquisa participativa, conciliando interpretação crítica (filosófica) e ação política como momentos inseparáveis do processo de pesquisa, contrapondo-se à epistemologia positivista e binária, que postula a separação entre os pólos do conhecimento (pesquisador/pesquisado e teoria/prática).
“Em uma pesquisa de cunho pedagógico, adota-se o diálogo como relação fundamental” (Brandão e Streck, 2006, p.13). O diálogo, no paradigma da educação popular e dos estudos participativos, mais do que se constituir como pedra angular da relação pedagógica da pesquisa, possibilita a apreensão dos dados de investigação. É possível, a partir do conteúdo do diálogo, a identificação de temas que são matérias para a análise interpretativa das falas. Nessa linha de compreensão, os grupos de discussão são fontes de conhecimento e fornecem dados a serem objetos de admiração e de interpretação crítica, conferindo uma conotação epistemológica ao diálogo (Freire, 1977).
Diferentemente dos enfoques tradicionais de pesquisa qualitativa, na perspectiva freireana é o próprio grupo que produz e elege os temas para aprofundamento no decurso do diálogo. Os temas surgem espontaneamente, não existindo um roteiro prescrito de questões ou um ordenamento de perguntas a ser aplicado. Os temas levantados são denominados “temas geradores” (Freire, 1988), que podem ser compreendidos como unidades de registro primárias para a análise qualitativa do conteúdo das discussões. Trata-se de uma tarefa interpretativa pela análise da enunciação. Da mesma forma, Minayo (1994) afirma que os temas (na pesquisa qualitativa) são unidades de registros em torno das quais se realizam reflexões. A dinâmica nos grupos de discussão com os ACE propiciou um repertório amplo de conteúdos para se debater a relação saúde-trabalho. A rigor, os temas selecionados são a chave para a compreensão da percepção e comportamento dos trabalhadores diante dos problemas de saúde.
Esta pesquisa foi conduzida dentro de padrões éticos dispostos na Resolução CONEP nº 196/96 e foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da ENSP/Fiocruz – CEP/ENSP nº45/07.


Referências
ANTUNES, R. Adeus ao trabalho? Ensaio sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. São Paulo: Cortez, 2003.
BESEN, C. B. et al. A estratégia saúde da família como objeto de educação em saúde. Saúde e Sociedade, São Paulo, v. 16, n. 1, p. 57-68, jan./abr. 2007.
BOLETIM INFORMATIVO FOCALIZANDO Histórico da luta: 18 anos de luta até a vitória. Rio de Janeiro: Sintsauderj, ago. 2006. p. 02.
BORNSTEIN, V. J.; STOTZ, E. M. Concepções que integram a formação e o processo de trabalho dos agentes comunitário de saúde: uma revisão de literatura. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 13, n. 1, p. 259-268, jan./fev. 2008.
BRANDÃO, C. R.; STRECK, D. R. A pesquisa participante e a partilha do saber: uma introdução. In: Brandão C. R.; Streck D. R. (Org.). Pesquisa participante: o saber da partilha. São Paulo: Idéias & Letras, 2006. p. 7-20.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Senado.
BRAVO, M. I. S. Serviço social e reforma sanitária: lutas sociais e práticas profissionais. São Paulo: Cortez; Rio de Janeiro: UFRJ, 1996.
BRITO, J.; ATHAYDE, M. Trabalho, educação e saúde: o ponto de vista enigmático da atividade. Revista Trabalho, Educação e Saúde, Rio de Janeiro, v. 1, n. 2, p. 239-266, 2003.
CAMPOS, A. Violência e trabalho. In: Mendes, R. (Org.). Patologia do trabalho. São Paulo: Atheneu, 2002. p. 1641-56.
CASTEL, R. As metamorfoses da questão social: uma crônica do salário. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003.
DANIELLOU, F. A ergonomia em busca de seus princípios: debates epistemológicos. São Paulo: Edgar Blücher, 2004.
DEJOURS, C. O trabalho como enigma. In: Lancman, S.; Sznelwar, L. (Org.). Christophe Dejours: da psicopatologia à psicodinâmica do trabalho. Rio de Janeiro: Fiocruz; Brasília: Editora Paralelo 15, 2004. p. 127-140.
EM Interministerial nº 030/MS/MP. Brasília, 30 de abril de 2002. Submete à Presidência da República o projeto de lei que dispõe sobre os Sistemas Nacionais de Epidemiologia, de Saúde Ambiental e Saúde Indígena e cria a Agência Federal de Prevenção e Controle de Doenças – APEC. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Projetos/EXPMOTIV/EMI/EMI030-MSMP-2002.htm. Acesso em: 24 out. 2012.
FREIRE, P. Extensão ou comunicação? Rio de Janeiro: Paz e Terra,1977.
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.
GRAMSCI, A. Concepção dialética da história. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1986.
GUÉRIN, F. et al. Compreender o trabalho para transformá-lo: a prática da ergonomia. São Paulo: Editora Edgard Blücher:Fundação Vanzolini, 2001.
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AGENTES DE SAÚDE DE OLINDA-PE, RECEBEM MENOS DO QUE UM SALÁRIO MÍNIMO,

É verdade Companheiros e companheiras de todo Brasil, No município de Olinda-PE, que todos conhecem como patrimônio histórico da humanidade,Uma cidade turista do Brasil, cheia de belezas e de um dos maiores carnaval do País, O prefeito Srº Renildo Calheiros -PC do B-PE, Em seu segundo mandato, Pagar menos de um salários mínimo aos Agentes de Saúde efetivos, para sermos preciso R$: 632,00.

