Dengue faz 41 vítimas em Minas em maior epidemia desde 2010

12 abril, 2013


A dengue já matou 41 pessoas em Minas Gerais neste ano, conforme a Secretaria de Saúde do Estado, que confirmou o número nesta sexta-feira. Mais três mortes supostamente causadas pela doença são analisadas pela Fundação Ezequiel Dias e, se forem confirmadas, o número subirá para 44. Ao todo, são 52.341 casos notificados. Os índices desses primeiros meses do ano superam os de 2012, 2011, 2009 e 2008.
Para tentar conter a epidemia, o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), disse que vai contratar 2 mil agentes de saúde, que terão a missão de visitar as casas no Estado e combater focos do mosquito Aedes aegypti. Além disso, o governo prometeu investir R$ 40 milhões em ações como testes rápidos, unidades de hidratação, fumacê e distribuição de água sanitária para limpeza das residências. 
A dengue
A doença é transmitida pela picada do mosquito hospedeiro infectado, o Aedes aegypti. O vírus passa por um período de incubação de quatro a 10 dias. Os primeiros sinais são febre alta, dor nas articulações e músculos, fraqueza, falta de apetite, manchas avermelhadas pelo corpo, fortes dores de cabeça e dor no fundo dos olhos.

A chamada dengue clássica cura-se naturalmente, quando o organismo livra-se do vírus através de anticorpos. A forma hemorrágica, no entanto, requer mais cuidados. Quando o paciente apresenta o quadro hemorrágico existe sangramento da gengiva, das narinas e de órgãos internos, o que ocasiona dores abdominais.
Não existe um tratamento específico para a dengue, mas apenas para os sintomas. Ou seja, antitérmicos auxiliam a controlar a febre e os analgésicos amenizam as dores musculares e de cabeça, por exemplo. Quando há suspeita da doença, todos os medicamentos que sejam feitos à base de ácido acetil salicílico têm de ser evitados.
Terra

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Saúde em Cabedelo combate dengue

Saúde em Cabedelo combate dengueSecretaria de Saúde de Cabedelo intensifica ação no combate a dengue 


Manter o quintal limpo, trocar água dos vasos de plantas, não deixar água parada em pneus, reservatórios e guardar garrafas sempre de cabeça para baixo. Essas são algumas das medidas adotadas para evitar a proliferação do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue.


Embora muitas pessoas não acreditem, a dengue é uma doença muito séria, causa desconforto físico e o que é mais grave, pode levar à morte, e qualquer um está propenso a contraí-la.


De acordo com o Levantamento Rápido de Índice do Aedes Aegypti (LIRAa) realizado no último mês de março o município de Cabedelo está em situação de alerta, pois o resultado apresentou um potencial de médio risco para ocorrência de uma epidemia.


Em busca de solucionar o problema a Secretaria Municipal de Saúde através das Secretarias de Vigilância Ambiental, Epidemiológica, Atenção Básica e Educação em Saúde, elaborou um plano de ação para reduzir a incidência de casos de dengue em Cabedelo e também conscientizar a população dos cuidados que devem ter diariamente.

A ação que teve início no último mês de março constatou que os bairros que apresentaram focos do mosquito foram o centro da cidade e o bairro de Camalaú. Sendo que o maior foco do mosquito foi encontrado nos depósitos de lixo, recipientes plásticos, garrafas e latas, etc.


De acordo com a coordenadora de vigilância ambiental, Karina Nunes Ribeiro, os trabalhos serão intensificados nestas áreas. "Iremos intensificar os trabalhos nestes locais em busca de novos focos e realizar um plano de tratamento e eliminação. Além de borrifamento nestas áreas também estaremos realizando um trabalho educativo com a população que tem que se conscientizar que a dengue é um problema de todos nós". Frisou.


Existe um contingente de 26 agentes de combate a endemia, cinco supervisores de campo e um supervisor geral que estarão de casa em casa realizando uma varredura em todos os bairros durante os meses de abril e maio.


Durante a ação serão realizados: coleta de pneus em borracharias e terrenos baldios, visitas domiciliares para identificação e eliminação de possíveis criadouros do mosquito, vistorias nos imóveis com casos suspeitos de dengue e Vistorias e aplicação de larvicida em oficinas, borracharias, porto, sucatas, entre outros.


"O objetivo principal dessa campanha é chamar a atenção da população para o agravamento do problema e pedir que não se jogue lixo nas ruas nem em terrenos baldios. Precisamos da ajuda de todos. Encontramos focos também em depósitos do tipo: Barril, tanque, poço, Borracharias, calhas, lajes, pneus. Não esquecendo que podemos encontrar foco do mosquito em caixas d’água e prato de vaso de plantas." alertou Karina Ribeiro.


A Dengue é uma doença febril aguda, que pode ser de curso benigno ou grave, dependendo da forma como se apresente: dengue clássico (DC), febre hemorrágica da dengue (FHD) e síndrome do choque da dengue (SCD). Ocorre especialmente nos países tropicais, onde as condições do meio ambiente favorecem o desenvolvimento e a proliferação do Aedes aegypti, principal mosquito vetor.



