Causa da Microcefalia não é Zika Vírus, foram as vacinas em gestantes; diz estudo.

02 fevereiro, 2016


Autor do estudo: Dr. Plínio Bezerra dos Santos Filho, PhD. Realizou estudo e assinou denúncia junto ao Ministério Público. Vale a pena conferir.
Microcefalia em Pernambuco e Brasil. Acabo de fazer uma denúncia assinada junto ao Ministério Público Federal. Ver abaixo:
Denúncia de Crime contra a população brasileira, uma sequência de erros e procedimentos grosseiros, realizados pelo Ministério da Saúde, SUS, seus institutos associados e suas autoridades constituídas, que provocaram e continuam provocando a atual crise de MICROCEFALIA (MC) em todo o Brasil. Análise mais detalhada e específica de dados e fatos referentes ao Estado de Pernambuco.
Autor: Dr. Plínio Bezerra dos Santos Filho, PhD
Pós-doutor pelas universidades americanas de Harvard, Washington University em St. Louis e North Carolina State University; Doutor pela Washington University em St. Louis; Mestre e Bacharel em Física pela UFPE; Áreas de atuação: Ressonância Magnética, com trabalhos em neurologia, próstata, Física do Estado Sólido, entre outros.

RESUMO DESTA DENÚNCIA
A crise de Microcefalia (MC) que surgiu no Estado de Pernambuco, com um pico máximo de casos em novembro de 2015, não se deve ao vírus ZIKV e nem é uma epidemia. Quatro fatos-causa principais existem e claramente explicam os dados, números de casos e períodos das notificações. 
Os dados que aqui reporto e analiso estão sob o domínio público, na imprensa e Ministério da Saúde, podendo ser verificados. Não fui permitido acesso a dados mais completos e precisos oficiais, o que, ao meu ver, tornariam esta denúncia ainda mais evidente, por recuar o pico máximo da Microcefalia em Pernambuco para trás no tempo em um mês ou mais. Me atenho ao Estado de Pernambuco, em grande parte desta denúncia, pois é o que possui dados divulgados ao público de forma mais completa e também é o marco inicial da notificação compulsória da MC no Brasil. 
Os 4 fatos-causa que explicam o comportamento temporal do gráfico que apresento são: 
A) O pico máximo do número de casos em Pernambuco corresponde a um primeiro trimestre de gestação entre janeiro e abril de 2015 com nascimentos microcefálicos. Isso deve-se à vacinação de mulheres em período fértil contra o sarampo com a vacina tríplice, que contém o virus vivo da rubéola. No Ceará, esta vacinação contra o sarampo em mulheres no período fértil com a vacina tríplice continuou até meados de abril; 
B) O alarmante número de casos, que começam a aparecer em agosto-outubro de 2015, provoca a compulsoriedade, pelo Ministério da Saúde, de notificação de Microcefalia em todo o país. A obrigatoriedade de notificação pelo Ministério da Saúde aumenta o pico e alarga a curva gráfica em torno do seu máximo; 
C) A causa que provocou o pico máximo de casos de microcefalia em novembro de 2015, nos dados para Pernambuco, fica rarefeita e é substituída, na atualidade, por um outro fato-causa que embora presente nas notificações iniciais, era pouco evidente. Em novembro de 2014, o Ministério da Saúde inclui a vacinação contra Difiteria, Tétano e Pertussis no protocolo pré-natal de gestantes no último trimestre de gestação, a partir do sexto mês de gravidez.; e 
D) O pico máximo de casos de Dengue no Estado de Pernambuco é entre 20 de março e 10 de abril de 2015 e isso requereria, por associação, desde que temos o mesmo mosquito vetor, um pico máximo no gráfico de Microcefalia entre final de dezembro e início de janeiro de 2016 e não em novembro de 2015 como tivemos. Isso, por si só, colocaria possíveis efeitos do ZIKV como causador de Microcefalia em importãncia menor e não como o principal causador da Microcefalia.
APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS GÁFICOS ANEXOS
É necessário lembrarmos que uma gravidez humana tem em média 9 meses.
O gráfico da Microcefalia em Pernambuco, notificação-a-notificação no tempo, mostra um evento com máximo em cerca de 20 novembro de 2015, curva VERMELHA; a totalidade dos casos notificados é apresentada na curva AZUL. 
As curvas são baseadas em estatística muito simples, como as usadas para análise de epidemias. O número de casos é associado ao seu instante de notificação no tempo. 

