Comerciantes são detidos por manter focos de dengue em Paranavaí

18 abril, 2013


Dois comerciantes foram detidos por crime ambiental em Paranavaí (a 77 km de Maringá) por não cumprirem notificações para eliminar focos do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti.
Segundo a Polícia Militar (PM), por volta das 9h30, a corporação deu apoio à Promotoria e órgãos de vigilância sanitária na Avenida Gabriel Esperidião, no Jardim Morumbi. No local, onde funciona um ferro-velho e uma loja de autopeças, foi constatado que havia focos de dengue e outras irregularidades.
Os proprietários, de 40 e 53 anos, receberam voz de prisão da promotora, por crime ambiental, e ambos foram conduzidos para a delegacia para as providências cabíveis. De acordo com a Polícia Civil, os acusados haviam sido notificados anteriormente para que tomassem providências quanto à situação do local, o que não ocorreu, e o grupo foi até o local conferir a situação.
A Polícia Civil informou que os dois presos pagaram fiança no Fórum, e vão responder ao processo em liberdade.
Epidemia
Com duas mortes em decorrência de complicações da dengue registradas neste ano, Paranavaí foi confirmada em epidemia no dia 21 de janeiro deste ano. O município, que tem 81.595 habitantes, já tem 6.836 casos confirmados de dengue e 9.334 notificações contabilizadas pelo boletim da situação da doença no Paraná (dados atualizados até segunda-feira, 15). O índice de incidência está em 7.906,12 - conforme o Ministério da Saúde, a situação epidêmica se configura com incidência superior a 300 casos por 100.000 habitantes).
Larissa Ayumi Sato
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Dengue: governo poderia reduzir impactos de epidemia

17 abril, 2013


Investimentos em infraestrutura e saneamento certamente diminuiriam o número de focos do Aedes aeypti, dizem especialistasEmbora o clima e a geografia do estado do Rio de Janeiro sejam propícios à proliferação do mosquito da dengue, os especialistas ouvidos pelo Jornal do Brasil acreditam que o governo do estado e as prefeituras aumentam o problema ao não investir em saneamento básico e em campanhas de conscientização. Para eles, isso faz com que a população não combata adequadamente os focos do Aedes aegypti.
De acordo com o último balanço da Secretaria do Estado de Saúde (SES), foram notificados até o momento 107.168 casos suspeitos de dengue no estado do Rio de Janeiro, com 12 mortes. Os óbitos foram nos municípios do Rio de Janeiro (5), Magé (1), Duque de Caxias (1), São João de Meriti (1), São Gonçalo (1), Petrópolis (1), Volta Redonda (1) e Itaocara (1). Dos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro, 37 estão em epidemia. Três municípios passaram a fazer parte da lista neste último balanço, enquanto outros dez deixaram o estágio de epidemia.  A SES esclarece que os dados são enviados pelos próprios municípios.
Ainda de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, se já foram registrados 107.168 casos em 2013, no mesmo período de 2012  havia 77.414 - um aumento de 38,4% em relação ao ano anterior. No entanto, houve 20 mortes neste período de 2012. 
Para o pesquisador Rafael Freitas, ematologista do Instituto Oswaldo Cruz, os problemas de saneamento básico em todo o estado do Rio agravam bastante o impacto da dengue sobre a população. Segundo o Atlas do Saneamento do IBGE, mais de 15% do estado do Rio não tem cobertura de água:
"Em comunidades carentes e nos subúrbios há dificuldade no abastecimento de água, que não acontece 24h por dia. Por isso, a população é obrigada a armazená-la em baldes ou tonéis. Esses recipientes na maioria das vezes não são tampados adequadamente e tornam-se grandes focos para o mosquito. Essa é uma realidade ainda mais grave na Baixada Fluminense e no interior do estado. Investimentos em infraestrutura e saneamento certamente diminuiriam o número de focos do Aedes aeypti e, consequentemente, a quantidade de casos de dengue e também as mortes pela doença", analisa.
Calcanhar de Aquiles
Já o agrônomo Rogerio Catharino, diretor administrativo da Associação Brasileira de Controle de Vetores e Pragas (ABCVP), elege a falta de campanhas de conscientização da população como grande calcanhar de Aquiles das políticas públicas de combate à dengue no estado do Rio de Janeiro. Segundo ele, falta criatividade e dedicação das prefeituras e do governo do estado em relação ao assunto:
 "O papel do poder público é massificar o máximo possível as informações de combate à dengue para toda a população. Entendemos quando dizem que não há agentes o bastante para visitar todas as casas pelo menos duas vezes por mês. Mas se não dá para fazer isso, por que não fazem ações nas associações de moradores, por exemplo? É preciso ter criatividade e colocar essa informação em campanhas no rádio e TV, em peças teatrais e em uma série de outras iniciativas", critica.
Catharino também destaca o papel das redes municipais e estadual de ensino. Embora a educação para o combate à dengue já seja um conteúdo em muitas escolas, é preciso que o tema seja trabalhado ainda mais intensamente. Para ele, isso tem um impacto não só futuro, mas também imediato, na medida em que as crianças transferem esses ensinamentos para seus familiares:
"No interior do estado, muitas pessoas moram em áreas de difícil acesso, onde o agente de saúde e o fumacê nunca vão chegar. Se esses ensinamentos não chegam através dos meios de comunicação, porque o acesso a eles em determinados lugares também é limitado, tem que chegar através da escola, que é algo universal. As campanhas nas escolas são essenciais para doutrinar os adultos do futuro, para que eles não deixem condições para o mosquito se reproduzir em suas casas. Sem isso, nenhum esforço será efetivo", conclui.
A Secretaria do Estado de Saúde afirma que a responsabilidade nesse tipo de trabalho é compartilhada com os governos municipais, mas informa que faz diversas campanhas informativas para a população e para os médicos que atendem a rede pública de saúde. Destaca a ação "10 Minutos Contra a Dengue", na qual a população é convencida a dispor de 10 minutos por semana para acabar com focos de dengue em suas residências, tempo considerado suficiente pelos pesquisadores da área. Também cita a criação do "Monitora Dengue", no qual agentes de saúde, através de smartphones, comunicam em tempo real a existência de focos do mosquito nas localidades onde atuam. No total, foram investidos R$ 5,5 milhões em todos os programas de prevenção em âmbito estadual.
Jornal do Brasil