Secom
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Bahia tem aumento de 60% nos casos de dengue


Este ano, foram 29.899 casos, contra 18.628 no primeiro trimestre de 2012 de acordo com levantamento feito pelo Ministério da Saúde


A Bahia teve um aumento oficial de 60% nos casos de dengue nos três primeiros meses de 2013. Este ano, foram 29.899 casos, contra 18.628 no primeiro trimestre de 2012 de acordo com levantamento feito pelo Ministério da Saúde.
Os números foram divulgados esta semana e significam que, a cada 100 mil moradores do Estado, 131,4 estão contaminados pela dengue. O número está bem acima da média de toda região Nordeste, que registra 87,7 casos para cada 100 mil pessoas.
De acordo com o governo do Estado, há uma série de fatores que contribuem para o aumento de casos no período. O principal deles, de acordo com a diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde, Maria Aparecida Araújo, é a condição climática.
No verão, afirma a gestora, há um tradicional aumento dos casos de dengue, porque o calor favorece a multiplicação do mosquito transmissor da doença. Além disso, o fato de a maioria das cidades ter trocado de prefeitos após as eleições de 2012 também contribui para uma piora nas ações de combate à dengue.
Especial para Terra

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Irmã de criança morta por dengue é internada em Rio Preto, SP

11 abril, 2013


Agente nebulizador visita casa em Rio Preto  (Foto: Sergio Menezes/Divulgação)A irmã da criança morta por dengue hemorrágica no último sábado (6), em São José do Rio Preto (SP), está internada na UTI do Hospital de Base com suspeita de dengue. A família relatou aos médicos que a jovem, de 19 anos, sente dores no corpo, tem pressão baixa, febre alta e vômito.
Segundo a assessoria do hospital, a estudante vai continuar em observação na UTI por causa do histórico de morte por dengue hemorrágica na família. O estado de saúde dela é bom.
Rio Preto enfrenta uma epidemia da doença. Já são quase cinco mil casos de dengue e 8.180 suspeitos. A doença já levou à morte três pessoas, duas pelo tipo hemorrágico.
A cidade continua realizando bloqueios mecânicos, visita em domicílio para busca ativa de criadouros, feitos por agentes de saúde e os bloqueios químicos, por meio de nebulização de inseticida.
Também continuam as ações de coleta de material inservível pela cooperativa de carroceiros em terrenos baldios e linhões, fiscalização em pontos estratégicos (floriculturas, cemitérios, borracharias, entre outras) e fiscalização em imóveis especiais (locais de grande circulação de pessoas como faculdades, hospitais, empresas, indústrias).
A Secretaria de Saúde também tem à disposição dois canais de comunicação para denúncias sobre possíveis focos do mosquito Aedes aegyti, transmissor da dengue, o e-mail dengue@riopreto.sp.gov.br e o telefone 0800-7705870. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. A ligação é gratuita.
Do G1 Rio Preto e Araçatuba
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Notificações de dengue na BA superam mesmo período de 2012


A Bahia registrou nas 13 primeiras semanas de 2013 29.899 casos de dengue, segundo dados do Ministério da Saúde. O número supera os dados do mesmo período do ano de 2012, quando foram feitas 18.628 notificações e supera a soma de registros nos oito estados da região Nordeste.

A incidência na Bahia saltou de 131,4 casos por 100 mil habitantes para 210,9 neste ano. O índice nacional é de 368,2 casos por 100 mil habitantes. Já o  total de toda a região Nordeste é de 87,7 casos por 100 mil habitantes.
Para a superintendente de Vigilância e Proteção à Saúde da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), Alcina Andrade, os números absolutos são reflexo das diferenças populacionais entre os estados do Nordeste. "A Bahia tem uma população muito superior  à de Sergipe, por exemplo", disse.  
A superintendente disse que os casos da doença na Bahia estão concentrados em alguns municípios. Jequié, Guanambi, Teixeira de Freitas, Itamaraju e Feira de Santana integram a lista de liderança nas notificações.
Encontro - De  16 a 20 deste mês,  a Sesab vai  promover  uma  videoconferência nos municípios com maior incidência da doença. Além disso, serão distribuídas cartilhas preventivas para estudantes de 6 a 14 anos.  "As crianças levarão estas informações para suas casas", diz Alcina.
A  Bahia registrou seis mortes este ano pela dengue. Foram cinco a menos que no ano de 2012. O Ministério da Saúde aponta que houve redução de casos graves no Estado. Este ano foram 32 casos contra 124 registrados no mesmo período  de 2012.

A Tarde-Bahia
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Onze Estados concentram 74% dos casos notificados de dengue no País


Balanço divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde revela que 11 Estados brasileiros concentram 74,5% dos casos de dengue notificados nos primeiros três meses deste ano: 532.107 de um total de 714.226 casos considerados suspeitos.
Balanço divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde revela que 11 Estados brasileiros concentram 74,5% dos casos de dengue notificados nos primeiros três meses deste ano: 532.107 de um total de 714.226 casos considerados suspeitos.
De 1º de janeiro a 30 de março (nas 13 primeiras semanas do ano), Rondônia, Acre, Amazonas, Tocantins, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás registraram índices que vão de 304,9 a 3.105 casos da doença por 100 mil habitantes.
No ano passado, de janeiro a março, foram registradas 190.294 notificações. Em 2011, os casos notificados foram 344.715 e, em 2010, 501.806.O governo federal trabalha com três níveis de incidência de dengue: baixa (até 100 casos por 100 mil habitantes), média (de 101 a 300 casos) e alta (acima de 300). A média nacional é de 368.2 casos por 100 mil habitantes.

