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Fungo argentino pode ajudar a conter dengue e chikungunya

24 agosto, 2014

Cientistas argentinos encontraram um fungo, adaptável a múltiplos hábitats,
que destrói as larvas dos mosquitos transmissores da dengue e chikungunya, 
duas epidemias virais sem vacinas comerciais e cujo controle de baseia na
prevenção.













Este fungo, denominado Leptolegnia chapmanii, pode sobreviver em 
águas turvas ou cristalizadas, com diferentes PHs, em temperaturas 
variáveis e é cultivável a baixo custo, razão pela qual aparece como
uma promissora arma biológica.

Seu poder letal demonstrou eficácia em larvas de 15 espécies de
mosquitos, entre elas a do "Aedes Aegypti" e do "Aedes Albopistus",
vetores da dengue, uma doença 
viral tropical que pode ser mortal em sua variação hemorrágica e 
que é endêmica em muitos países.

Estes mosquitos também são responsáveis pela propagação da febre
chikungunya, declarada em julho como epidemia pela Organização
Mundial da Saúde (OMS), que denominou de "grave" a situação 
nas Américas, onde foram reportados 5.000 casos.

"Procuramos um inseticida biológico capaz de ser formulado para o
 controle da propagação", explicou à AFP Juan García, doutor em 
Ciências Naturais encarregado da pesquisa na Universidade Nacional
 de La Plata, da qual participam oito cientistas argentinos e um
 colombiano.

A descoberta ocorreu quando se realizavam trabalhos de campo sobre
micro-organismos que se reproduzem em águas paradas na periferia
da cidade de La Plata, 60 quilômetros ao sul da capital federal,
sede do estadual Centro de Estudos Parasitológicos e de Vetores 
(CEPaVe), chefiado por García.

"Nós o cultivamos em meios artificiais, começamos os testes de
campo para determinar seu poder mortal e comprovamos que 
não afeta em nada nenhuma espécie de peixes, rãs ou outros 
seres vivos aquáticos, afeta apenas as larvas destes mosquitos", disse.

O fungo é capaz de matar o inseto apenas em sua fase aquática e 
na fase de larva, na qual permanece por 10 dias, enquanto sua
eficácia se debilita quando passa à fase posterior de pupa,
anterior à etapa aérea.

"A pupa é muito dura para ser afetada pelo fungo, mas na fase de
 larva, seu poder pode ser mortal", explicou.
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Pesquisa de vacina contra dengue entra na fase final

16 fevereiro, 2014

Estão em fase final as pesquisas para a criação da vacina contra a dengue. Assim que os resultados forem avaliados pelo Comitê Internacional que faz o acompanhamento dos testes, a vacina poderá ser patenteada, industrializada e comercializada. Em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, os estudos estão sendo feitos com 700 jovens entre 9 e 16 anos.




FONTE

SBT MS
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Equipe de Combate a Dengue de Tremembé testa equipamento para combater o mosquito

22 janeiro, 2014

A Prefeitura Municipal através da Equipe de Combate a Dengue de Tremembé está testando um novo equipamento para combater o Aedes Aegypti (mosquito da dengue), e outras pragas. Um “carrinho” ainda sem nome, já que o mesmo está em testes faz a pulverização em locais de difícil acesso, como becos, terrenos baldios e ruas estreitas. Um equipamento inovador, feito em fibra de vidro, com funcionamento através de bateria 12V, bomba de sucção e bico de pulverização com regulagem. O equipamento possuí duas repartições internas sendo uma para armazenar o produto a ser utilizado e uma repartição externa para armazenagem de EPI (Equipamento de Proteção Individual). Outro diferencial é que o carrinho tem uma capacidade de armazenamento de 100L enquanto as “mochilas” armazenam somente 10L.
Esta semana o equipamento estará sendo testado nas ruas do bairro jardim Santana, onde será observada sua funcionalidade de rendimento e mobilidade, além da verificação de possíveis adaptações e melhorias no produto.
Segundo a equipe de Vigilância Sanitária, além de ser um equipamento de fácil manuseio, o que realmente chamou a atenção é que se trata de um equipamento que não é movido a combustão, ou seja, não causando a emissão de poluentes auxiliando a preservação do meio ambiente.

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Vacina deve chegar ao mercado em 2018

11 janeiro, 2014


Pesquisador do Instituto Butantan (SP) fala dos avanços na tentativa de encontrar vacina para os diferentes tipos do vírus da Dengue


Quase um terço da população mundial vive em áreas sujeitas à incidência da dengue, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). Em Mato Grosso, apenas nos últimos três anos, quase 100 mil casos foram notificados, com 68 mortes relacionadas à doença.
 