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'É preciso agir para reduzir os óbitos', diz ministro da Saúde sobre dengue


Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. (Foto: Pedro Cunha/ G1)
Em visita a Belo Horizonte para anúncio da retomada da produção insulina no país, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, falou, nesta terça-feira (16), sobre a epidemia dengue pela qual passa Minas Gerais e alguns outros estado do país. Segundo ele, neste momento, “é preciso agir para reduzir os óbitos e os casos graves” da doença. Somente no estado, em 2013, 41 mortes já foram confirmadas pela Secretaria de Estado de Saúde.

Padilha também afirmou que, após a situação ser controlada, o Ministério da Saúde vai avaliar os fatores que levaram à elevação do número de pessoas infectadas com o vírus da dengue no estado. “Passado esse período, o Ministério da Saúde vai fazer, junto com o governo do estado de Minas Gerais, uma avaliação profunda do que aconteceu em Minas Gerais para ter tido um grande aumento de casos”, explicou.

“No final do ano passado, o Ministério da Saúde alertou uma situação que nós acreditamos que pode ser um dos fatores que tem levado a um aumento de casos de dengue nos estados, que era o período da troca dos prefeitos, o período da transição”, disse.

Padilha ressaltou que o problema da dengue é que as condições do Brasil fazem com que 80% dos focos do mosquito estejam dentro das casas das pessoas e que, por isso, é muito importante a conscientização da comunidade e dos municípios.

Padilha também chamou a atenção com relação aos riscos da dengue para uma pessoa acima dos 60 anos. Ele disse que, nesta faixa etária, ter um caso grave ou um óbito por dengue é 13 vezes maior que uma pessoa de outra idade. Ainda de acordo com o ministro, os profissionais e as unidades de saúde precisam pensar duas vezes antes de dispensar uma pessoa com mais de 60 anos que tenha sintomas como febre e dor no corpo.

Vacinas
Ainda segundo Padilha, o Ministério da Saúde apoia o desenvolvimento de três projetos no Brasil de uma vacina para a dengue. “É uma tecnologia muito difícil, porque são quatro tipos de vírus”, afirmou. O ministro falou que há investimentos em universidades brasileiras e parcerias internacionais, com empresas internacionais, o que pode ser a grande solução. “Mas, enquanto nós não temos uma vacina, o fundamental é estar mobilizado”.

Pedro CunhaDo G1 MG
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Dengue em grávidas mais que dobrou entre 2012 e 2013, diz Secretaria de Saúde

16 abril, 2013



Mulheres grávidas têm sido expostas a uma ameaça cada vez mais frequente: a dengue. De acordo com dados da Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde, nas 14 primeiras semanas de 2013 já foram registrados mais que o dobro de casos do mesmo período do ano passado. 

Grávida DengueSegundo a secretaria, de janeiro até agora, foram notificados casos de dengue em 358 grávidas no Rio de Janeiro, a maioria moradoras das regiões norte e noroeste Fluminense. Em 2012, no mesmo período, foram 164 notificações da doença.

Segundo a secretaria, as gestantes estão recebendo atenção diferenciada, inclusive para prevenir possíveis complicações. No início da gestação, a dengue pode levar à má formação do bebê ou ao aborto. Segundo Alexandre Chieppe, superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, o diagnóstico precoce é vital.

— Os riscos de uma gestante adquirir dengue são iguais aos de qualquer outra pessoa. Porém, os cuidados precisam ser redobrados. É necessário enfatizar a importância do acompanhamento clínico regular nos serviços de saúde para verificar os sinais de alarme e o reconhecimento da doença. O diagnóstico precoce é vital para que a intervenção seja feita em tempo hábil.

No protocolo de atendimento a pacientes com dengue do Ministério da Saúde, as gestantes devem receber acompanhamento ambulatorial com hidratação supervisionada e o exame de hemograma é obrigatório. A cada 24 horas, deve ser feita uma nova avaliação de seu estado de saúde. Segundo o documento, elas ocupam classificação de risco intermediário.