Três retângulos coloridos registram, no gráfico, regiões de interesse: 
i) O retângulo vermelho, de 20 de setembro de 2015 a 18 de janeiro de 2016, marca a região da curva com notificações de Microcefalia em Pernambuco; 
ii) Tomando-se o centro do retângulo vermelho e recuando todo este retângulo vermelho 9 meses no tempo, uma gestação, temos o retângulo violeta. O retângulo violeta corresponde à região no tempo de 1 de janeiro a 30 de abril de 2015. Um nascimento de microcefálico na curva do retângulo vermelho tem, necessariamente, um início de gestação no retângulo violeta, data em média 9 meses anterior; 
iii) O retângulo amarelo, de 8 de novembro a 31 de dezembro de 2015, corresponde à vacinação contra sarampo em Pernambuco pelo SUS. Devido possivelmente à Copa do Mundo de Futebol, muitos estados e em sua maioria no Nordeste, apresentaram sarampo em forma quase epidêmica, entre 2013 e 2014; 
iv) A curva vermelha e fina entre 15 de fevereiro e 30 de junho de 2015, com o seu máximo no início de abril, registra, para completude desta denúncia, a epidemia de Dengue em Pernambuco para 2015.
FATOS-CAUSAS, de A a D, acima:
A) VACINA TRÍPLICE: As chamadas públicas e oficiais para vacinação contra sarampo em Pernambuco, pelo Ministério da Saúde e SUS, foram de de 8 de novembro a 31 de dezembro de 2014. Isso foi devido às centenas de casos de sarampo em PE e CE. 
No Ceará, a vacinação foi estendida até meados de abril de 2015 e inclusive com visitação para vacinação a domicílio. Nas chamadas oficiais, o convite é feito para a vacinação de mulheres em período fértil contra o sarampo. Se a mulher em período fértil engravidar em até 3 meses após a vacinação ou se estiver grávida, no início da gestação e não o souber, os efeitos do Rubella Virus da vacina tríplice são devastadores ao feto e são conhecidos há décadas. Problemas encefálicos, visuais ou cardíacos no feto/recém-nascido podem ser facimente encontrados na literatura deviso à rubéola. 
O que atualmente se divulga como sendo ZIKV é facilmente associado à rubéola. E tivemos sim uma grande vacinação com a vacina tríplice em Pernambuco no final de 2014. Segundo o gráfico de Microcefalia para Pernambuco, Fig. 1, o máximo da curva corresponde e pode ser associado à vacina tríplice usada para o sarampo. A microcefalia é então o efeito colateral do componente de rubéola da vacina tríplice para Sarampo, Cachumba e Rubéola. Este erro é grotesco e houve.
É preciso, também, ter em mente que o vírus da rubéola provoca, quando não o aborto, a síndrome da rubéola congenita e a microcefalia é apenas uma manifestação da tríade clássica: microcefalia, catarata e surdez.
Ver a fala do secretário de saúde de Pernambuco na época:
Esta chamada foi feita pelas várias secretarias de saude pelo nordeste, sob recomendação do Ministério da Saúde.
Devido à vacina tríplice em mulheres no período fértil, os casos de Microcefalia vão continuar até nove meses depois do término desta vacinação, mais o período inicial de atuação desta vacina no corpo da jovem, o que nos dá um total efetivo de pelo menos 12 meses após a vacina ter sido tomada. 

Como um outro fato exemplo, aqui está uma das chamadas para vacinação de sarampo no Ceará:

OBSERVAÇÃO
Não é o caso de vacinação com a vacina tríplice em mulheres grávidas. Isso pode até ter acontecido, erro grosseiro, mas não acredito ter sido a norma. Eu me refiro às mulheres que engravidaram após se vacinarem. 