A pasta ressaltou que, embora o País contabilize aumento nos casos suspeitos, foi registrada uma redução de 5% dos casos graves em relação ao mesmo período de 2012. No ano passado, ocorreram 1.488 casos graves e, neste ano, foram confirmados 1.417. Já em relação ao mesmo período de 2011 (5.361), houve redução de 74% e, em comparação com 2010 (7.804), de 82%.
Em relação às mortes, foram confirmadas 132 entre 1º de janeiro a 30 de março deste ano. Em 2012, foram 117 óbitos; em 2011, 236; e, em 2010, 306.

Agência Brasil

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Casos de dengue no mundo são o triplo do estimado pela OMS, diz novo estudo

10 abril, 2013





Cerca de 390 milhões de pessoas são infectadas por ano pela dengue, a doença tropical que se espalha mais rápido em todo o mundo. O número, divulgado nesta semana por um grupo de pesquisadores da universidade de Oxford e da fundação Wellcome, é mais que o triplo do estimado pela Organização Mundial da Saúde.



A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti; um grupo de pesquisadores afirma que a doença tem um alcance maior do que se imaginava.

Jeremy Farrar, diretor da unidade de doenças tropicais da Universidade de Oxford no Vietnã, participou desse mapeamento detalhado da dengue no mundo e explicou para a RFI Brasil como o estudo foi realizado.
"Reunimos todos os indícios presentes nas pesquisas publicadas e informações ainda não divulgadas. Coletamos mais de oito mil dados, o que não tem precedentes no que diz respeito à dengue", disse ele.
Segundo as estimativas do grupo de pesquisadores, há anualmente 96 milhões de casos graves e aproximadamente 300 milhões de casos moderados ou assintomáticos. 70% dos casos graves de dengue ocorrem na Ásia. A Índia responde sozinha por 34% do total. Já as Américas, principalmente o Brasil e o México, têm 14% dos casos graves, praticamente a mesma porcentagem da Africa.
Jeremy Farrar afirma esperar que esse mapeamento leve os governos dos países afetados a investirem mais recursos no combate à doença, que é muitas vezes negligenciada.
"Dengue é uma doença muito variável. Pode ser qualquer coisa entre uma infecção muito leve, que somente obriga as pessoas a faltarem na escola ou no trabalho por alguns dias, e uma doença muito grave. E talvez esses números antigos subestimassem essas infecções mais leves, que não eram notificadas às autoridades sanitárias. Mas elas ão muito importantes porque é o que ajuda a transmitir a doença e a fazer com que ela continue sendo endêmica em certos países", explica o pesquisador.
Para Alberto Chebabo, chefe do Serviço de Doenças Infecciosas e Parasitárias do hospital da Universidade Federal do Rio de Janeiro, esse mapeamento prova com números o que os pesquisadores da área já suspeitavam, ou seja, de que as notificações estão muito abaixo do número real de casos.
O Ministério da Saúde brasileiro anunciou na semana passada que o número de casos de dengue registrados no primeiro trimestre deste ano teve um aumento de 279% em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a março foram registradas 108 mortes, o que já ultrapassa o total de todo o ano de 2012.
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Verdades e mentiras sobre a dengue.


