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Nova virose ou dengue? Afinal, o que as pessoas têm?

03 abril, 2015

Secretaria Estadual de Saúde diz que trata-se de uma virose cujos sintomas ainda não haviam sido observados em Pernambuco

Celso Ishigami - Diario de Pernambuco
Publicação: 02/04/2015 18:18 Atualização: 02/04/2015 19:13

Mesmo diante da epidemia que atinge oito municípios (incluindo o Recife) de Pernambuco, vem crescendo o número de pessoas se queixando de sintomas semelhantes aos da dengue, mas que não foram diagnosticados com ela. Ciente da questão, a Secretarial Estadual de Saúde (SES) orientou seus profissionais a relatarem novas ocorrências, enquanto se debruça sobre os dados coletados, tentando definir as causas. Especialistas, por sua vez, não enxergam motivos para acreditar numa onda de casos de uma nova doença.

Casos
A assessora de imprensa Izabela Fabrício percebeu os primeiros sintomas durante uma festa, no fim de fevereiro. Ao notar as manchas vermelhas em seus braços, associou ao ardor nos olhos e procurou a emergência. “Quando cheguei lá, me deparei com outras três pessoas, de uma mesma família, com os mesmos sintomas. Na triagem, a enfermeira disse que provavelmente era um surto de rubéola”, contou Izabela. “No outro dia, amanheci vermelha dos pés à cabeça e em estado febril”, acrescentou. O exame laboratorial, entretanto, descartou esta possibilidade.

Ao procurar outro médico, Izabela foi orientada a realizar novo hemograma, sob suspeita de que estivesse com dengue. Voltando ao hospital, se deparou com a emergência repleta de casos semelhantes. “Da segunda vez, a sala de espera estava ainda mais cheia. Mas o exame deu negativo também. Aí, falaram que era uma virose pós-carnaval e me recomendaram repouso e muita hidratação”, lembrou. Mas, apesar de ter se recuperado dias depois, o problema não abandonou a família da assessora. “Minha mãe e meus dois irmãos também apresentaram os mesmos sintomas recentemente. Como no meu caso, todos os exames deram negativos para dengue e foram tratados como virose também.”

O produtor cultural Bruno Loja teve inchaço súbito das articulações dos dedos das mãos, manchas pelo corpo e febre. Foto: Arquivo Pessoal
O produtor cultural Bruno Loja teve inchaço súbito das articulações dos dedos das mãos, manchas pelo corpo e febre. Foto: Arquivo Pessoal
O produtor cultural Bruno Loja também viveu algo semelhante, há três semanas. Em seu caso, porém, o primeiro sintoma foi um inchaço súbito das articulações dos dedos das mãos. “No dia seguinte, amanheci todo pintado e com febre alta”, contou. Depois de procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e realizar um hemograma a única confirmação que teve é de que não se tratava de um caso de dengue hemorrágica. “Quando perguntei o que seria, ele disse que provavelmente era dengue. Perguntei da virose, ele disse que era dengue. Perguntei da chikungunya, ele disse que era dengue”, lembrou.

Secretaria descarta chikungunya
Acima de tudo, a SES descarta a hipótese de estar lidando com casos de chikungunya, mas também não relaciona o problema a uma nova doença, como destaca a gerente de prevenção e controle de doenças imunopreveníveis da secretaria, Ana Antunes. “Trata-se de uma virose cujos sintomas ainda não haviam sido observados em Pernambuco”, pontuou. “Ainda não temos a definição da etiologia dessa doença. Pode ser uma única doença, como pode ser mais de um evento. Pelas características, em princípio, parece ser viral. Se fosse chikungunya, os sintomas - principalmente as dores nas articulações - seriam mais prolongados, enquanto essa virose surge de repente e vai embora rápido.” Enquanto a SES tenta sistematizar a investigação, a orientação para a população ao se deparar com os sintomas é a de praxe: “Procurar um médico. Mas repousar e tomar bastante líquido é fundamental”, instruiu a gerente.