Temos as nossas grandes festas culturais de final de ano de 2014 e o carnaval de 2015. Os gráficos apontam para inicio de gravidez entre janeiro a abril de 2015 em Pernambuco. E o efeito da vacinação de rubéola dura meses e estes estariam associados ao primeiro trimestre de gestação. 
Também, não estou me referindo a vacinas vencidas ou contaminadas, neste caso da vacinação contra o sarampo com a tríplice. Afirmo que a vacinação foi efetiva e de grande alcance nos postos de saúde de Pernambuco. 
A Microcefalia que se apresenta 9, 10, 11 ou 12 meses depois de uma jovem fértil ter sido vacinada com a tríplice é devido à componente da rubéola na vacina.
EXEMPLO
Por favor, notem este possível diálogo entre uma atendente em um posto de saúde e uma mulher jovem que foi tomar vacina de sarampo:
— Vim tomar a vacina de sarampo. Um conhecido meu está com sarampo.
Você está grávida?

— Não.
A sua carteira de vacinação… etc.
A jovem engravida nos próximos 3-4 meses e temos um percentual bem alto de casos de acometimento do sistema nervoso central do feto, devido a contaminação do feto no primeiro trimestre de gestação.
Nada mais claro do que isso para explicar como é que em Pernambuco a Microcefalia aparece com números descabidos em novembro de 2015, do litoral ao sertão, ao mesmo tempo. 

A vacinação de sarampo foi oficialmente satisfatória no estado, segundo a Secretaria de Saúde Estadual.
A explosão da Microcefalia em Pernambuco provoca o próximo fato-caso: 
B), abaixo.
B) NOTIFICAÇÃO COMPUSÓRIA: O alarmante número de casos, que começam a aparecer em agosto-outubro de 2015, provoca a compulsoriedade, pelo Ministério da Saúde, de notificação de Microcefalia em todo o país. A obrigatoriedade de notificação aumenta o pico máximo da curva no gráfico e a alarga em torno do seu pico para Pernambuco. 