Funcionários da Prefeitura do Rio atuam no combate à dengue

É MENTIRA

1 - Pessoas muito brancas atraem a picada do Aedes?
Não, a cor da pele não aumenta o risco da mordida.
2 - Uma pessoa infectada passa diretamente para outra?
Não, somente a picada do Aedes transmite a doença. Mas é preciso ficar atento se alguém ficou doente pois é possível a presença de mosquitos contaminados no local.
3 - Doação de sangue transmite dengue?
Não. As pessoas que já tiveram dengue não passam a doença por meio do sangue doado.
4 - Mulheres menstruadas têm mais risco de contrair o caso mais grave?
Não, embora o fluxo sanguíneo alterado possa ser sinal de agravamento da doença.
5 - Piscina é foco da dengue?
Não, se a água for tratada com pH e cloro estabilizado nas doses indicadas para água em condições de banho.
6 - Praia é foco de dengue?
Não. Não é provável que o mosquito esteja em uma praia. Seu habitat não é a água salgada e ele prefere sombra. O Aedes aegypti é um mosquito caseiro, que prefere ambientes fechados. Na praia, ele não consegue estabilizar seu voo por causa do vento. Ele não gosta de temperaturas altas.
7 - Uma caixa d'água vazia sem tampa não tem ovos do mosquito?
Nem sempre. Eles podem estar inertes nas paredes. Se houver ovos nas paredes do recipiente e a água da chuva voltar a enchê-lo, os ovos entram de novo no ciclo de vida. O tempo de duração é de 500 dias.
8 - Vacina de febre amarela previne a dengue?
Não. Embora o vetor (mosquito) seja o mesmo, a vacina contra a febre amarela não combate a dengue. Os vírus são diferentes. Não há vacina contra a dengue, apenas testes. Médicos acreditam que possa existir vacina em cinco anos.
9 - Animais caseiros pegam dengue?
Cães, gatos e pássaros não pegam dengue. O mosquito gosta de seres humanos.
10 - Beijar transmite dengue?
Não se passa dengue por beijo nem por relação sexual.
11 - Apenas dengue hemorrágica mata?
Não é só a dengue hemorrágica que pode matar. A forma clássica também pode ser fatal.
12 - Aquário é foco da dengue?
Normalmente não são focos do mosquito. Além de ter água em movimento por causa dos filtros, os peixes são predadores naturais das larvas do mosquito.
13 - Só há risco de pegar dengue no verão?
Não. O mosquito pode atuar em todas as estações do ano, nas condições propícias à sua proliferação.
14 - Todo mundo picado contrai a doença?
Não são todas as pessoas picadas pelo mosquito que contraem a doença. As que têm mais defesas imunológicas podem ser picadas e não contrair a dengue. Há estudos que apontam que o cheiro ou a temperatura da pele podem ser atrativos ou não para o mosquito.
15 - Vela de andiroba impede que o mosquito esteja no ambiente?
Não há comprovação científica da eficácia.
16 - Complexo B impede que a pessoa contraia dengue?
Não há comprovação científica.
17 - Repelentes elétricos e eletrônicos livram a casa do Aedes.
Os elétricos, em líquido ou pastilha, evitam sua presença nos ambientes. Quando em locais ventilados, espalham-se homogeneamente. Os eletrônicos emitem um sinal sonoro, tornando o ambiente desagradável para o mosquito. Não causa danos à saúde. Mas não há garantia de eficácia contra o Aedes. No caso dos repelentes, mesmo que eles evitem a presença do mosquito momentaneamente, assim que seu efeito acabe, o Aedes volta.
18 - Borra de café nos pratos de plantas impede que larvas se desenvolvam para sempre?
O efeito da borra de café é aceito pelo especialista, mas sua eficácia não dura muito tempo. O melhor é eliminar o pratinho.
19 - Uma colher de água sanitária diluída em um litro de água nas plantas impede a proliferação do mosquito?
Não é recomendável porque as substâncias são voláteis e o efeito é passageiro. Também tem que ser calculado na dose certa. Diluída, não tem eficácia. Então, é melhor não usar.
20 - Ao chegar ao hospital é preciso fazer logo a sorologia?
O exame pode dar negativo e a pessoa estar infectada. O melhor é que o médico observe o quadro clínico da doença.
21 - A febre é o sintoma mais grave da dengue?
É justamente quando a febre cede que os sintomas mais graves podem aparecer, como dores fortes no abdome, tonteiras, vômitos, mãos e pés frios, falta de orientação e sangramento.
22 - Só se pega dengue uma vez?
Os anticorpos só garantem resistência ao tipo contraído. Os outros tipos podem ser desenvolvidos e a infecção é provavelmente mais grave.
23 - Calça comprida e meias não previnem a dengue?
Previnem sim, os locais preferidos dos mosquitos são pés, pernas e calcanhares. O ideal é usar sempre calça, meia e sapato fechado, inclusive as crianças.
24 - O mosquito só se prolifera em água limpa?
Ao contrário do que se imaginava, ele também se prolifera em locais sujos.
25 - Fumo de rolo diluído em água espanta o Aedes?
Não há comprovação científica.