Professor de Infectologia da Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco, o médico Demócrito Miranda também afasta a hipótese de o estado estar lidando com alguma doença nova. “A impressão da própria secretaria é que a maioria dos casos é de dengue. Não vejo muita razão para se pensar em outra coisa. Clinicamente e laboratorialmente, muitos têm sido confirmados como dengue”, analisou. “Acredito que os rumores sobre uma nova epidemia não passam disso. Rumores”, acrescentou. Miranda, entretanto, ressalta a importância de a população se manter alerta com a questão da dengue. “Nesta época do ano, as pessoas começam a precisar reservar água por conta do racionamento e os ovos começam a eclodir. Aqui (em Pernambuco), a epidemia é de dengue”, concluiu.

SINAIS DE ALARME NA DENGUE
- dor abdominal intensa e contínua;
- vômitos persistentes;
- fraqueza ao levantar, podendo levar a desmaios;
- dor localizada abaixo do peito direito;
- sangramentos de nariz e gengiva;
- sonolência e/ou irritabilidade;
- diminuição da quantidade de urina;
- diminuição repentina da temperatura corpórea;
- falta de ar

obs.: é importante ressaltar que estes sintomas devem ser avaliados em associação a um contexto de febre, manchas no corpo e dores nas articulações.
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Rio Grande do Norte lidera incidência de casos de dengue no Nordeste

15 março, 2015

O mapa da dengue divulgado ontem pelo Ministério da Saúde  mostra que o Rio Grande do Norte foi o Estado nordestino com maior incidência de dengue no primeiro bimestre de 2015, com 90,9 casos por 100 mil habitantes. O número é duas vezes maior que o de 2014 no mesmo período, 45,5. No ranking nacional, o RN aparece em sétimo. O Acre vem em primeiro, com 695,4, e é seguido por Goiás, São Paulo, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Paraná.

No Nordeste, o segundo colocado é o Ceará, com 57,4 e em seguida vem Alagoas, apresentando 53,3. Piauí tem menos casos, com 15,0 a cada 100 mil moradores. 

O relatório mostra que Natal, que está em surto epidêmico, foi a única capital do Nordeste que não enviou o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de janeiro e fevereiro para o Ministério. Dezesseis municípios encaminharam seus dados: Brejinho, Caicó, Campo redondo, Carnaúba dos Dantas, Cruzeta, Currais Novos, Florânia, Jaçanã, Jardim do Seridó, João Câmara, Mossoró, Parelhas, Parnamirim, Santa Cruz, São José de Mipibu e Tenente Laurentino Cruz. 

A participação dos municípios não é obrigatória, mas o Ministério considera indispensável pois é considerado um instrumento fundamental para orientar as ações de controle das doenças. O LIRAa leva em consideração a porcentagem de casas visitadas com larvas do mosquito transmissor da dengue e da Chikungunya. Ele identifica os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor das doenças e os tipos de recipientes com água parada, que servem de criadouros mais comuns. A pesquisa proporciona informação qualificada para atuação das prefeituras nas ações de prevenção e controle, permitindo a mobilização de outros setores, além das secretarias de saúde, como os serviços de limpeza urbana e abastecimento de água.

A Secretaria de Estado de Saúde Pública informou que Natal ainda não fez LIRAa este ano, mas tem feito outros levantamentos. O secretário de Saúde de Natal, Luís Roberto Fonseca, explicou que os dados são obtidos pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação, o Sinam, que é online e  atualizado diariamente. 

A epidemia de dengue foi declarada há duas semanas e veio com o anúncio de intensificação das ações de combate e prevenção à doença. Uma das principais medidas era a ampliação das equipes de agentes de combate, que ainda não foi adotada. Isso porque a contratação de mais profissionais depende da finalização do último concurso público realizado em 2014, que chegou a ser suspenso por ordem judicial. 

“Firmamos um acordo extrajudicial com o Ministério Público, que tinha sido o propositor da ação que originou o cancelamento do certame. A juíza concordou em homologar o acordo como judicial. Já foi publicado o resultado da parte cívica”, informou o secretário, avisando que espera poder contar com mais 265 agentes em até 60 dias. 

Em 2014, o município não conseguiu cumprir o ciclo de visitas em domicílio. O Luís Roberto aponta esse déficit como responsável, o que também contribuiu para a epidemia. 