Nesta quinta-feira, 04/04, Em Audiência Pública no Plenário da Câmara Municipal de Olinda, Onde o assunto foi tratar do interesse dos agentes de saúde(ACS e ACE), Onde compareceram a categoria junto com o SINDIMASCE - Sindicato dos ACS e ACE de Olinda, Onde tem em torno de um ano e meio de fundado, Vai tem muita lutas e batalhas para conseguir os direitos da categoria, Dizemos isto por na audiência, Não compareceu ninguém da gestão do prefeito, Nem para dar pelo menos uma satisfação, Onde foram todos convidados, Uma total falta de consideração e respeito com a categoria.

Mas mesmo assim audiência foi iniciada, Onde se formou a mesa pelo presidente da câmara vereador Marcelo Soares, Autor do requerimento da audiência Vereador Arlindo Siqueira, Vereadora Mônica Ribeiro, Presidente do SINDIMASCE, Companheiro Neilton, A Companheira Paula Elaine, Presidente do conselho fiscal do SINDIMASCE, e nossa Companheira Maria dos Anjos Presidente regional metropolitana dos ACS em Jaboatão-PE.

Na maioria da falar dos integrantes da mesa, Foi a falta de concideração da gestão na ter representante presente.

Na falar do Vereador Arlindo Siqueira,  Ele disse em alto e bom som, Agora vejo "OS AGENTES DE SAÚDE SÓ SÃO IMPORTANTES PARA POPULAÇÃO, PARA OS POLITÍCOS NÃO; Se referindo a falta dos representantes do governo a audiência.

Na fala do Presidente da Câmara Marcelo Soares, Disse que o Prefeito, Tinha agendado no dia, 18 de Abril de 2013, Ás 11:00 Horas, Na Sede da prefeitura para receber os agentes de saúde e negociar sua pauta de reivindicações.

PAUTA DE REIVINDICAÇÃO DA CATEGORIA.

1 - Cumprimento da portaria do Ministério da Saúde, Nº 260, de 21 de Fevereiro de 2013,

2 - Reajuste salarial para os ACE, de acordo com a lei municipal 5588 de 19 de Dezembro de 2007,

3 - Reajuste do valor do ticket alimentação para 12,00, (Hoje é de 8,00),

4 - Formação do curso Técnico para os ACS e ACE, com o complemento do 1º, 2º, e 3º Modulo,

5 - Suporte nas unidades e pontos de apoios com armários para os ACE,

6 - Fornecimento de (EPI) equipamento de proteção individual como: Protetor solar mensalmente, e fardamento para os ACS e ACE,

7 - Realização dos exames periódicos para os ACE, (Esclarecimento sobre os exames realizados em Julho de 2012),

8 - Representação do SINDIMACSE - OLINDA, Em todas as ocasiões que diz respeito aos ACS e ACE,

9 - Melhores condições de trabalho aos ACE e ACS, que estão com sobre carga de trabalho (ACS com mais de 200 famílias cadastradas e ACE com mais de 1000 imóveis a visitar no més)

Diretores do Sindicato diz caso reivindicações não sejam atendidas em reunião no dia,18/04, O Sindicato faz assembleia com a categoria que podem deflagar uma paralisação e o vereador Arlindo Siqueira falou que poderia contar com o apoio dele.

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Grande Mobilização Nacional da Saúde - 07 de abril de 2013.


O QUE É A GRANDE MOBILIZAÇÃO DA SAÚDE?
A proposta da Grande Mobilização da Saúde é realizar uma grande ação unificada pela internet, ou seja, na data estabelecida (07 de abril de 2013) os profissionais da saúde acessarão sites das Secretarias de Saúde de seus municípios, estado e do Ministério da Saúde para manifestar-se sobre questões que envolva melhores condições de trabalho. Na referida data também acessarão o Twitter, Facebook, Blog’s, YouTube etc., ligados as referidas secretarias e procederam da forma indicada.


QUAIS OS OBJETIVOS DELA?
Objetivo geral: Buscar o fortalecimento do SUS.
Objetivos específicos: Manifestar as mais diversas necessidades laborativas das categorias que compõem a SAÚDE.

É bandeira de luta dos médicos: melhores salários e condições laborativas. O movimento médico tem uma reivindicação nacional de implantação da carreira médica com valor específico por 20 horas de trabalho por semana. 