É VERDADE

1 - Em casos graves, é preciso voltar à unidade de saúde mesmo sem febre?
Sim. Se, na fase da doença em que a febre cedeu, houver sinais como dor abdominal, tonteira, sangramento e vômito é preciso correr de volta e rápido para a unidade de saúde. Para o leigo, estar sem febre é sinal que a doença melhorou. Isso é um engano. É justamente nessa fase, quando a febre cede, que, nos casos que se agravam, aparecem os sintomas que a pessoa tem que se preocupar: a tonteira, o sangramento, as dores e o vômito.
2 - É possível estar com dengue mesmo se o exame de sorologia der negativo?
Sim. A tendência é que a positividade apareça só depois do quinto dia, antes disso é possível um resultado negativo mesmo se a pessoa estiver infectada.
3 - Pessoas infectadas podem não apresentar sinais da doença?
É verdade. A estimativa é que em torno de metade dos infectados não apresente sinais de sintomas detectáveis. Pode até ter um leve mal-estar, uma dor de garganta, uma quadro de diarreia, mas nada que se pense em quadro clínico de dengue.
4 - A pessoa pode já ter tido dengue e não saber?
Sim, nos casos bem brandos, que não complicam, a pessoa pode estar com dengue e não saber.
5 - Se a pessoa contrair dengue pela segunda vez a tendência é que seja mais grave?
Sim, uma hipótese é que a pessoa infectada desenvolva dois tipos de anticorpos. Um deles, neutralizante, que vai impedir que volte a contrair a doença do tipo que ela já teve. Ou seja, se a pessoa já teve a dengue tipo 2 não terá de novo. Mas não neutraliza outro tipo da doença no futuro.
6 - A chegada da dengue tipo 4 é preocupante?
Sim, o tipo 4 em si não é pior, mas circulando depois que os outros, aumenta a possibilidade de que quem já foi infectado pelos outros tipos possa ser de novo. “Não quero ser profeta do caos, mas essa quinta epidemia provavelmente será muito maior. Se observarmos o que vem acontecendo, embora as equipes médicas estejam ganhando mais experiência, o vírus fica mais agressivo porque circula numa população que já teve outros tipos de dengue”, diz o pediatra e infectologista Edmilson Migowski.
7 - É possível contrair a dengue hemorrágica mesmo sem ter tido o tipo clássico?
Sim. Tudo vai depender da intensidade do vírus e da resistência do paciente
8 - A carga do vírus é diferente a cada caso?
Sim, por exemplo, se a pessoa tiver sido picada por várias fêmeas do mosquito Aedes aegypti pode ter recebido uma carga maior do vírus e terá um quadro de maior gravidade. A lógica que os médicos seguem em qualquer tipo de infecção é a seguinte: carga do agente infeccioso multiplicada pela agressividade do vírus e o resultado dividido pela resposta imunológica do paciente.
9 - A pessoa deve beber muito líquido?
A ingestão de muito líquido é fundamental e pode salvar a vida do paciente com dengue. É preciso beber muita água para hidratar o corpo e fazer muito repouso.
10 - O aumento do fluxo menstrual pode ser sinal do agravamento da doença?
É verdade. O fluxo menstrual aumentado é um dos sinais de alarme. Embora a menstruação, em si, não cause nenhum agravamento da doença. Mas se a mulher infectada estiver menstruada e sentir aumento do fluxo deve procurar a unidade de saúde porque é um dos sinais de que o quadro está piorando.
11 - A fase em que a pessoa está se recuperando deve ser muito observada?
Sim. O fenômeno imune que provoca a saída de líquido dos vasos, causando as hemorragias, é a mais perigosa. A pessoa deve receber bastante líquido pela boca e, se estiver vomitando, deve receber soro por via venosa. A saída de líquido dos vasos torna o sangue mais grosso, a pressão reduzida, os órgãos têm a irrigação diminuída, o que pode causar falência múltipla dos orgãos.
12 - Extremidades frias e tonteira são sinais de agravamento do quadro?
Sim, se a dor no abdômen piorou, se aparece um sangramento na gengiva, no nariz, nas fezes, se o fluxo menstrual está aumentado e há queda da pressão arterial, tonteira e mãos e pés frios é preciso procurar a unidade de saúde com urgência.
13 - É verdade que a aspirina deve ser evitada?
Qualquer medicamento à base de ácido acetil salicílico é totalmente contra-indicado, pois pode acarretar sangramento. Os anti-inflamatórios (Aspirina, Voltaren, Cataflan) reduzem as dores e a febre, mas são perigosos porque promovem pequenas lesões no trato digestivo, que podem gerar hemorragias.
14 - Que a pessoa cria anticorpos?
Quando uma pessoa contrai determinada variedade da dengue, cria anticorpos genéricos, os IGM, que duram de três a quatro meses. Esses anticorpos são capazes de protegê-la mas não de modo completamente eficaz de todas as variedades da doença. Esses anticorpos são substituídos pelos IGG, que são mais específicos e fazem com que o indivíduo não seja mais infectado pela variedade de dengue já contraída, tendo imunidade àquele vírus pelo resto da sua vida. Os IGG aparecem do décimo quinto ao vigésimo dia da doença.
15 - A pessoa deve tomar cuidado com a medicação?
Sim. Embora outros antitermicos e analgésicos possam ser receitados, é preciso que seja com parcimônia porque nenhum medicamente se mostrou totalmente eficaz e seguro em pacientes com dengue.
16 - Que as mulheres são mais infectadas?
Sim. Normalmente, elas ficam mais em casa, um dos locais preferidos dos mosquitos, e usam saias e shorts, deixando à vista pés, pernas e tornozelos, locais preferidos do Aedes aegypti.
17 - O mosquito gosta de sombra e água fresca?
Sim, o Aedes é um mosquito caseiro, gosta de “sombra e água fresca". Seus locais preferidos são embaixo das camas, das mesas, das pias de banheiro e cozinha, nas cortinas. Ventiladores devem ser colocados no chão, porque os locais baixos são os preferidos dos mosquitos.
18 - A pessoa infectada pode transmitir o vírus para o mosquito?
Sim, e o contágio pode aparecer durante seis dias. Ou seja, um dia antes de começar a sentir os sintomas e nos cinco primeiros dias da doença. Se ela for picada pelo Aedes nessa fase, o mosquito poderá contaminar outras pessoas. Logo, é recomendado que as pessoas infectadas usem repelentes para não disseminar a dengue por meio dos mosquitos.
19 - Ar condicionado ajuda a evitar?
Sim, porque o Aedes não gosta de frio e foge de lugares com menos de 18 graus.
20 - Água corrente não tem risco?
Sim, na água corrente o Aedes não prolifera.
21 - As fêmeas do mosquito colocam seus ovos nas paredes dos recipientes?
Sim, as fêmeas põem ovos na parede do recipiente, próximo do nível da água. Mesmo que esteja seco, o ovo sobrevive por aproximadamente 500 dias. Se a água subir e atingir o ovo ele retorna de novo ao ciclo de vida.
22 - Que inseticidas funcionam?
Há duas categorias: os que usam uma substância chamada piretróide (molécula artificial que combate os insetos e que aparece com este nome no rótulo) e os que têm elementos organo-fosforados (que usam querosene na fórmula). A maioria dos aerossóis domésticos usam piretróide, que, segundo especialistas, é menos tóxico para seres humanos. Não devem ser aspergidos diretamente em pessoas, animais, plantas e aquários.
23 - Repelentes corporais devem ser usados?
Sim. Em creme, loção ou aerosol usam em suas fórmulas a molécula de DEET, que forma uma camada protetora sobre a pele. Elementos que aparecem nos rótulos como o MGK e PVO ajudam a potencializar os efeitos repelentes.
24 - Os repelentes devem ser utilizados com moderação?
Sim. A maioria deve ser usada apenas três vezes ao dia e tem duração de algumas horas. Em caso de reações alérgicas, procure um médico. Recomenda-se lavar o corpo antes da reaplicação do produto.
25 - Crianças podem usar repelentes?
Sim, mas apenas a quantidade e o produto indicados pelo pediatra.