“A doença tem um comportamento sazonal. Nos últimos 3 anos ela teve comportamento de baixa. Quando a doença se comporta dessa forma a gente já sabe que no ano subsequente haverá elevação. Prevíamos que esse aumento em todo o país, mas é provável que o não cumprimento do ciclos de visitas pode ter contribuído pra majoração da epidemia em Natal”

De acordo com  Luís Roberto, hoje são 1.500 agentes de endemias e agentes comunitários de saúde. Em atividades de campo são 1.100.

Entre as demais ações anunciadas estão intensificação do combate à dengue utilizando os mecanismos de bloqueio, e UBV (ultra baixo volume) motorizado e costal, o fumacê, que elimina o vetor em sua fase adulta; bem como campanhas de mídia, conclamando a população no combate ao mosquito junto com o poder público, eliminando criadouros. 

O uso dos carros fumacês tem sido usados em bairros que apresentam maiores índices de infestação. São eles Mãe Luiza, Nossa Senhora de Nazaré, Felipe Camarão, Bom Pastor, Dix-Sept Rosado, Bairro Nordeste, Quintas e Lagoa Seca). 

Ribeira, Petrópolis e Barro Vermelho não estão recebendo o carro nesta etapa da ação porque apresentaram grande redução de casos nas estatísticas mais recentes. Na última quinzena, a Ribeira não apresentou nenhum caso. Os outros dois bairros tiveram redução de 66%. Quintas e Mãe Luiza também conseguiram diminuir os números da dengue, mas em percentuais menores.

Fonte: Tribuna do Norte
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Pacientes optam pela homeopatia como tratamento contra a dengue

22 abril, 2013


Várias cidades da Baixada Santista vivem uma epidemia da doença.
Deve-se sempre procurar um médico antes de usar qualquer medicamento.


Várias cidades da Baixada Santista vivem uma epidemia de dengue. Já são mais de 13 mil casos confirmados. Com isso, há muitas pessoas procurando atendimento médico nas Unidades Básicas de Saúde e hospitais. A maior preocupação é com a complicação da doença, que pode evoluir para a forma hemorrágica. Além dos remédios tradicionais que são recomendados para quem está com dengue, alguns pacientes estão procurando também a homeopatia.
Ao ser contaminado pela dengue, o cabeleireiro Arnóbio Batista dos Santos mal conseguia se levantar da cama. Para combater os efeitos da doença ele optou pela homeopatia. “Dor no corpo, coçando o corpo, dor de cabeça, febre, frio e dor nas juntas. Depois que eu tomei a dose única em jejum, após quatro horas eu me levantei e fiquei bom. Dois dias depois eu já estava trabalhando com a saúde perfeita”, afirma Arnóbio.
A homeopatia é um tipo de tratamento na medicina conhecido em todo país, e vem sendo um aliado de especialistas para cuidar de pacientes infectados pela dengue. A médica clínica geral e homeopata Selma Freire defende o uso deste tipo de tratamento para os casos de dengue. Principalmente quando a população enfrenta uma epidemia. “Os pacientes apresentam sintomas semelhantes, como dor de cabeça, febre intensa, calafrio e náuseas. São quatro vírus circulando, não obrigatoriamente todos os pacientes vão apresentar os mesmos sintomas. Como a homeopatia é um tratamento individualizado, ela respeita muito os sintomas que o paciente apresenta, mas nem sempre é o mesmo medicamento”, explica a médica.
Outra alternativa para o tratamento de dengue é um medicamento que consiste em três substâncias. Uma delas é extraída do veneno da cobra cascavel. O produto foi liberado pelo Ministério da Saúde em 2007. “Na dengue você tem que fazer um diagnóstico, tem que fazer exames complementares, pedir um hemograma, ver como é que está o quadro do paciente e hidratar bastante. O médico, que é alopata e depois de cinco anos virou homeopata, tem que ter essa noção de tratar o doente e complementar com a homeopatia”, ressalta a médica.
A medicação pode ser encontrada em farmácias com fabricação, em laboratório ou com a fórmula manipulada. A vantagem deste caso é o preço, que cai pela metade. É importante ressaltar que a pessoa que apresentar algum sintoma de dengue deve sempre procurar um médico antes de usar qualquer medicamento, inclusive os homeopáticos. A homeopatia foi incluída no Sistema Único de Saúde em 2006.

Do G1 Santos
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