 
Dos auxiliares, técnicos de enfermagem e enfermeiros: enfermeiros/as, auxiliares e técnicos/as de enfermagem pelejam pela jornada de trabalho de 30 horas, uma reivindicação considerada histórica. Algumas categorias profissionais da seguridade social já conquistaram essa jornada máxima, porém, há uma década a enfermagem brasileira luta para aprovar o Projeto de Lei do Senado 2.295/2000, mais conhecido como PL 30 Horas, que estabelece a jornada máxima de 30 horas semanais para os enfermeiros/as, técnicos/as e auxiliares de enfermagem. Lembrando que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) da Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda esta jornada, sob o argumento de que é o melhor para pacientes e trabalhadores da saúde do mundo inteiro.

 
Dos agentes de saúde: melhores condições de trabalho e salários, desprecarização do vínculo de trabalho e formação técnica, conforme proposta do Ministério do Trabalho.

Certos de que ao melhorar a condição de trabalho desses profissionais, inevitavelmente projeta-se qualitativamente melhores condições dos serviços da saúde. A busca por melhores condições de trabalha está intimamente ligada melhoria na qualidade dos serviços públicos de saúde, prestados a maioria da população brasileira, que depende de tais serviços.


QUEM PODE PARTICIPAR?
Tantos os profissionais da saúde como toda a sociedade. A população precisa ser ouvida. A participação dela é fundamental nessa GRANDE EVENTO.


QUANDO IRÁ ACONTECER?
A GRANDE MOBILIZAÇÃO DA SAÚDE está agendada para ocorrer no dia 07 de abril de 2013.

QUAIS AS INSTITUIÇÕES QUE TEM APOIADO A GRANDE MOBILIZAÇÃO DA SAÚDE?
Sindicatos dos profissionais agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias, dos auxiliares e técnicos de enfermagem, de enfermeiros etc.


NECESSIDADES (PREVIAS) DA MOBILIZAÇÃO
Mobilizar a categoria para divulgar o evento o mais rápido possível. Carda curtida, cada compartilhamento, envio de e-mail, nota etc., voltados à divulgação do evento é fundamental nesse momento.

Juntos, Somos Mais Fortes!

ONDE IREMOS NOS MANIFESTAR:
Nos sites, blogs, Twitter etc, das prefeituras municipais e estaduais (onde o profissional é domiciliado) e do Ministério da Saúde.

Ferramentas do Ministério da Saúde
Site do Ministério da Saúde

No Facebook
Do Ministério da Saúde

No Twitter
Do Ministério da Saúde
@minsaude @InstitucionalMS @minsaude  @InstitucionalMS @dengue_MS

Twitter oficial da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa.@SGEP_MS

Do Ministro da Saúde
@padilhando

YouTube do Ministro da Saúde

Além das manifestações nos sites, blog’s, Twitter etc., das secretarias de saúde municipais e estaduais. 
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VÍRUS DA DENGUE E A IMUNIDADE

03 abril, 2013


A infecção natural por um dos 4 sorotipos do vírus da dengue (1, 2, 3, 4) produz uma imunidade duradoura contra uma reinfecção pelo sorotipo específico, mas a proteção estereotípica (imunidade contra outro sorotipo) é temporária e parcial, resultando em infecções sequenciais.

Outro conceito importante é que o organismo é capaz de eliminar o agente viral prontamente, pois a doença chega ao fim rapidamente e muito provavelmente essa defesa eficiente é a responsável pela patologia induzindo alterações vaso dinâmicas, hemorrágicas e de choque.

O desaparecimento da doença coincide com o aparecimento de vigorosa resposta imune. Os anticorpos, principalmente os que se ligam a epítopos da proteína E, promovem lise do envelope ou bloqueio de seus receptores com consequente neutralização viral.

A proteína E, localizada nas espículas do envelope dos vírus da dengue, é fundamental para a ligação viral ao receptor de membrana e possui os mais importantes domínios antigênicos desses microorganismos. Os epítopos da proteína E definem a produção de anticorpos específicos para o tipo viral e podem ser detectados por múltiplos testes sorológicos.

Os anticorpos contra a proteína E são dirigidos a epítopos existentes em toda a superfície externa da molécula. O mecanismo de neutralização dos anticorpos relaciona-se à dissociação do dímero E, impedindo as alterações conformacionais que levam à formação dos trímeros da molécula, evitando assim que o vírus possa ser introduzido na célula hospedeira.

Anticorpos, produzidos contra NS1, promovem lise viral fixando o complemento. A imunização com NS1 é capaz de proteger camundongos da encefalite, após serem inoculados com vírus da dengue. Entretanto, o mecanismo de proteção conferido pelas NS1 não é neutralizante das partículas virais e relaciona-se à destruição das células infectadas previamente à liberação da progênie viral.

A NS3, que se apresenta em contato com a superfície celular também possui capacidade imunogênica. A presença de NS3 estimula a destruição das células infectadas por LT citóxicos. LT helper e citotóxicos de pacientes com dengue apresentam capacidade de reconhecer epítopos de E, NS1 e NS3.