Chieppe explicou que a mulher grávida possui características únicas que dificultam a avaliação clínica. Sinais clássicos da doença, como febre, dores musculares, cefaléia e manchas pelo corpo, nem sempre são claros. O problema ocorre quando as alterações específicas da gravidez impedem o reconhecimento precoce do vírus. 

Complicações, como a síndrome de HELLP (hemolysis elevated liver enzymes low plaquets), também podem confundir o manejo clínico. A síndrome é decorrente de doença hipertensiva e pode apresentar sintomas iguais à dengue, evoluindo com quadro de choque. Geralmente não há sinais de febre alta ou dor muscular, mas a diferença é sutil. Nesse caso, é fundamental o acompanhamento médico para um diagnóstico clínico associado a exames laboratoriais.

Do R7 | 16/04/2013 
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Anticorpos mutantes podem impedir infecção pelo vírus da dengue

14 abril, 2013

Cientistas do Massachusetts Institute of Technology, nos EUA, criaram anticorpos mutantes capazes de proteger contra a infecção pelo vírus da dengue.

Abordagem pode proteger o organismo do hospedeiro contra os quatro tipos conhecidos da doença.

De acordo com um estudo realizado pelo Research Consortium on Dengue Risk Assessment, Management and Surveillance, até 390 milhões de pessoas são infectadas com o vírus da dengue a cada ano. Na maioria das pessoas o vírus transmitido por mosquitos provoca sintomas semelhantes aos da gripe, incluindo febre, cefaleia e dores nas articulações. Mas para alguns, em particular as crianças, o vírus pode evoluir para uma febre muito mais grave e dengue hemorrágica, causando perda de sangue grave e até morte.

Apesar da ameaça representada pela doença, o desenvolvimento de uma vacina contra a dengue até agora demonstrou ser um desafio. Isso porque não dengue é um vírus, mas quatro vírus diferentes, ou serotipos, cada um dos quais deve ser neutralizado pela vacina.

Proteção das pessoas contra apenas um ou alguns dos quatro vírus pode leva-las a desenvolver a forma mais grave da dengue, se mais tarde elas forem infectadas com um dos outros serotipos, em um processo conhecido como aprimoramento dependente do anticorpo. "Essa foi a motivação para a realização de nosso estudo, criar um anticorpo totalmente neutralizante que funciona para os quatro sorotipos", afirma o pesquisador Ram Sasisekharan.

Os esforços para desenvolver um anticorpo terapêutico contra a dengue são focados sobre uma parte do vírus chamado proteína do envelope. "Esta é uma proteína muito crítica que permite ao vírus agarrar-se ao receptor apropriado dentro do hospedeiro, para infectá-lo, se replicar e se espalhar", explica Sasisekharan.

A proteína do envelope contém duas regiões de interesse, conhecidas como o ciclo e a cadeia "A".

Pesquisas anteriores tentaram projetar um anticorpo que tem como alvo a região de ciclo do vírus, já que esta é conhecida por ser capaz de atacar todos os quatro sorotipos.

No entanto, os anticorpos que têm como alvo a região do ciclo tendem a ter baixa potência, o que significa que eles não são capazes de neutralizar completamente o vírus. Isso aumenta o risco de infecção mais grave em uma dengue secundária.

Assim, a equipe do MIT decidiu olhar para anticorpos que visam a região de cadeia "A" da proteína. Tais anticorpos tendem a ter um potencial muito maior, mas não são capazes de neutralizar todos os quatro serotipos.

Dessa forma, eles escolheram como modelo um anticorpo conhecido como 4E11, que é capaz de neutralizar os vírus da dengue 1, 2 e 3, mas não o da dengue 4. "Queríamos ver se podíamos obter atividade neutralizante boa para dengue 4, e também ajustar o anticorpo para aumentar a potência associada com os outros subtipos", explica Sasisekharan.

Os autores extraíram complexos anticorpos-antígenos existentes para analisar as características físicas e químicas, que desempenham um papel importante na sua interação, tais como ligações de hidrogénio e de atração iônica. Em seguida, eles classificaram estas características em termos da sua importância para cada uma das interações anticorpo-antígeno.

Isto reduziu o número de possíveis alterações, ou mutações, que os investigadores precisavam para criar o anticorpo 4E11, a fim de melhorar sua capacidade para neutralizar todos os quatro vírus, em particular, a dengue tipo 4. "Então, em vez de controles aleatórios, usamos uma abordagem estatística, assim sabíamos quais regiões focar, e o que tivemos que mudar", afirma Sasisekharan.

Como resultado, os pesquisadores identificaram 87 possíveis mutações, que eles foram capazes de reduzir para apenas 10 após uma investigação mais aprofundada.

Quando testaram o anticorpo mutante em amostras dos quatro serotipos de dengue, em laboratório, eles descobriram que tinham um aumento de 450 vezes na ligação com a dengue 4, um aumento de 20 vezes na ligação com a dengue 2, e melhorias menores na ligação com a dengue 1 e 3.