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Nova epidemia de dengue no Brasil

O número de casos no Brasil de dengue, uma doença viral propagada através de um mosquito, aumentou 279% no primeiro trimestre deste ano face ao período homólogo de 2012, informou na quinta-feira o Ministério da Saúde brasileiro.


"Os casos com dengue aumentaram 279% entre janeiro e março passados, em comparação com o mesmo período em 2012", informou o Ministério da Saúde, num comunicado de imprensa, citado pela agência de notícias AFP.
As notificações recebidas nacionalmente passaram de 167,2 mil para 635,1 mil nas 12 primeiras semanas deste ano.
"Desde o dia 01 de janeiro até 23 de março foram regitados 635.161 casos de dengue, dos quais 1.243 são considerados graves, e foram registadas 108 mortes", acrescentou a mesma fonte ministerial.
Esta doença propaga-se, normalmente, através do mosquito "Aedes aegypti" e provoca febres altas, dores de cabeça, dores nas articulações, podendo tornar-se hemorrágica e mortal.
Em 2012, registaram-se 167.279 casos de dengue e ocorreram 102 mortes.
Apesar do aumento nas notificações, o registo de casos graves diminuiu de 1.316 para 1.243.
A quantidade de mortes passou, todavia, de 102 para 108 casos. Os estados com maior incidência da doença são Mato Grosso do Sul (2.947,8 casos por 100 mil habitantes), Goiás (1.366,9 por 100 mil) e Espírito Santo (801,5 por 100 mil), lê-se na página da Internet brasileira "Combate a dengue".
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a maior parte dos casos notificados são de vírus que circulam há pouco tempo no país.
"A maior parte da circulação é de dengue tipo 4, que é um vírus novo, que vem circulando desde 2011 no país. E uma circulação também de dengue tipo 1. Ou seja, afeta pessoas que não tiveram dengue tipo 1 ao longo da história da epidemia de dengue no nosso país, que começou em 1985?, afirmou.
Em 2010, o Brasil registou uma epidemia de dengue que afetou 579.818 pessoas e fez 285 mortes, segundo os números oficiais, e que foram revistos em baixa.
No Brasil, 95% dos casos aparecem no primeiro semestre no ano e os piores meses são abril e maio.

por Lusa, publicado por Luís Manuel Cabral
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"Rio não está preparado para a dengue tipo 4", afirma especialista