Nos pacientes com dengue, a resposta humoral produzida por plasmócitos resultantes da ativação de linfócitos B costuma ser vigorosa. Os anticorpos IgM específicos são detectáveis a partir do quarto (4º) dia, após o início dos sintomas, atingindo os níveis mais elevados por volta do sétimo (7º) ou oitavo (8º) dia e declinando lentamente, passando a não ser detectáveis após alguns meses.

As IgG específicas são observadas, em níveis baixos, a partir do quarto (4º) dia após o início dos sintomas, elevam-se gradualmente, atingindo altos teores em duas (2) semanas e mantêm-se detectáveis por vários anos, conferindo imunidade contra o tipo infectante, provavelmente, por toda a vida.

Anticorpos obtidos durante infecção por um tipo de dengue, também protegem da infecção por outros tipos, entretanto, tal imunidade é mais curta, com duração de meses ou poucos anos. Infecções por dengue, em indivíduos que já tiveram contato com outros sorotipos do vírus ou, mesmo, outros Flavivírus (como os vacinados contra a febre amarela), podem alterar o perfil da resposta imune, que passa a ser do tipo anamnéstico ou de infecção secundária (reinfecção), com baixa produção de IgM e liberação intensa e precoce de IgG.

A resposta imune celular citotóxica por LT ocorre sob estímulo das proteínas NS1, NS3 e E dos vírus da dengue. Os linfócitos citotóxicos agridem diretamente as células infectadas com dengue, que expressam receptores HLA tipo I, lisando-as. Portanto, as células T participam ativamente na resposta imune, reduzindo o número de células infectadas com o vírus, e conferindo proteção contra reinfecção.

Outra forma de resposta imune aos vírus da dengue é paradoxal, ou seja, prejudica o hospedeiro infectado e é responsável pela imunopatologia da dengue hemorrágico/síndrome de choque do dengue. Essa resposta imune pode ser observada em dois grupos de indivíduos: acima de um 1 ano de idade com uma segunda infecção por dengue (mais de 90% dos casos) e crianças, menores de um 1 ano, infectadas pela primeira vez, filhos de mães possuidoras de anticorpos para dengue.


Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 900 cursos online com certificado 
http://www.portaleducacao.com.br/medicina/artigos/38415/virus-da-dengue-e-a-imunidade#ixzz2PQwdetp0
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Mosquito da dengue criou resistência a repelente, diz pesquisa

Uma pesquisa conduzida por cientistas no Reino Unido revelou que o mosquito da dengue aparentemente desenvolveu resistência a um princípio ativo presente na maioria dos repelentes atualmente comercializados no mundo, inclusive no Brasil.

A substância, conhecida como DEET, ou dietiltoluamida, é largamente empregada em repelente contra insetos, combatendo mosquitos, pernilongos, muriçocas e borrachudos. O composto age interferindo nos receptores sensoriais desses animais, inibindo seu desejo de picar o usuário.

O estudo, divulgado pela publicação científica Plos One, analisou a reação de mosquitos da espécie Aedes aegypti, vetores da dengue e da febre amarela, à substância. Os cientistas concluíram que, ainda que inicialmente repelidos pelo composto químico, os insetos depois o ignoraram.

Eles recomendaram que governos e laboratórios farmacêuticos realizem mais pesquisas para encontrar alternativas à DEET.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dengue é hoje a doença tropical que se propaga mais rapidamente no mundo. Nos últimos 50 anos, sua incidência aumentou 30 vezes, o que pode transformá-la em uma pandemia, advertiu o órgão.

Isca

Para provar a eficácia da DEET os cientistas pediram a voluntários que aplicassem repelente com DEET em um braço e soltaram mosquitos.

Como esperado, o repelente afastou os insetos. No entanto, poucas horas depois, quando ofereceram aos mesmos mosquitos uma nova oportunidade de picarem a pele, os cientistas constataram que a substância se mostrou menos eficiente.

Para investigar os motivos da ineficácia da DEET, os pesquisadores puseram eletrodos na antena dos insetos.

"Nós conseguimos registrar a resposta dos receptores na antena dos mosquitos à DEET, e então descobrimos que os mosquitos não eram afetados pela substância", disse James Logan, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, instituição que realizou o estudo.

"Há algo sobre ter sido exposto ao composto químico pela primeira vez que muda o sistema olfativo dos mosquitos. Ou seja, a substância parece mudar a capacidade dos mosquitos de senti-la, o que a torna menos eficiente", acrescentou.

Uma pesquisa anterior feita pela mesma equipe descobriu que as mudanças genéticas em uma mesma espécie de mosquito podem torná-los imunes à DEET.

"Os mosquitos evoluem muito rapidamente", disse ele. "Quanto mais nós pudermos entender sobre como os repelentes funcionam e os mosquitos os detectam, melhor poderemos trabalhar para encontramos soluções para o problema quando tais insetos se tornarem resistentes à substância".

O especialista acrescentou que as descobertas não devem impedir as pessoas de continuarem usando repelentes com DEET em áreas de alto risco, mas salientou que caberá aos cientistas tentar desenvolver novas versões mais efetivas da substância.