Os pesquisadores estão agora se preparando para possíveis ensaios pré-clínicos, e esperam estar prontos para testar o anticorpo em seres humanos dentro dos próximos dois a três anos. Enquanto isso, eles também estão investigando outras metas para a abordagem de imunoterapia, incluindo o vírus da gripe.
Fonte: Isaúde
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Estudo baiano quer demonstrar como homeopatia atua contra dengue


Imagine a possibilidade de ficar livre do mal-estar, da prostração, febre, dores de cabeça e no corpo, náusea, sangramentos, com o uso de quatro gotinhas de medicação, três vezes ao dia. Sonho? Não. Essa é a meta de um estudo que pretende usar a homeopatia para prevenir e tratar os sintomas da dengue. 
O trabalho terá início em maio, na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP), durante a realização do primeiro curso de homeopatia oferecido por uma faculdade médica. 


De acordo com a idealizadora da proposta, a médica Mônica Oliveira, a concepção do estudo não é nova, foi usada pela primeira vez em Cuba, em 2003. 



No Brasil, ações preventivas e curativas usando a homeopatia são realizadas desde 2007, em cidades como Macaé (RJ), Rio de Janeiro (capital), Iporã (GO), São José do Rio Preto (SP), Viçosa (MG), Natal(RN), Vitória (ES), Goiânia (GO), que atualmente está realizando pesquisas com o uso. “Esse projeto pretende demonstrar em larga escala o que já vemos na prática clínica que o uso de determinadas substâncias homeopáticas reduz os danos causados pela dengue”, explica a médica clínica, que há 27 anos atua como homeopata.



Mônica Oliveira ressalta que em Macaé foram distribuídas 156 mil doses que impactaram numa redução de 60% da incidência de dengue. Em Iporã, segundo Mônica, o estudo permitiu que os 1.095 casos da dengue fossem reduzidos para apenas 10 casos.



Ela lembra que, na Bahia, é possível que a fórmula utilizada nessas cidades sofra modificações, pois em cada situação há uma prevalência de sintomas e características que precisam se adequar ao perfil local da doença. Na fórmula usada no Rio de Janeiro, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e produzida pelo laboratório Almeida Prado, foram usados Eupatorium, China Oficinallis, Phosphorus e Rhus Tox.



“Aqui, talvez precisássemos usar o Ledum Palustre, que trata dores articulares”, especula a médica. Mônica Oliveira destaca ainda que os resultados da pesquisa vão ajudar a desmitificar o tratamento homeopático, que ainda é visto com ressalvas pela população e pelos poderes públicos. 



“Não podemos assegurar o sucesso da pesquisa, mas queremos contribuir com uma solução que seja eficaz e tenha custo reduzido para a população”, faz questão de ressaltar.  Na Bahia, a pesquisa vai concentrar o tratamento no Ambulatório Docente Assistencial da Bahiana (Adab), que fica na Avenida D. João VI, em Brotas.



“Atendimentos também serão realizados no Posto de Pau da Lima, que funciona com o programa de Saúde da Família”, completa. Para participar da pesquisa ou fazer uso da homeopatia na rede pública, o interessado deve se dirigir a um posto de saúde e solicitar o atendimento homeopático. O encaminhamento até o Adab é feito dessa forma.



Efeito semelhante 
Criada pelo médico alemão Christian Friedrich Samuel Hahnemann, no século XIX, a homeopatia vai buscar nos ensinamentos do grego Hipócrates, considerado o pai da medicina, os princípios para garantir o tratamento e a cura. Para tratar um paciente, a homeopatia usa medicações que possuam os mesmos efeitos que o sintoma da doença, permitindo que o semelhante cure o semelhante. 



Os tratamentos dentro dessa linha são individualizados e a pessoa é avaliada não só pelas doenças, mas também por suas emoções.



Desde 2006, O Sistema Único de Saúde, através da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (Portaria GM nº 971, de 3 de maio de 2006) apoia a implementação de protocolos para a ‘avaliação de efetividade, resolubilidade, eficácia e efetividade da ação da homeopatia nas endemias e epidemias’. 



No entanto, quando o assunto é dengue e homeopatia, o Ministério da Saúde (MS) diz que qualquer tratamento deve ser aplicado apenas como complementar. A orientação do MS é que a população não descuide da eliminação dos criadouros preferenciais do mosquito transmissor e que procure os postos de saúde quando houver suspeita da doença.



A própria prefeitura de Macaé ainda não tem uma posição definitiva em relação ao tratamento, que foi usado no município de 2006 até o ano passado. De acordo com a porta-voz Juliana Carvalho, estudos estão sendo realizados pela atual gestão com o intuito de verificar a validade da terapêutica. “Durante todo o tempo que tratamos a dengue no município, além da homeopatia, outros cuidados foram tomados, por isso não é possível creditar os resultados apenas a um fator”, pontua a representante do município.



A mesma postura cuidadosa é tomada pelos órgãos de saúde do estado que, embora conheçam os estudos nessa área, ainda não participam efetivamente de testes ou estudos. No caso da pesquisa que será desenvolvida pela EBMSP, a prefeitura de Salvador foi convidada a firmar parceria.