Aqui em Pernambuco existiam obstáculos consideráveis, mesmo para médicos, para se aprofundar nos dados de microcefalia existentes na Secretaria Estadual de Saúde. A SES recebia a Declaração de Nascido Vivo (DNV) de todo estado para digitalizar e assim centralizava os dados. Acontece que a DNV não contém o dado antropométrico de perimetro cefálico, somente peso ao nascer, idade gestacional e Índice de Apgar. 
A notificação de defeito congenito (incluindo microcefalia) ficava dependente da observação do declarante (em geral um pediatra). Portanto, a única forma fiel de acessar dados sobre microcefalia era fazer uma busca ativa nos registros das maternidades. 
Provavelmente devido a isso, o Ministério da Saúde torna compulsória a notificação de casos de microcefalia em todo o Brasil no final de outubro de 2015. Mas, não está claro neste momento se todos os estados notificam a totalidade dos seus casos. 
C) VACINA DTP APÓS SEXTO MÊS DE GESTAÇÃO: Não fosse o “erro” operacional devido à vacinação de jovens no período fértil contra sarampo no Nordeste, dificilmente saberiamos do efeito da vacina DTP que está provocando Microcefalia em todo o Brasil presentemente.
Em novembro de 2014, o Ministério da Saúde inclui a vacina dTpa contra Difiteria, Tétano e Pertussis no protocolo pré-natal de gestantes no último trimestre de gestação, i. e., a partir do sexto mês de gravidez. A causa que provocou o pico máximo de casos de microcefalia em novembro de 2015, em Pernambuco, fica rarefeita e é substituída, na atualidade, por este outro fato-causa que embora presente nas notificações iniciais, era pouco evidente. 
Em 2014, grande divulgação pública foi feita quanto à utização da vacina dTpa (o a significa acelular) como parte do protocolo pré-natal nacional de gestantes. Foi veiculado um acordo entre o MS-SUS para repasse da tecnologia de fabricação da dTpa no Brasil, com o apoio técnico do laboratório GlaxoSmithKline Pharmaceuticals (GSK). 
O instituto Butantan, que só produzia e ainda produz a DTP ou DTPw (com bactéria viva Bordetella Pertussis, da coqueluche atenuada) para o programa nacional de imunização, passaria a produzir a vacina sem a bactéria viva a vacina dTpa, usada no primeiro mundo.
 A vacina DTP deixou de ser fabricada pela maior parte das indústrias farmaceuticas do mundo. O SUS ainda usa a DTP para vacinar as crianças de 2 meses a 7 anos. Foi também anunciado, em 2014, que o Ministério da Saúde adquirira a dTpa no mercado internacional, 4 milhões de doses, ao custo de R$ 87,2 milhões, que cobririam as 2,9 milhões de gestantes e adultos em 2015, mas que progressivamente substituiria a DTP pela dTpa para todos.
O problema com a vacina DTP ou DTPw (atenuada), que parou de ser usada nos EUA em 1995, é que ela causa, entre outras patologias, a microcefalia. É aqui que aparece o problema:
 a) em meados de 2015, o Ministério da Saúde anuncia que não consegue comprar a dTpa no mercado internacional, pois está em “falta” e anuncia a sua troca pela vacina penta-valente, fabricada no Brasil pelo Instituto Butantan. 
Isso é bastante estranho, pois na rede privada de saúde do Brasil, uma gestante pode tomar, pagando, a dTpa que não se encontra em falta. 
Pergunto onde foram parar as 4 milnões de doses de dTpa para as gestantes e pessoal de saúde e que seriam usadas em 2015? 
Por que em 2105 toda e qualquer menção ao acordo de transferência de tecnologia para a produção de dTpa com a GSK somem no Brasil? 
Também, a própria vacina dTpa não é recomendada para uso em gestantes pelos laboratórios que as fabricam, e isso está escrito nas bulas destas vacinas.
D) O ZIKV: Uma causa e efeito devido ao ZIKV, necessariamente, acompanharia a epidemia causada pelo mosquito vetor. Não é o que a curva AZUL, Fig. 2, apresenta. 
Neste momento, e desde após o pico em Pernambuco, a curva tende a uma constante de casos por dia, o que requer, em qualquer estudo de epidemias, uma causa diária constante de contaminação. 
O mosquito vetor, Aedes Aegypti, é o mesmo para Febre Amarela, Dengue, Chikungunya e ZIKV. É razoável considerar, ao menos em primeira ordem, que o período de uma epidemia de dengue estaria associada a uma epidemia de ZIKV no tempo. É o mesmo mosquito. O período de incubação da dengue no homem varia de 4 a 10 dias, sendo em média de 5 a 6 dias; após este período surgem os sintomas de dengue; para o ZIKV isso está em estudo no momento. Mas o número de casos por dia é muito alto e se apresenta como uma constante, uma média de 15 casos dia desde o final de novembro de 2015. 
A causa de efeito constante, os casos de microcefalia, requer uma contaminação constante. A VACINA DTP, a versão usada pelo MS-SUS é esta causa, pois todas as grávidas devem se vacinar após o sexto mês de gestação. Temos aqui uma constante que não existia antes de novembro de 2014 e isso explica o porque de todo o Brasil est´å apresentando casos de microcefalia.
Para ZIKV a curva estaria aumentando, acompanhando o aumento do aedes, como temos na propaganda oficial massiça neste momento. Mas o comportamento do gráfico requer uma causa CONSTANTE! A dengue em Pernambuco foi entre 15 de fevereiro ao final de abril. Isso significaria, se fosse o ZIKV, que é o mesmo aedes da dengue, uma grande contaminação neste período. Acontece que isso deslocaria a curva da microcefalia para meados de janeiro de 2016 e esta não seria em novembro de 2015! 
O pico da dengue que está em 15 de abril, provocaria uma região de casos centrados em 15 de janeiro como temos aqui!
Dengue em PE 2015

Questiono, também, um dos marcadores usados para a identificação do ZIKV, o IgG, que aparece em contaminações pela rubéola/rubella, o que o torna inespecífico, exigindo, assim, uma procura pelo DNA do ZIKV, ou um marcador específico e único, para validar os testes de presença do ZIKV nas amostras provenientes de bebês com microcefalia.
CONCLUSÃO
Pelo que demonstro, as causas que provocaram e provocam o grande número de casos de microcefalia em Pernambuco estão associadas a 2 vacinas: 