Para complementar o estudo, os pesquisadores britânicos agora planejam entender por quanto tempo o efeito dura depois da primeira exposição ao composto químico.

A equipe também deve estudar o efeito em outros mosquitos, incluindo espécies que transmitem malária.
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Casos de dengue confirmados em Minas até março chegam a 38 mil


Minas Gerais tem cerca de 38 mil casos de dengue confirmados, de acordo com atual resumo informativo divulgado pela Secretaria de Saúde do estado, com dados registrados de janeiro ao dia 27 de março. Desse total, 37.733 são da forma clássica da doença.

Os municípios de Veríssimo, Ibiaí, Deresópolis e Lassance lideram a lista das 30 localidades com maior incidência de notificações neste ano, com um total de 29.018 casos. Nas últimas quatro semanas, as notificação já passam de 13 mil.

Outros estados também estão sofrendo com a epidemia. As notificações em Mato Grosso da primeira à 12ª semana de 2013 são maiores que o dobro do total do mesmo período do ano passado: 24 mil, de acordo com o Sistema de Notificação de Agravos de Notificação - Sinan. No Paraná, são mais de 14 mil casos.

Segundo a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, há epidemia em quase metade dos municípios. Mais de 69 mil casos foram notificados de 1º de janeiro a 23 de março deste ano. Em Goiás, são mais de 84 mil casos no período de 30 de dezembro de 2012 a 23 de março de 2013, sendo que a capital lidera, com 39.673. O Ministério da Saúde informou que aguarda dados sobre a situação da dengue em cada estado para traçar um quadro do país.
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CÂMARA DE VEREADORES APROVAM PROJETO QUE REPASSA VALOR INTEGRAL DA PORTARIA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA OS AGENTES DE SAÚDE DE PAULISTA-PE.

02 abril, 2013


PRESENÇA DA CATEGORIA.


Depois de muitos impasses entre os vereadores presentes na sessão onde deveria ser aprovado o Projeto de lei, Emenda ou seja como for chamada, Que foi colocado pelo Vereador Nildo Soldado, Líder do governo na câmara, Dizendo que o executivo passaria automaticamente para os ACS`s e ACE`s do município o valor integral das Portarias do Ministério da Saúde que vem  mensalmente que hoje é de R$: 950,00. Como já existe uma lei aprovada na câmara e sancionada pelo ex-prefeito.


VEREADOR NILDO SOLDADO  LENDO O PROJETO DE LEI

Vereadores contrários como foi o caso de Nelson Falcão, Tônico entre outros, Onde Nelson Falcão pediu a palavra dizendo que era incostitucional e Tônico depois de vários comentários contrário e Depois da aprovação, disse que o problema era do executivo.


VEREADOE NELSON FALCÃO, DEBATENDO.

Companheiros e conpanheiras eu BIO ACS, sentir com toda sinceridade que os vereadores contrários tavam se sentido como tivese tido quebra  de acordos politicos, Por não terem participado do projeto e não estarem sabendo de nada, Mas como nossa Categoria é forte, FOI APROVADO, Agora vamos atrás da sanção do Prefeito.

Estavam presente  além dos vereadores, Parte da Categoria, Diretores do SINDASCPA - Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde do Paulista e AMACEPA - Associação dos Agentes de Combate às Endemias do Paulista e populares.


DIRETORES DO SIDACSPA, COM VEREADOR NILDO SOLDADO.

DIRETORES DO AMACEPA, COM VEREADOR NILDO SOLDADO.


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HOJE, 02/03/2013, A PARTI DAS 15:30 HORAS, SESSÃO NA PLENÁRIA DA CÂMARA DE VEREADORES PARA AUMENTO DE SALÁRIO DOS AGENTES DE SAÚDE(ACS E ACE) EM PAULISTA-PE.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjJf6eorBEJYh75ZJzxP2vvH9ylfiqvvSG3OHNn9ylu8tSwFW-UkZoGyau9vgIxRjXqcBtChp0Fvrf7xwc74KXbKOn5ekguocgo3EXwzRkMYl8iJec2H5A9XErFnp1L-DZPdPlsIvj5-A/s1600/DSC_0058.JPG
Atenção Companheiros e Companheiras Agentes de Saúde(ACS e ACE) do Paulista-PE, Comparecer hoje sem falta, 02 de Março de 2013, A Sessão na Plenário da Câmara de vereadores do município, A partir das 15:30 Horas, Para todos  juntos termos está Vitória.
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As Condições de Trabalho de um ACS ou ACE e seus Efeitos à Saúde