A diretora de Vigilância Epidemiológica do Estado, Maria Aparecida Araújo afirma ter conhecimento das iniciativas, mas desconhece resultados que apontem para esse caminho. “Estamos atentos a tudo que acene com o enfrentamento da doença, mas ainda não existem estudos epidemiológicos que comprovem a validade dessa terapia”, finaliza.



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Capital registra 1ª morte por dengue

13 abril, 2013



Outros dois óbitos são investigados no Estado. Neste ano, 1.672 confirmações foram feitas, em 79 municípios

A Regional V é a que acumula o maior número de casos, seguida da Regional VI Foto: Natinho ROdrigues

Fortaleza registra o primeiro caso de morte por dengue deste ano no Ceará. Trata-se de um homem de 48 anos que veio a óbito em março, por dengue com complicação. Antônio Lima, coordenador da Célula de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informa que era um paciente hipertenso que tinha créditos de risco por ter co-morbidade, ou seja, a ocorrência de dois ou mais problemas de saúde.

Outros dois casos de morte em decorrência da doença no Estado estão sendo investigados, conforme o boletim semanal da dengue, divulgado ontem, pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). Neste ano, 1.672 casos foram confirmados em todo o Ceará, em 79 municípios, com destaque para Fortaleza, que registrou 568 casos (34%) e Tauá, com 275 (16,4%).

Na Capital, a Secretaria Executiva Regional (SER) V acumula o maior número de casos (159), seguida da Regional VI (119), Regional III (113) Regional IV (101), Regional I (36) e Regional II (30).

Apesar do óbito, Antônio Lima chama atenção que a situação da Capital é bem diferente do ano passado, quando houve registro da pior epidemia de Fortaleza, com aproximadamente 40 mil casos confirmados e 22 mortes. "Estamos em abril, e só 568 casos foram confirmados, o que representa uma redução muito grande em relação ao ano passado", afirma.

Ações

Entretanto, o gestor deixa claro que com dengue não se pode relaxar. "Estamos em movimento, o plano de contingência da dengue foi aprovado, ele prevê uma série de ações para evitar o aumento do número de casos". Como em 2012 houve epidemia, muita gente está imunizado. Por isso, acrescenta Lima, Fortaleza não corre o risco de ter uma epidemia de grande amplitude.

Manoel Fonsêca, coordenador de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa, alerta aos profissionais para que fiquem atentos a pacientes com febre aguda, dor de cabeça e no corpo e algum tipo de sangramento. Pode ser dengue por complicação.

LUANA LIMA
REPÓRTER 
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Fortaleza registra a primeira morte por dengue no Ceará em 2013

O boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (12) pela Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (Sesa) registra a primeira morte por dengue no Ceará em 2013, em Fortaleza. Neste ano, já foram notificados 8.378 casos de dengue nos 184 municípios do estado. Deste total, 1.672 casos foram confirmados em 79 municípios (42,9%). De acordo com a pesquisa, Fortaleza e Tauá concentram o maior número de casos confirmados, com 568 (34%) e 275 (16,4%), respectivamente. No ano passado, foram confirmados 51.701 casos da doença, com 44 mortes.
Com relação aos casos mais graves da doença, com a do tipo hemorrágico e com complicação, em todo o Ceará foram notificados 17 casos, dos quais, 8 confirmados. O médico infectologista Anastácio Queiroz acredita que o índice deve ser maior. "Existe muita subnotificação. Muitas vezes, o paciente chega ao hospital e é diagnosticado com virose, o que não gera notificação e muito menos exames que identifiquem a doença". Para ele, "mais da metade dos casos não é notificada e, portanto, não entra para as estatísticas oficiais".

Diagnosticar a dengue com rapidez é a melhor maneira de combater a doença e evitar complicações que podem levar à morte. Em geral, a doença tem evolução rápida e benigna: saber antes pode fazer a diferença entre a ocorrência de um mal menor e consequências mais graves, principalmente no caso de crianças. Para o médico, é preciso observar os sinais de alerta: dor intensa na barriga, sinais de desmaio, náusea que impede a pessoa de se hidratar pela boca, falta de ar, tosse seca, fezes pretas e sangramento.
Tratamento
Não existe um medicamento específico para a doença. Os sintomas são medicados para alívio das dores. “Se o paciente tiver dor, vai tomar remédio para dor. Se tiver náusea, remédio para náusea”, explica o médico. Ele alerta para o uso de medicamentos antiinflamatórios, a base de ácido acetil-salicílico e fitoterápicos, já que eles“alteram a coagulação do sangue e aumentam o risco de sangramento”.

Como os pacientes com dengue perdem muito líquido, é preciso um cuidado redobrado com a hidratação. Beber muita água, suco, água de coco ou isotônicos é fundamental ao tratamento.  Por outro lado, os especialistas recomendam que sejam evitadas bebidas alcoólicas, diuréticas ou gaseificadas, como refrigerantes.