Alexander Precioso
A tentativa de encontrar uma vacina para os diferentes tipos do vírus (classificado como um arbovírus da família dos flavivírus) mobiliza pesquisadores e governos há décadas. Essa busca, ainda sem resultado, pode estar próxima do fim, segundo acreditam pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo (SP).

Desde outubro, com autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o instituto iniciou os primeiros testes em humanos de uma vacina tetravalente, desenvolvida para a imunização contra os vírus do tipo 1, 2, 3 e 4. A fase clínica dos testes, segundo o instituto deverá ser concluída ainda este ano. 

Em entrevista ao DIÁRIO, o pesquisador Alexander Precioso, diretor da Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Butantan e um dos responsáveis pelo estudo, disse que, se os testes forem satisfatórios, a vacina poderá ser usada em larga escala até 2018. 

Ele lembra, porém, que o sucesso da iniciativa não significará a erradicação da doença, nem tornará dispensáveis as medidas de controle à proliferação do mosquito. "Nenhuma vacina acabará com a dengue no mundo. Ela deve ser encarada como mais um instrumento de combate", diz. 

Diário - Quando surgiram as primeiras indicações de que seria possível obter a imunização para a dengue? 

Alexander Precioso - Já faz quase 80 anos que pesquisadores vem buscando identificar uma vacina de dengue. No entanto, somente nos últimos anos vacinas candidatas têm se mostrada com um real potencial de funcionarem. De um modo geral, as principais dificuldades associadas ao desenvolvimento e produção de uma vacina da dengue estão relacionadas ao fato da doença ser causada por quatro vírus com características específicas e, portanto, se faz necessário o desenvolvimento de uma vacina tetravalente, ou seja, que proteja contra os quatro tipos de vírus. 

Diário - Em relação a estes quatro tipos, algum representou um desafio extra na pesquisa do instituto? 

Precioso - Existem diversas abordagens de desenvolvimento de vacinas de dengue. Vou focar na vacina produzida pelo Instituto Butantan. Esta vacina foi identificada inicialmente nos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH), onde os pesquisadores trabalharam com os próprios vírus da dengue tornando-os inativados, ou seja, são vírus vivos modificados para que possam desencadear uma resposta imunológica sem causarem a doença propriamente dita. Além de mutações específicas que foram feitas para os quaro tipos de vírus, em particular para o vírus tipo 2 foi necessário mais um procedimento, conhecido por quimerização, para que esse vírus apresentasse as características desejadas para então pode ser utilizado em uma vacina. 

Diário - Como qualificar o atual estágio de desenvolvimento da vacina? 

Precioso - Iniciamos o estudo clínico de Fase II aqui no Estado de São Paulo. E este estudo deve demonstrar que a vacina é segura e capaz de fazer com que as pessoas produzam anticorpos contra os quatro tipos de vírus da dengue. Finalizando essa fase II e, com base nos resultados obtidos, teremos que realizar os estudos clínicos de Fase III. Serão os resultados dos estudos de Fase III que nos permitirão solicitar o registro da vacina na ANVISA para que a mesma possa ser disponibilizada para o SUS. Na fase III, um número muito maior de voluntários deverá ser recrutado, o que significa que deveremos realizar o estudo em diversas cidades do Brasil e não mais apenas no Estado de São Paulo. 

Diário - De que forma estão sendo realizados os testes atuais? 

Precioso - O estudo clínico de Fase II está sendo feito na cidade de São Paulo e em Ribeirão Preto. Neste momento avaliaremos a resposta e a segurança dessa vacina em 300 voluntários adultos, de ambos os sexos, saudáveis que já tenham ou não tenham tido dengue. 

Diário - Como age a vacina? 

Precioso - A vacina é produzida a partir dos próprios vírus da dengue que foram atenuados. Acreditamos que essa vacina induza a produção de anticorpos contra os quatro tipos de vírus e que também seja capaz de fazer com que o sistema imunológico permaneça com uma memória de proteção sendo capaz de proteger as pessoas em momentos posteriores que ela entre contato com os vírus naturais circulantes. 

Diário - Quais os efeitos colaterais já identificados? 

Precioso - O estudo atual é cego, no sentido que não sabemos quem recebe vacina e quem recebe placebo. Enquanto não finalizarmos o estudo, não poderemos abrir o cegamento e saber exatamente o que está associado apenas à vacina. Temos identificado poucos eventos adversos leves, principalmente no local da aplicação da vacina muito semelhantes aos que normalmente observamos com outras vacinas injetáveis. 