Resumo
O presente artigo analisa as relações entre saúde e trabalho dos agentes de combate às endemias (ACEs) da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), lotados no município de Nova Iguaçu-RJ, que foram reintegrados ao quadro da administração pública após terem sido dispensados. Os objetivos principais deste estudo foram compreender a história da luta destes trabalhadores por reconhecimento social e justiça, cujo desfecho foi a readmissão ao trabalho, bem como conhecer os efeitos adversos na saúde em razão das condições da atividade de combate a endemias. Adotou-se como base metodológica os estudos participativos e, complementarmente, o enfoque da educação popular, realizando grupos de discussão com os trabalhadores. Trata-se, por conseguinte, de uma pesquisa de cunho pedagógico, na qual o diálogo é a relação fundamental. Dos temas identificados nos grupos de discussão obteve-se um repertório de problemas e questões que evidenciaram as más condições de trabalho e a desregulamentação de políticas de saúde voltada para os trabalhadores. Os próprios trabalhadores reconhecem a precarização de seu trabalho, conferindo grande responsabilidade à interferência da política. Referiram-se ainda a um período de incertezas, sofrido pela indefinição de responsabilidades entre os níveis de governo, durante o período de descentralização político-administrativa, e seus efeitos negativos na saúde. Mencionaram o possível aspecto de toxicidade dos inseticidas e os seus riscos de contaminação. Foram sinalizadas sugestões que podem ser adotadas, de modo a propiciar melhores condições de trabalho e de saúde.

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As Condições de Trabalho e seus Efeitos à Saúde

Por condições de trabalho se compreende desde as condições materiais para a realização de sua atividade, passando pelos equipamentos de proteção individual (fornecidos de forma precária e insuficiente), até a ausência de informações sobre os riscos a que estão submetidos em sua atividade profissional.
No que tange à infraestrutura de trabalho, verificou-se durante os diálogos que grande parte dos ACE não possui um local de trabalho fixo. Denomina-se como PA (posto de abastecimento) o lugar que serve como ponto de referência para iniciarem a sua jornada diária de trabalho. O PA serve ainda para manter em segurança os materiais administrativos necessários ao desenvolvimento da atividade laboral, como boletins de atendimentos, ficha de frequência e folhas de notificação, entre outros. Grande parte do trabalho dos ACE se desenvolve na rua. Entretanto, o PA é um local com um importante significado para esse tipo de atividade, já que nele os trabalhadores se situam no território de trabalho e não se sentem na rua. Contudo, em tese, o PA deveria ser disponibilizado pela prefeitura, mas é viabilizado pelos próprios trabalhadores, que necessitam negociá-lo com a população local (associação de moradores, escolas e organizações não governamentais, entre outras). Desse modo, torna-se parte da atividade real de trabalho (identificada como uma tarefa excedente) localizar uma sala ou qualquer outro cômodo, com instalações e equipamentos (como armários) adequados.
Além disso, existe uma grande responsabilidade no que se refere ao armazenamento adequado dos materiais usados no combate aos vetores, podendo se tornar um fator de riscos tanto para os trabalhadores quanto para a população e o ambiente. A ausência de uma política que valorize esse trabalho, proporcionando uma base material adequada, pode ter sérias consequências.

Deve-se considerar que os agentes de combate às endemias estão expostos aos riscos de um trabalho que se realiza na rua, sobretudo queixam-se dos efeitos da violência urbana na sua saúde. Em estudo realizado sobre o tema violência e trabalho dos agentes comunitários de saúde (Imperatori e Lopes, 2009), verificou-se que a maioria desses trabalhadores referia “fingir não ver” a violência na comunidade, devido principalmente ao medo de represálias que pudessem sofrer. Ainda nessa mesma pesquisa os trabalhadores relataram a existência de uma “ética”, a ser respeitada, pois dessa forma também eram respeitados pelos “agentes do tráfico” e “donos do morro”. O trabalho que acontece na rua sujeita esses trabalhadores, tanto os agentes comunitários de saúde quanto os agentes de combate a endemias, a várias intempéries, convivendo diariamente com a violência urbana e seus diversos contornos, como o trafico de drogas, agressões físicas e verbais durante as visitas. Poderíamos, com isso, afirmar que existem em ambas as formas citadas de trabalho tipos de dominação que impõem novas formas de relações, levando os trabalhadores a adotarem estratégias para se enfrentar o fortuito, o medo, a vulnerabilidade e a imprevisibilidade, particularidades do trabalho que se realiza no espaço público da rua.

RELATO:
“Onde eu trabalhei tem um quarteirão onde às vezes tem sequestro, tem cativeiro. Então, tem área que você não pode trabalhar, não pode nem chegar perto, nem denunciar, por que você passa ali todo dia. No meu caso, é o posto de saúde e o DP atrás; você passa que é alcaguete, então você não pode nem pensar em conversar com PM.”
“A gente coloca o guarda num canto, não sabe se o trabalhador vai trabalhar e se ele volta, porque hoje a minha área lá é cercada, por que as pessoas que estão inseridas no tráfico tomam conta”.