Pior surto acontecerá na Copa das Confederações e JMJ, prevê


“A cidade do Rio de Janeiro não está preparada para a chegada da dengue do tipo 4”. A afirmação de Eraldo Bulhões Martins, médico clínico especialista em dengue e diretor de comunicação do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SINMEDRJ), põe em xeque as políticas de saúde propostas pelos órgãos municipais e estaduais de saúde.
Embora alguns casos de dengue tipo 4 já tenham sido registrados no Rio, como indica a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Martins afirma que são casos que ainda não correspondem a um surto desse novo vírus. Dados da SMS indicam que 19.602 já foram infectadas com algum vírus da dengue no Rio neste ano.
“Até o fim de maio ainda teremos muitos casos de dengue na cidade. A do tipo 4 está um pouco atrasada aqui porque como se trata de um vírus novo, que veio da Venezuela e Colômbia, ainda está chegando nos estados brasileiros”, afirma Martins, ao chamar atenção para o fato de que o pior surto de dengue neste ano será nos períodos da Copa das Confederações e Jornada Mundial da Juventude, quando a cidade receberá muitos estrangeiros.
Segundo Martins, em relação à dengue tipo 4, o momento é de hidratar a população para quando o vírus chegar em massa ao Rio. Ele explica que a hidratação do corpo para evitar qualquer tipo de dengue é a mesma: “muito potássio”.
“Muitas pessoas pensam que basta simplesmente tomar muita água, mas, pelo contrário, a água ajuda a eliminar o potássio do corpo. É preciso equilibrar. Se o infectado com o vírus da dengue ingerir grande quantidade de potássio, seja tomando uma laranjada ou comendo muita banana, e depois tomar um ou dois copos d’água, ele está hidratado. E quem está com o corpo hidratado não morrerá de dengue. Do ponto de vista do tratamento clínico, a dengue 4 é a mesma das outras”, afirma o médico.
Equívoco
Na opinião de Martins há um equívoco por parte das autoridades de saúde do país, em relação à proliferação do mosquito da dengue.
“Passam para a população que o mosquito da dengue põe seu ovo em água parada. Na verdade, ele põe em local seco. Um exemplo são as caixas d’água. O mosquito não coloca o ovo na água e sim na parede, acima do espelho d’água”, afirma Martins.
Outra crítica do médico é na questão dos chamados “fumacês”, aquele caminhão com substâncias químicas, muito utilizado em condomínios fechados.
“Essa fumaça somente mata os predadores do mosquito da dengue, como pássaros e lagartixas, criando ainda um desequilíbrio ecológico”, ressalta Martins.
*Do Programa de Estágio do Jornal do Brasil
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Temperatura do corpo humano modifica vírus da dengue, diz estudo


O mosquito da Dengue (Foto: Divulgação)
Cientistas demonstraram nesta segunda-feira (8) que o vírus da dengue adquire formas diferentes dependendo do ambiente em que ele está. A descoberta deve ter implicações sobre a produção de vacinas contra a doença.
A equipe de Michael Rossmann, da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, analisou o vírus da dengue usando um microscópio especial que trabalha com diferentes temperaturas. Nele, observaram as transformações pelas quais o vírus passa. As conclusões do estudo foram publicadas pela “PNAS”, revista da Academia Americana de Ciências.
Em temperatura ambiente, o vírus tem uma superfície lisa. Porém, quando a temperatura passa dos 33 graus, ele tende a ficar um pouco maior e a adquirir uma superfície irregular, que infecta mais facilmente o corpo dos mamíferos. Depois que a alteração ocorre, resfriar o vírus não o faz retomar a estrutura original.
Assim, os autores do estudo apontam que a diferença estrutural deve ser levada em conta pelos cientistas que trabalham na elaboração das vacinas. Afinal, os anticorpos precisam se ligar ao vírus, e esse contato é feito na superfície do organismo.Na prática, isso quer dizer que o próprio corpo humano oferece ao vírus um ambiente no qual ele se torna mais nocivo. O corpo do mosquito fica em temperatura ambiente, geralmente abaixo dos 33 graus, onde o vírus tem a superfície menos agressiva. Porém, o corpo humano se mantém a uma temperatura em torno dos 37 graus e, desta forma, altera a estrutura do vírus – isso ocorreu em 96% dos casos na experiência conduzida por Rossmann.
Até o momento, não existe uma vacina considerada eficaz e segura contra a dengue. Além do desafio em relação à estrutura do vírus, os cientistas precisam também levar em conta que existem quatro subtipos – cepas – diferentes, e que uma vacina deveria gerar proteção contra os quatro.
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Paracetamol (tylenol)-destroi o figado-verdade ou mentira?

08 abril, 2013

tylenol

paracetamol_facebook




Verdadeiro ou falso?


A pesar de conter algumas partes reais, a mensagem tem todas as características de um boato digital:
  • Trata de um assunto que interessa muita gente. No caso, saúde
  • Não é datada. Dessa forma, quem lê o artigo pela primeira vez, acredita que se trata de algo novo
  • Usa nomes de pessoas e de instituições de qualidade para dar mais credibilidade ao que se quer passar
  • É confusa e cheia de contradições
  • Mescla elementos reais com invencionices
  • Pede para ser espalhada para o maior numero de pessoas possível

O Doutor Renan Marinho


Como já falamos inúmeras vezes aqui no E-farsas, o boateiro digital quando cria um hoax, na maioria das vezes, usa o nome de alguém (e/ou de alguma instituição) importante para adicionar um teor maior de veracidade àquilo que está tentando espalhar. Afinal de contas, se um doutor – que também é professor de medicina em uma boa faculdade – está falando sobre aquilo, deve ser verdade…

Mas não é bem assim.
Uma rápida busca por “Dr Renan Marinho” no Google nos leva à página do próprio doutor, onde ele mesmo explica (em 2011!) que não é de sua autoria o texto que circula pela web e atribuído a ele.
No entanto, o doutor também ressalta que, assim como está informado na bula do Paracetamol, o medicamento não deve ser usado por mais de 10 dias consecutivos, sob o risco de afetar a função hepática e sobrecarregar a função renal.
No caso de pacientes com dengue, o Dr. Renan deixa bem claro que o uso do Paracetamol deve ser totalmente evitado, “pois seu metabolismo inadequado nestas condições pode levar a graves lesões hepáticas”.
Para finalizar, o doutor sugere que pessoas com suspeita de dengue devem usar outros medicamentos no lugar do Paracetamol como, por exemplo, o Ibuprofeno.