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Com o racionamento d'água no Recife crescerá o número de focos do mosquito transmissor da dengue


Racionamento d'água deve ficar ainda mais severo



Tapacurá, principal barragem do Grande Recife, tem hoje menos da metade da capacidade que pode armazenar de água / Igo Bione/JC Imagem

Tapacurá, principal barragem do Grande Recife, tem hoje 

menos da metade da capacidade que pode armazenar de água

Igo Bione/JC Imagem

Enquanto o governador Eduardo Campos anunciava ontem (12) um pacote de medidas para reduzir os danos causados pela seca no Sertão do Estado, o Grande Recife também pedia socorro. A escassez de chuvas tem sido uma dor de cabeça que não se resume ao sertanejo. Desde que o racionamento de água foi anunciado, em 28 de fevereiro, o volume caiu em seis das nove barragens da Região Metropolitana, incluindo as duas principais, Pirapama e Tapacurá. Para complicar a situação, a média histórica de chuvas na capital em abril é de 338 milímetros, mas, passada quase metade do mês, só choveu 12 milímetros, um índice considerado preocupante. Diante da gravidade do quadro, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) admite que o rodízio deve piorar.
O diretor regional metropolitano da Compesa, Rômulo Aurélio, afirmou que haverá uma reunião de diretoria na segunda-feira para discutir o problema, mas adiantou que a solução mais provável é que as horas sem água sejam ampliadas. “A gente esperava que as chuvas já tivessem se iniciado e não esperava que o nível em Pirapama tivesse reduzido tanto. Estamos levando a proposta de uma redução ainda maior na vazão, o que gera um impacto no número de horas intermitentes”, disse. “Mas nossa ideia é preservar as zonas especiais, de morro. A mudança deve ocorrer nas zonas planas”, acrescentou.
O meteorologista Daniel Anastacio, da Sala de Situação da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), pondera que, se a realidade não é alentadora, as perspectivas também desanimam. A previsão é que o panorama se mantenha pelos próximos três meses. “O começo do inverno tem sido muito fraco, sobretudo se comparado à média histórica”, afirma.
A expectativa é que as chuvas cheguem num ritmo maior apenas no final do inverno, entre junho e julho. “O que a gente nunca pode descartar é que haja eventos extremos no Grande Recife e na Zona da Mata, que de um para o outro chova 100 milímetros. Isso ajudaria a recuperar o cenário das barragens”, observa Anastacio.
Pirapama, no Cabo, o reservatório que mais contribui para o fornecimento de água da RMR, estava com 19,4% de sua capacidade um dia antes de o rodízio ter início. Mesmo com o racionamento, a ausência de chuvas fez seu volume cair ainda mais: ontem, um mês e meio depois, o nível era de 15%, de acordo com o último boletim do monitoramento dos reservatórios, divulgado ontem pela Apac. A Compesa tirava 3,5 mil litros de água por segundo de Pirapama antes do revezamento. Hoje, retira 2,5 mil. O manancial pode reter mais de 60 milhões de metros cúbicos de água.
Em Tapacurá, São Lourenço da Mata, o maior reservatório do Grande Recife, com capacidade de 94 milhões de metros cúbicos, também foi registrada queda no período: de 51,5% para 47,3%. As outras barragens da RMR onde houve queda foram Goitá e Várzea do Una (São Lourenço), Botafogo (Igarassu) e Duas Unas (Jaboatão).
O secretário de Recursos Hídricos e Energéticos de Pernambuco, Almir Cirilo, atribui o cenário difícil nos mananciais à estiagem que há dois anos castiga o Estado e que fez o governo optar pelo racionamento de água, estabelecido por um período inicial de 90 dias, sujeito a reavaliação, em 74 dos 94 bairros do Recife, sob um esquema de 20 horas com água e 28 horas sem o produto. A demanda local é de 15 mil litros de água por segundo, patamar alcançado em 2010, com a inauguração do sistema de Pirapama. A oferta, antes, era de 10 mil litros por segundo – e voltou a ser durante os três meses de rodízio.


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Dengue faz 41 vítimas em Minas em maior epidemia desde 2010

12 abril, 2013


A dengue já matou 41 pessoas em Minas Gerais neste ano, conforme a Secretaria de Saúde do Estado, que confirmou o número nesta sexta-feira. Mais três mortes supostamente causadas pela doença são analisadas pela Fundação Ezequiel Dias e, se forem confirmadas, o número subirá para 44. Ao todo, são 52.341 casos notificados. Os índices desses primeiros meses do ano superam os de 2012, 2011, 2009 e 2008.
Para tentar conter a epidemia, o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), disse que vai contratar 2 mil agentes de saúde, que terão a missão de visitar as casas no Estado e combater focos do mosquito Aedes aegypti. Além disso, o governo prometeu investir R$ 40 milhões em ações como testes rápidos, unidades de hidratação, fumacê e distribuição de água sanitária para limpeza das residências. 
A dengue
A doença é transmitida pela picada do mosquito hospedeiro infectado, o Aedes aegypti. O vírus passa por um período de incubação de quatro a 10 dias. Os primeiros sinais são febre alta, dor nas articulações e músculos, fraqueza, falta de apetite, manchas avermelhadas pelo corpo, fortes dores de cabeça e dor no fundo dos olhos.