As Possíveis Saídas para Driblar os Riscos do Trabalho



Não obstante os relatos de trabalhadores se referirem à violência sofrida no decurso do seu trabalho como algo “externo”, elucidamos que se trata de uma violência que toma corpo na organização do próprio trabalho (Campos, 2002) dos ACE, provocando sofrimento e desgaste. Essas adversidades de situações lhes obrigam a criar estratégias no cotidiano laboral para que o trabalho continue acontecendo. Uma possível saída citada pelos trabalhadores para fintar a imprevisibilidade e os riscos seria o uso de crachás institucionais para a sua identificação, sendo este um artifício do mundo do trabalho com valor simbólico que se contrapõe ao informal e à impessoalidade da rua.
“Nossos crachás estão vencidos. A prefeitura todo ano faz o recadastramento; aí fala que vai mandar o crachá e não manda. A gente fica correndo riscos por que os caras acham que a gente é policial. Tá difícil, espero que melhore.”
Na época desta pesquisa, os trabalhadores não realizavam exames médicos periódicos para saber os danos reais que os produtos utilizados no combate aos vetores poderiam causar à saúde. Entretanto, essa foi uma preocupação bastante presente nos diálogos. Constantemente se referiam ao possível aspecto de toxicidade dos inseticidas e os seus riscos de contaminação para os trabalhadores e o ambiente. A respeito deste tema, é preciso lembrar que, em estudo realizado no Estado de São Paulo pela Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), decidiu-se pela retirada do inseticida usado rotineiramente no controle do vetor, valorizando uma política de controle mecânico do Aedes aegypti e da necessidade de reforço da atuação dos ACE no plano educativo junto à população (Lefèvre e col., 2003). Trata-se, portanto, de um assunto recente a ser aprofundado em outro estudo, levando-se em consideração, principalmente, a experiência e o saber dos trabalhadores.
Mesmo possuindo problemas de saúde, os ACE não se ausentam de seus postos, pois, se o fizessem, teriam redução salarial significativa. As diárias que os agentes recebem correspondem a cerca de 50% a mais em sua remuneração. Essa “gratificação da produção”, mais do que uma medida administrativa de premiação, funciona, pelo olhar do trabalhador, como controle sobre o trabalho, não permitindo que ele se afaste para resolver problemas relacionados à saúde. Ademais, quando o trabalhador procura o serviço de saúde, em geral, não se estabelece uma associação entre a morbidade e as condições de trabalho. A responsabilidade pelo adoecimento recai sobre o trabalhador, tornando-o culpado ao invés de vítima. Estudos na área da ergonomia (Guérin e col., 2001; Daniellou, 2004) mostram como comuns alguns tipos de preconceito no trabalho, entre os quais a falsa ideia de que os acidentes, as doenças profissionais e as mortes têm suas origens no erro humano, ou seja, na imprudência e no desrespeito aos procedimentos prescritos. Procuramos, durante os diálogos, romper com essa ideia frequente de que o próprio trabalhador seria o principal responsável pelos problemas que atingem a sua saúde, pois no campo da saúde do trabalhador é um pressuposto fundamental o papel ativo do trabalhador na preservação de sua vida.
“Mas perde a diária. Se não mostrar o boletim perde a diária. Se você não produzir perde a diária. Quando há deslocamento ele ganha uma ajuda de custo. As diárias se dividem em elementar, médio e superior. Se não produzir a pessoa não ganha. Você, além de ficar contaminado, você é punido por ter se contaminado. A lógica do negócio é esse.”



Hilka Flavia Saldanha Guida
Mestre em Saúde Pública. Assistente Social da Petrobrás.
Endereço: Almirante Barroso, 81 - 33º andar. Centro. CEP 20031-004, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
E-mail: hilka.guida@yahoo.com.br
Kátia Reis de Souza
Doutora em Saúde Pública. Pesquisadora Cesteh/Ensp/Fiocruz.
Endereço: Rua Leopoldo Bulhões, 1480, Manguinhos, CEP 21041-210, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
E-mail: katreis@ensp.fiocruz.br
Maria Blandina Marques dos Santos
Mestre em Saúde Pública e Ambiente. Pesquisadora Cesteh/Ensp/Fiocruz.
Endereço: Rua Leopoldo Bulhões, 1480, Manguinhos, CEP 21041-210, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
E-mail: blandmar@ensp.fiocruz.br
Solange Maria Carvalho Lima da Silva
Especialista em Saúde do Trabalhador. Assistente Social.
Endereço: Rua Leopoldo Bulhões, 1480, Manguinhos, CEP 21041-210, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
E-mail: ronasol@superig.com.br
Valéria Pereira Silva
Mestre em Serviço Social e Especialista em Saúde do Trabalhador. Assistente Social DIUC/PR-5/UFRJ.
Endereço: Av. Pedro Calmon, 550, Prédio da Reitoria, 8º and. Cidade Universitária CEP 21941-901, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
E-mail:vps_valeria@yahoo.com.br


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Teste rápido para a tuberculose será oferecido no SUS

01 abril, 2013


Com a nova tecnologia, o diagnóstico sai em duas horas. O teste deverá estar disponível na rede pública a partir do segundo semestre deste ano  
O Ministério da Saúde vai disponibilizar, gratuitamente, na rede pública, um teste rápido para diagnóstico de tuberculose com capacidade de detectar a presença do bacilo causador da doença em apenas duas horas. O Gene Xpert, como é denominado, também identifica se a pessoa tem resistência ao antibiótico rifampicina, usado no tratamento da doença. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (25) pelo secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, em solenidade que marcou o Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, celebrado neste domingo (24).