Do site E-farsas:
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Novo procedimento descobre se paciente tem dengue em apenas 10 minutos


O teste rápido tem facilitado o diagnóstico clínico e a assistência aos pacientes com a doença

Hospitais públicos do Distrito Federal começaram a implementar o teste rápido para detectar a dengue em pacientes com sintomas da doença. O teste, que fica pronto em aproximadamente dez minutos, tem facilitado o diagnóstico clínico e a assistência aos pacientes com a doença.

Com a implantação desse novo procedimento, que vem sendo utilizado desde o início de março, ficou mais fácil confirmar os casos da doença e, por isso, o número de pacientes diagnosticados com a dengue aumentou consideravelmente. Até o dia 26 de março, foram notificados 3.384 casos suspeitos e deste total 1.296 foram confirmados. Comparado com o mesmo período de 2012, onde foram confirmados apenas 287 casos de dengue, houve um aumento de 351,6%. 
“No exame antigo o diagnóstico só era detectável a partir de sete dias. Mesmo que se fizesse o teste antes disso, o resultado seria negativo. Com o teste rápido, a confirmação (positiva ou negativa) sai em pouco mais de dez minutos. O médico que antes atendia apenas com a abordagem sindrômica (quadro clínico), agora tem a vantagem de tratar um paciente já com o diagnóstico confirmado”, explica o Dr. Dalcy de Albuquerque, chefe do Núcleo de Controle de Endemias da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF).
Ainda de acordo com Albuquerque, apesar de o teste aumentar o número de casos confirmados da doença, o que pode assustar muitas pessoas, isso significa um avanço significativo na assistência. "Os médicos passam a estar mais preparados, sabendo exatamente do que estão tratando. Os pacientes também passarão a se prevenir mais. Não podemos deixar de lembrar que hoje cerca de 90% dos focos de dengue são encontrados dentro das próprias residências", afirma o médico.
Segundo a SES - DF, 80% dos hospitais públicos do DF já implataram o teste rápido.

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Mais de 79.500 casos de dengue foram notificados no Estado do Rio

07 abril, 2013


A secretaria estadual de Saúde confirmou as duas primeiras mortes por dengue na cidade do Rio de Janeiro, elevando para cinco o número de óbitos pela doença no Estado. Apesar de o número de mortes ter caído com relação ao ano passado, chama atenção o expressivo aumento no número de casos da doença - até o dia 30 de março foram notificados 79.587 casos suspeitos no Estado, contra 56.912 no mesmo período do ano passado - quase 23 mil casos a mais.
A última figura pública vítima de dengue é o ator Miguel Falabella. Na quinta-feira(4) ele passou mal durante uma gravação e depois de passar por exames confirmou-se a suspeita da doença. Curiosamente, Falabella mora em um dos bairros do Rio com menos registro da doença - a Lagoa Rodrigo de Freitas - mostrando que ninguém está livre do perigo. 
O multiartista terá de diminuir o ritmo e adiar seus projetos simultâneos: Pé na cova e Alô Dolly, bem como as audições que acaba de abrir para o musical A madrinha embriagada”, versão brasileira de The Drowsy Chaperone, o qual vai dirigir, além de fazer a adaptação para o português.
Enquanto a Lagoa teve em média um caso de dengue para cada 588 habitantes, na quase vizinha, Rocinha, a cada 90 moradores um foi infectado.

Falabella engorda os registros de dengue no RJ
Falabella engorda os registros de dengue no RJ

O estado do Rio tem hoje 45 municípios em situação de epidemia e, segundo a Secretaria de Atenção à Saúde, os registros de dengue na região Sudeste devem continuar crescendo até o mês de maio.
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MINISTÉRIO DA SAÚDE SUSPENDE AS TRANSFERÊNCIA DE RECURSOS PARA 539 MUNICÍPIOS.


Ao todo 539 Municípios tiveram suspensas as transferências de recursos para a manutenção de equipes dos Programas Saúde da Família, de Saúde Bucal e de Agentes Comunitários de Saúde.
 A lista foi divulgada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 5 de abril, por meio da Portaria 546/2013.

Em fevereiro, o Ministério da Saúde suspendeu o repasse para 469 Municípios por conta de irregularidades no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) apresentadas em janeiro. Agora, a nova lista é referente a irregularidades no SCNES ocorridas no mês de fevereiro.

  • Todos os 26 Estados têm Municípios listados.

Até mesmo capitais como São Luís (MA), Salvador (BA), Boa Vista (RR), Rio de Janeiro (RJ), Teresina (PI), João Pessoa (PB), Belém (PA), Cuiabá (MT) e Campo Grande (MS) tiveram as transferências suspensas. Alguns Municípios presentes nesta segunda portaria estavam também na primeira lista de fevereiro. Outros Municípios, como Fortaleza (CE), por exemplo, constava em janeiro e saiu em fevereiro.




FONTE: COFEMAC
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