A chamada dengue clássica cura-se naturalmente, quando o organismo livra-se do vírus através de anticorpos. A forma hemorrágica, no entanto, requer mais cuidados. Quando o paciente apresenta o quadro hemorrágico existe sangramento da gengiva, das narinas e de órgãos internos, o que ocasiona dores abdominais.
Não existe um tratamento específico para a dengue, mas apenas para os sintomas. Ou seja, antitérmicos auxiliam a controlar a febre e os analgésicos amenizam as dores musculares e de cabeça, por exemplo. Quando há suspeita da doença, todos os medicamentos que sejam feitos à base de ácido acetil salicílico têm de ser evitados.
Terra

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Saúde em Cabedelo combate dengue

Saúde em Cabedelo combate dengueSecretaria de Saúde de Cabedelo intensifica ação no combate a dengue 


Manter o quintal limpo, trocar água dos vasos de plantas, não deixar água parada em pneus, reservatórios e guardar garrafas sempre de cabeça para baixo. Essas são algumas das medidas adotadas para evitar a proliferação do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue.


Embora muitas pessoas não acreditem, a dengue é uma doença muito séria, causa desconforto físico e o que é mais grave, pode levar à morte, e qualquer um está propenso a contraí-la.


De acordo com o Levantamento Rápido de Índice do Aedes Aegypti (LIRAa) realizado no último mês de março o município de Cabedelo está em situação de alerta, pois o resultado apresentou um potencial de médio risco para ocorrência de uma epidemia.


Em busca de solucionar o problema a Secretaria Municipal de Saúde através das Secretarias de Vigilância Ambiental, Epidemiológica, Atenção Básica e Educação em Saúde, elaborou um plano de ação para reduzir a incidência de casos de dengue em Cabedelo e também conscientizar a população dos cuidados que devem ter diariamente.

A ação que teve início no último mês de março constatou que os bairros que apresentaram focos do mosquito foram o centro da cidade e o bairro de Camalaú. Sendo que o maior foco do mosquito foi encontrado nos depósitos de lixo, recipientes plásticos, garrafas e latas, etc.


De acordo com a coordenadora de vigilância ambiental, Karina Nunes Ribeiro, os trabalhos serão intensificados nestas áreas. "Iremos intensificar os trabalhos nestes locais em busca de novos focos e realizar um plano de tratamento e eliminação. Além de borrifamento nestas áreas também estaremos realizando um trabalho educativo com a população que tem que se conscientizar que a dengue é um problema de todos nós". Frisou.


Existe um contingente de 26 agentes de combate a endemia, cinco supervisores de campo e um supervisor geral que estarão de casa em casa realizando uma varredura em todos os bairros durante os meses de abril e maio.


Durante a ação serão realizados: coleta de pneus em borracharias e terrenos baldios, visitas domiciliares para identificação e eliminação de possíveis criadouros do mosquito, vistorias nos imóveis com casos suspeitos de dengue e Vistorias e aplicação de larvicida em oficinas, borracharias, porto, sucatas, entre outros.


"O objetivo principal dessa campanha é chamar a atenção da população para o agravamento do problema e pedir que não se jogue lixo nas ruas nem em terrenos baldios. Precisamos da ajuda de todos. Encontramos focos também em depósitos do tipo: Barril, tanque, poço, Borracharias, calhas, lajes, pneus. Não esquecendo que podemos encontrar foco do mosquito em caixas d’água e prato de vaso de plantas." alertou Karina Ribeiro.


A Dengue é uma doença febril aguda, que pode ser de curso benigno ou grave, dependendo da forma como se apresente: dengue clássico (DC), febre hemorrágica da dengue (FHD) e síndrome do choque da dengue (SCD). Ocorre especialmente nos países tropicais, onde as condições do meio ambiente favorecem o desenvolvimento e a proliferação do Aedes aegypti, principal mosquito vetor.



Secom
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Bahia tem aumento de 60% nos casos de dengue


Este ano, foram 29.899 casos, contra 18.628 no primeiro trimestre de 2012 de acordo com levantamento feito pelo Ministério da Saúde


A Bahia teve um aumento oficial de 60% nos casos de dengue nos três primeiros meses de 2013. Este ano, foram 29.899 casos, contra 18.628 no primeiro trimestre de 2012 de acordo com levantamento feito pelo Ministério da Saúde.
Os números foram divulgados esta semana e significam que, a cada 100 mil moradores do Estado, 131,4 estão contaminados pela dengue. O número está bem acima da média de toda região Nordeste, que registra 87,7 casos para cada 100 mil pessoas.
De acordo com o governo do Estado, há uma série de fatores que contribuem para o aumento de casos no período. O principal deles, de acordo com a diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde, Maria Aparecida Araújo, é a condição climática.
No verão, afirma a gestora, há um tradicional aumento dos casos de dengue, porque o calor favorece a multiplicação do mosquito transmissor da doença. Além disso, o fato de a maioria das cidades ter trocado de prefeitos após as eleições de 2012 também contribui para uma piora nas ações de combate à dengue.
Especial para Terra