Diário - A imunização para os quatro sorotipos poderia levar ao desenvolvimento de novas variedades mais agressivas? Como avalia este risco? 

Precioso - Não. Até o momento, os vírus naturais da dengue têm se mostrado bastante estáveis, ou seja, não há nenhum indício que eles tenham sofrido modificações ao longo do tempo. Como a nossa vacina é feita com o próprio vírus da dengue, não tem porque imaginar que este vírus vacinal fosse capaz de desencadear o surgimento de variedades virais potencialmente mais graves. 

Diário - Quando a vacina poderá estar disponível para a população? Como seria feita a vacinação? 

Precioso - Acreditamos que será possível disponibilizá-la a partir de 2018. Por enquanto trabalhamos com a hipótese de que apenas uma dose da vacina, injetável por via subcutânea, será necessária. No entanto, ainda não podemos responder se deverão ocorrer reforços e quando. Esta resposta somente surgirá com o seguimento que faremos com os voluntários ao longo dos anos para avaliar se os níveis de anticorpos, por exemplo, estão se mantendo ou caindo. 

Diário - Qual a capacidade de produção atual? Ela seria suficiente para iniciar uma vacinação em massa? 

Precioso - A capacidade atual de produção está direcionada para a produção do que é necessário para a realização dos estudos clínicos e para a realização dos controles da vacina. Esta capacidade será aumentada progressivamente e trabalhamos com a hipótese de chegar a produzir 100 milhões de doses por ano. A população a ser vacinada no início será definida a partir dos estudos epidemiológicos que estão sendo realizados pelo Ministério da Saúde. Importante ressaltar que nenhum produtor que está trabalhando com vacina de dengue em diferentes partes do mundo poderá, em um primeiro momento, atender a demanda real, pois a disseminação dos vírus pelo mundo é muito grande. 

Diário - A vacinação poderá tornar obsoletas as práticas de controle já adotadas ou tais medidas deverão continuar a ser incentivadas? 

Precioso - Nenhuma vacina acabará com a dengue no mundo por diferentes motivos, entre eles o fato do número de pessoas em risco para contrair a doença ser muito superior a provável capacidade de produção da vacina considerando todos os produtores potenciais de vacina. Portanto, a vacina de dengue deve ser encarada como mais um instrumento de combate à doença, ou seja, em hipótese nenhuma as práticas de controle da doença já adotadas deverão ser abandonadas, eu diria até que deverão ser ainda mais estimuladas para que as pessoas não criem o falso conceito de que a doença será eliminada pela vacinação. 

RODRIGO VARGAS
Da Reportagem
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Novo grupo de inseticidas pode ajudar no combate à dengue

17 dezembro, 2013

Recentes pesquisas realizadas na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, mostram que um grupo de inseticidas utilizado no controle de pragas agrícolas pode também ajudar no combate ao pernilongo transmissor da dengue (Aedes aegypti).


Trata-se de uma piridina cujo nome químico é a pimetrozina, que age sobre o aparelho
 bucal de insetos sugadores como os pulgões, cigarrinhas e tripés.
Segundo o coordenador dos estudos, Octávio Nakano, professor sênior do Departamento
 de Entomologia e Acarologia (LEA), o produto possui atividade sistêmica de longo 
prazo, atuando por mais de dez dias em circulação na seiva das plantas.
Além do efeito por ingestão, Nakano destaca que o inseticida possui efeito de contato 
e aumenta a sua capacidade tóxica para os insetos quando na forma de fumigação, 
se formulado de forma a oferecer essa propriedade. "Notamos que a pimetrozina 
demonstrou maior eficiência na medida em que eleva a temperatura, condição que facilita
 a proliferação dos insetos como os pernilongos", comenta.
De acordo com Nakano, o produto é recomendado até o presente momento apenas para
 insetos que sugam vegetais. "Seu mecanismo de ação é sobre o sistema nervoso,
 basicamente sobre os nervos da musculatura que atuam no mecanismo da salivação".
 Porém, os estudos conduzidos pelo docente mostraram que o produto atua também 
sobre larvas de mosquitos que vivem na água. "Elas morrem alguns dias depois de
 expostas,
 ou seja, trata-se de um modo mais prático também para receberem o elemento tóxico 
via respiração, outra característica deste grupo."
A aplicação da pimetrozina na forma de termonebulização sobre os adultos, uma das vias
 mais sensíveis que é a respiratória, vem mostrando que na dosagem de 0,3 gramas
 do ativo/litro de óleo nebulizável mata os mesmos dentro de 12 horas. "O interessante é
 que após a sua contaminação com o inseticida, as fêmeas não conseguem mais
 introduzir seus estiletes na pele humana , o que as impedem de sugarem o sangue e
 inocularem a saliva, as vezes contaminada pelo virus causador da dengue", reforça 
Nakano.
Segundo o professor do LEA, testes realizados com fêmeas contaminadas com o
 tóxico comprovaram que elas tentaram por cerca de 50 minutos introduzirem seus 
estiletes na pele sem êxito, morrendo após esse período aparentemente por exaustão
 e também pelo efeito do produto.
"Essa pesquisa pode abrir novos caminhos não somente contribuindo com a eliminação
 da dengue, como também outras moléstias transmitidas por insetos, inclusive a nível
 global. A observação de que a pimetrozina pode afetar os mosquitos abre também
 caminho para sua avaliação sobre outros tipos de dípteros como as moscas sugadoras
 de sangue tipo a mosca do chifre, do estábulo e outros tipos sugadores de sangue",
 finaliza Nakano.