Confira aqui a apresentação do secretário Jarbas Barbosa na coletiva
 
Para a implementação da nova tecnologia no Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde está investindo R$ 12,6 milhões. Os recursos são para a aquisição de testes, máquinas (computadores de última geração, com leitor de código de barras e impressora) e no treinamento dos profissionais de saúde. O teste rápido deverá ser disponibilizado na rede pública até o final desde ano.
“Este teste permite que as pessoas deixem as unidades de saúde já com o diagnóstico, possibilitando, assim, que iniciem o tratamento mais precocemente”, afirmou o secretário Jarbas Barbosa, durante a solenidade.
O Gene Xpert, que já está em funcionamento nas cidades do Rio de Janeiro e Manaus desde o ano passado, será implantado em todos os municípios com mais de 200 casos novos notificados em 2012. Também será disponibilizado nos municípios considerados estratégicos, segundo critérios epidemiológicos (municípios com grandepopulação prisional, população indígenae algumas cidades de fronteiras). Do total de casos de tuberculose, 60 municípios respondem por 56% das novas notificações de todo o país.
 SATISFAÇÃO – O teste rápido para o diagnóstico da TB utiliza técnicas de biologia molecular para identificar o DNA do Mycobacterium tuberculosis. No Rio de Janeiro e em Manaus foram realizados estudosde aceitabilidade e custo-efetividade do uso do novo teste. No quesito qualitativo, o Gene Xpert revelou alta satisfação por parte dos usuários e profissionais de saúde, especialmente pela rapidez no resultado e simplicidade de execução.
Segundo o secretário, com a implantação da nova tecnologia,o diagnóstico da tuberculose será mais eficiente, já que o novo método também apresenta sensibilidade maior (em torno de 95% na identificação dos casos) do que a metodologia tradicional (a baciloscopia de escarro), com sensibilidade de identificação de 60 a 70% dos casos.  “Com o Gene Xpert, esperamos um aumento na detecção da chamada tuberculose resistente e, consequentemente, a redução da morbidade e mortalidade pela doença”, destacou Barbosa.
No exame tradicional são necessários de 30 a 60 dias para realizar o cultivoda micobactéria e outros 30 dias para se obter o diagnóstico de resistência à rifampicina). Com o novo teste, os índices de sensibilidade e especificidade chegam a 92,5% e 99%, respectivamente. O que diminui radicalmente a possibilidade de um resultado falso positivo.
CASOS -Dados do novo boletim epidemiológicorevelam que, no ano passado, o país registrou 70.047 casos novos de tuberculose, número 9,6% menor do que o em 2002 – com 77.496. Em 2012, a taxa de incidência da doença foi de 36,1/100 mil habitantes, enquanto em 2002 era de 44,4/100 – o que representa uma queda de 18,6% no período.  Em 2010, o número aproximado de óbitos foi de 4,6 mil e a taxa de mortalidade em 2,4/100 habitantes.
“No Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, precisamos chamar a atenção para a doença como problema de saúde pública. Temos que combinar ações de saúde e estratégias que beneficiem as populações mais vulneráveis à doença”, afirmou o secretário, citando o trabalho das equipes de saúde da família no atendimento a estas populações.     
Quanto ao perfil do paciente, aproximadamente 66% dos casos de tuberculose notificados, em 2012, são do sexo masculino. A frequência é maior entre 25 e 34 anos, em ambos os sexos. Quanto à escolaridade, 58,2% dos casos novos tinha até oito anos de estudo. São maisvulneráveis à doença as populações indígenas, presidiários, moradores de rua - estes devido à dificuldade de acesso aos serviços de saúde e às condições específicas de vida -; além das pessoas vivendo com o HIV.
Em 2012, o percentual de pacientes com tuberculose, que fizeram teste de detecção do HIV, subiu para 53,3%. Em 2001, apenas 25,8% dos pacientes fizeram o teste. Como a tuberculose é a principal causa de morte de pessoas com HIV, quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as chances de sobrevida do paciente. 
CAMPANHA – O Ministério da Saúdevai enviar aos estados 1,5 milhão de folhetos explicativos da doença direcionados à população, além de 156 mil cartazes e 251 folders/cartilhas para os profissionais de saúde. O slogan da campanha é “Tuberculose: Tosse por mais de três semanas é um sinal de alerta. Quanto antes você tratar, mais fácil de curar. Procure uma unidade de saúde”.

Com abrangência nacional, a campanha tem como público principal homens, entre 25 e 35 anos. Seu principal objetivo é alertar e mobilizar a população sobre os riscos de contrair a doenças e as medidas de prevenção. Os textos reforçam que o tratamento é um direito de todos, garantido pelo SUS.
A tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro, é o principal sintoma da tuberculose.  Qualquer pessoa com este sintoma deve procurar uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico. Para atingir a cura, o paciente deve realizar o tratamento durante seis meses, sem interrupção, que é oferecido gratuitamente pelo SUS.
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