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Irmã de criança morta por dengue é internada em Rio Preto, SP

11 abril, 2013


Agente nebulizador visita casa em Rio Preto  (Foto: Sergio Menezes/Divulgação)A irmã da criança morta por dengue hemorrágica no último sábado (6), em São José do Rio Preto (SP), está internada na UTI do Hospital de Base com suspeita de dengue. A família relatou aos médicos que a jovem, de 19 anos, sente dores no corpo, tem pressão baixa, febre alta e vômito.
Segundo a assessoria do hospital, a estudante vai continuar em observação na UTI por causa do histórico de morte por dengue hemorrágica na família. O estado de saúde dela é bom.
Rio Preto enfrenta uma epidemia da doença. Já são quase cinco mil casos de dengue e 8.180 suspeitos. A doença já levou à morte três pessoas, duas pelo tipo hemorrágico.
A cidade continua realizando bloqueios mecânicos, visita em domicílio para busca ativa de criadouros, feitos por agentes de saúde e os bloqueios químicos, por meio de nebulização de inseticida.
Também continuam as ações de coleta de material inservível pela cooperativa de carroceiros em terrenos baldios e linhões, fiscalização em pontos estratégicos (floriculturas, cemitérios, borracharias, entre outras) e fiscalização em imóveis especiais (locais de grande circulação de pessoas como faculdades, hospitais, empresas, indústrias).
A Secretaria de Saúde também tem à disposição dois canais de comunicação para denúncias sobre possíveis focos do mosquito Aedes aegyti, transmissor da dengue, o e-mail dengue@riopreto.sp.gov.br e o telefone 0800-7705870. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. A ligação é gratuita.
Do G1 Rio Preto e Araçatuba
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Notificações de dengue na BA superam mesmo período de 2012


A Bahia registrou nas 13 primeiras semanas de 2013 29.899 casos de dengue, segundo dados do Ministério da Saúde. O número supera os dados do mesmo período do ano de 2012, quando foram feitas 18.628 notificações e supera a soma de registros nos oito estados da região Nordeste.

A incidência na Bahia saltou de 131,4 casos por 100 mil habitantes para 210,9 neste ano. O índice nacional é de 368,2 casos por 100 mil habitantes. Já o  total de toda a região Nordeste é de 87,7 casos por 100 mil habitantes.
Para a superintendente de Vigilância e Proteção à Saúde da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), Alcina Andrade, os números absolutos são reflexo das diferenças populacionais entre os estados do Nordeste. "A Bahia tem uma população muito superior  à de Sergipe, por exemplo", disse.  
A superintendente disse que os casos da doença na Bahia estão concentrados em alguns municípios. Jequié, Guanambi, Teixeira de Freitas, Itamaraju e Feira de Santana integram a lista de liderança nas notificações.
Encontro - De  16 a 20 deste mês,  a Sesab vai  promover  uma  videoconferência nos municípios com maior incidência da doença. Além disso, serão distribuídas cartilhas preventivas para estudantes de 6 a 14 anos.  "As crianças levarão estas informações para suas casas", diz Alcina.
A  Bahia registrou seis mortes este ano pela dengue. Foram cinco a menos que no ano de 2012. O Ministério da Saúde aponta que houve redução de casos graves no Estado. Este ano foram 32 casos contra 124 registrados no mesmo período  de 2012.

A Tarde-Bahia
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Onze Estados concentram 74% dos casos notificados de dengue no País


Balanço divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde revela que 11 Estados brasileiros concentram 74,5% dos casos de dengue notificados nos primeiros três meses deste ano: 532.107 de um total de 714.226 casos considerados suspeitos.
Balanço divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde revela que 11 Estados brasileiros concentram 74,5% dos casos de dengue notificados nos primeiros três meses deste ano: 532.107 de um total de 714.226 casos considerados suspeitos.
De 1º de janeiro a 30 de março (nas 13 primeiras semanas do ano), Rondônia, Acre, Amazonas, Tocantins, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás registraram índices que vão de 304,9 a 3.105 casos da doença por 100 mil habitantes.
No ano passado, de janeiro a março, foram registradas 190.294 notificações. Em 2011, os casos notificados foram 344.715 e, em 2010, 501.806.O governo federal trabalha com três níveis de incidência de dengue: baixa (até 100 casos por 100 mil habitantes), média (de 101 a 300 casos) e alta (acima de 300). A média nacional é de 368.2 casos por 100 mil habitantes.

A pasta ressaltou que, embora o País contabilize aumento nos casos suspeitos, foi registrada uma redução de 5% dos casos graves em relação ao mesmo período de 2012. No ano passado, ocorreram 1.488 casos graves e, neste ano, foram confirmados 1.417. Já em relação ao mesmo período de 2011 (5.361), houve redução de 74% e, em comparação com 2010 (7.804), de 82%.
Em relação às mortes, foram confirmadas 132 entre 1º de janeiro a 30 de março deste ano. Em 2012, foram 117 óbitos; em 2011, 236; e, em 2010, 306.

Agência Brasil

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