Por Caio Albuquerque, da Esalq em Piracicaba

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Anticorpos mutantes podem impedir infecção pelo vírus da dengue

14 abril, 2013

Cientistas do Massachusetts Institute of Technology, nos EUA, criaram anticorpos mutantes capazes de proteger contra a infecção pelo vírus da dengue.

Abordagem pode proteger o organismo do hospedeiro contra os quatro tipos conhecidos da doença.

De acordo com um estudo realizado pelo Research Consortium on Dengue Risk Assessment, Management and Surveillance, até 390 milhões de pessoas são infectadas com o vírus da dengue a cada ano. Na maioria das pessoas o vírus transmitido por mosquitos provoca sintomas semelhantes aos da gripe, incluindo febre, cefaleia e dores nas articulações. Mas para alguns, em particular as crianças, o vírus pode evoluir para uma febre muito mais grave e dengue hemorrágica, causando perda de sangue grave e até morte.

Apesar da ameaça representada pela doença, o desenvolvimento de uma vacina contra a dengue até agora demonstrou ser um desafio. Isso porque não dengue é um vírus, mas quatro vírus diferentes, ou serotipos, cada um dos quais deve ser neutralizado pela vacina.

Proteção das pessoas contra apenas um ou alguns dos quatro vírus pode leva-las a desenvolver a forma mais grave da dengue, se mais tarde elas forem infectadas com um dos outros serotipos, em um processo conhecido como aprimoramento dependente do anticorpo. "Essa foi a motivação para a realização de nosso estudo, criar um anticorpo totalmente neutralizante que funciona para os quatro sorotipos", afirma o pesquisador Ram Sasisekharan.

Os esforços para desenvolver um anticorpo terapêutico contra a dengue são focados sobre uma parte do vírus chamado proteína do envelope. "Esta é uma proteína muito crítica que permite ao vírus agarrar-se ao receptor apropriado dentro do hospedeiro, para infectá-lo, se replicar e se espalhar", explica Sasisekharan.

A proteína do envelope contém duas regiões de interesse, conhecidas como o ciclo e a cadeia "A".

Pesquisas anteriores tentaram projetar um anticorpo que tem como alvo a região de ciclo do vírus, já que esta é conhecida por ser capaz de atacar todos os quatro sorotipos.

No entanto, os anticorpos que têm como alvo a região do ciclo tendem a ter baixa potência, o que significa que eles não são capazes de neutralizar completamente o vírus. Isso aumenta o risco de infecção mais grave em uma dengue secundária.

Assim, a equipe do MIT decidiu olhar para anticorpos que visam a região de cadeia "A" da proteína. Tais anticorpos tendem a ter um potencial muito maior, mas não são capazes de neutralizar todos os quatro serotipos.

Dessa forma, eles escolheram como modelo um anticorpo conhecido como 4E11, que é capaz de neutralizar os vírus da dengue 1, 2 e 3, mas não o da dengue 4. "Queríamos ver se podíamos obter atividade neutralizante boa para dengue 4, e também ajustar o anticorpo para aumentar a potência associada com os outros subtipos", explica Sasisekharan.

Os autores extraíram complexos anticorpos-antígenos existentes para analisar as características físicas e químicas, que desempenham um papel importante na sua interação, tais como ligações de hidrogénio e de atração iônica. Em seguida, eles classificaram estas características em termos da sua importância para cada uma das interações anticorpo-antígeno.

Isto reduziu o número de possíveis alterações, ou mutações, que os investigadores precisavam para criar o anticorpo 4E11, a fim de melhorar sua capacidade para neutralizar todos os quatro vírus, em particular, a dengue tipo 4. "Então, em vez de controles aleatórios, usamos uma abordagem estatística, assim sabíamos quais regiões focar, e o que tivemos que mudar", afirma Sasisekharan.

Como resultado, os pesquisadores identificaram 87 possíveis mutações, que eles foram capazes de reduzir para apenas 10 após uma investigação mais aprofundada.

Quando testaram o anticorpo mutante em amostras dos quatro serotipos de dengue, em laboratório, eles descobriram que tinham um aumento de 450 vezes na ligação com a dengue 4, um aumento de 20 vezes na ligação com a dengue 2, e melhorias menores na ligação com a dengue 1 e 3.

Os pesquisadores estão agora se preparando para possíveis ensaios pré-clínicos, e esperam estar prontos para testar o anticorpo em seres humanos dentro dos próximos dois a três anos. Enquanto isso, eles também estão investigando outras metas para a abordagem de imunoterapia, incluindo o vírus da gripe.
Fonte: Isaúde
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Avanços deixam cientistas mais perto de uma vacina contra a dengue

14 setembro, 2012


A dengue é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus da família Flaviridae e transmitida através do mosquito Aedes aegyptiquando infectado pelo vírus.
Em todo o mundo, é uma das mais difundidas doenças virais transmitidas por mosquitos: a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de metade da população global está atualmente em risco.
A dengue em sua forma mais grave é uma das principais causas de morte entre crianças, sobretudo em países asiáticos e latino-americanos.
Apesar da incidência da dengue ter crescido dramaticamente nas últimas décadas (antes de 1970, apenas nove países haviam
experimentado graves epidemias de dengue, mas agora ela é endêmica em mais de 100 países), no Brasil o número de casos diminuiu 60% entre janeiro de 2011 e 2012.

Nos primeiros quatro meses deste ano, foram registrados 286.011 casos confirmados de dengue no Brasil, uma queda de 44% em relação ao mesmo período de 2011 (507.798 casos confirmados). Porém, sete estados brasileiros registraram alta no número total de casos: Tocantins, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Roraima e Mato Grosso. A mortalidade em 2012, se comparada ao mesmo período de 2010, diminuiu 84% (467 mortes).
Ainda assim, a dengue é um grande problema, atualmente sem solução: não existe vacina para a doença. Ela é transmitida por quatro vírus diferentes (conhecidos como DENV 1, 2, 3 e 4), o que complica a criação de uma vacina, e é exclusiva aos seres humanos, o que impede o teste de potenciais vacinas em modelos animais.

Avanços inéditos

Agora, pela primeira vez, cientistas franceses e tailandeses, apoiados pela empresa Sanofi Pasteur, conseguiram algum sucesso ao testar uma vacina chamada de CYD-TDV.
4.002 crianças entre 4 e 11 anos na Tailândia participaram do estudo. 2.669 receberam a vacina CYD-TDV, e 1.333 receberam um placebo. Em geral, não houve diferença estatisticamente significativa entre o número de casos de dengue registrados no grupo da vacina (76 casos ou 2,8%) e no grupo de controle (58 casos ou 4,4%).
No entanto, testes secundários mostraram que a vacina era eficaz em 60 a 90% dos casos contra as formas da doença DENV 1, 3 e 4, com apenas DENV 2 sendo resistente aos efeitos da vacina.
Além disso, CYD-TDV pareceu segura e bem tolerada, não sendo relacionada a efeitos colaterais.
“O nosso estudo constitui a primeira demonstração de que uma vacina contra a dengue pode ser segura e eficaz. Testes adicionais de CYD-TDV estão em andamento em vários diferentes países, e nossa esperança é que os resultados positivos deste estudo sejam confirmados por testes maiores, em uma grande variedade de contextos epidemiológicos”, disse o Dr. Derek Wallace, da Sanofi Pasteur, que desenvolveu a vacina.[MedicalXpress,G1, PortaldaSaude, CombateaDengue]
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Tecnologia de ponta no combate à DENGUE implantada pela Prefeitura de Afogados de Ingazeira.

14 maio, 2011

Até amanhã (11), cerca 30 agentes de endemias de Afogados da Ingazeira estão participando da primeira Capacitação Controlando a Dengue por Meio da Vigilância Laboratorial. 

O projeto é pioneiro em Pernambuco. Todo agente de endemia trabalhará, na cidade e no campo, com um notebook acoplado com um leitor ótico, que fará imediatamente o diagnóstico da doença.
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