a) a vacina tríplice erroneamente administrada a jovens no período fértil e b) a vacina usada para coqueluche no Brasil pelo MS-SUS. Pernambuco teve, acredito, 60 municípios com sarampo em 2014. Foi recomendação oficial da Secretaria de Saúde do estado de Pernambuco que a vacinação de sarampo fosse feita em toda a população vunerável nestes municípios e em quem teve algum contato com os acometidos nestes municípios. Só esta constatação explica porque a microcefalia aparece por todo o estado de Pernambuco ao mesmo tempo. Mas isso é somente o pico máximo inicial da curva de microcefalia para PE. A largura do pico tem a ver com a notificação se tornar compusória. As notificações atuais não mais tem a ver com a vacina tríplice. O estado atual de 15 casos por dia de microcefalia em Pernambuco está relacionado com a vacina DTP, DTPw (e suas outras siglas) para difiteria, tétano e pertussis, administrada a “todas” as grávidas a partir do sexto mês de gravidez.
RECOMENDAÇÕES
Parar toda e qualquer vacinação de grávidas ou jovens no período fértil em todo o Brasil!
É muito fácil verificar o que apresento aqui: 
1) Basta analisar as carteiras de vacinação das mães com crianças com microcefalia, por exemplo;
2) Fazer o cruzamento dos dados do posto de vacinação municipal, nos 60 municipios de PE com a ocorrência de microcefalia com a vacinação de sarampo;

3) Com dados oficiais completos, todo e qualquer estado da federação pode ter curvas de causa-efeito plotadas para microcefalia;
4) Apurar as responsabilidades de todas as instituições e suas autoridades, nas pessoas dos seus representantes contituídos, pelos erros e procedimentos que estão provocando este grande número de casos de microcefalia em todo o País; e
5) Acabar com esta aparente farça que pretende singularizar o ZIKV pelos casos de microcefalia no País, quando temos duas causas gritantes que explicam o porque da quantodade absurda de casos de microcefalia no Brasil.
OBSERVAÇÃO FINAL

Me coloco à disposição do MPF para maiores esclarecimentos e para a transferência da grande quantidade de documentos, matérias e artigos científicos que pesquisei, para auxiliar as investigações.
22 de janeiro de 2016.
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MP dá prazo para que UPAs de Pernambuco melhorem atendimento

14 janeiro, 2016

Unidades estão superlotadas por causa do aumento do número de casos de dengue.

O Ministério Público de Pernambuco deu um prazo de um mês para que as Unidades de Pronto Atendimento do interior do estado encontrem soluções para melhorar o atendimento aos pacientes. As unidades estão superlotadas por causa do aumento do número de casos de dengue.
Uma cena que se repete a todo instante. Os carros estacionam e as pessoas saem com os passos lentos e sintomas semelhantes.   

É o que acontece diariamente nas Unidades de Saúde de Pernambuco, o estado nordestino que mais registrou casos de dengue no ano passado. Foram 50.036, crescimento de 622% em relação a 2014.E 2016 começou com emergências lotadas.

Em Pesqueira, no agreste de Pernambuco, o maior hospital da cidade costumava receber 170 pessoas por dia. Agora são 220.
Em Caruaru, maior cidade do interior de Pernambuco, as unidades de saúde estão lotadas. Em um hospital municipal, nos últimos meses a média de atendimentos dobrou. Passou de 100 para 200 por dia. Na UPA municipal, a população se queixa da falta de médicos.
“Só tem um médico atendendo não sei quantas pessoas”, reclama uma mulher.
A responsável pelas unidades diz que vai contratar para atender o aumento do npumero de casos de dengue.
“Na próxima semana nós estamos contratando médicos, clínicos gerais para dar reforço nesses plantões de 12 horas por dia”, afirma Ana Elisabete França.
Um vídeo mostra a superlotação na UPA estadual.
O Ministério Público de Pernambuco entrou no caso. Para os promotores de Justiça, a situação mais crítica é a das unidades de pronto-atendimento. Eles acreditam que as medidas emergenciais tomadas foram importantes, mas insuficientes e deram um prazo para os gestores dessas unidades tracem um plano de combate a superlotação
"Não é razoável uma pessoa chegar de manhã e sair à noite de um atendimento e a gente precisa que o estado e o município apresentem medidas emergenciais uma vez que estamos vivendo uma situação de urgência”, comenta o promotor de Justiça Paulo Augusto Freitas.
A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco declarou que a unidade de pronto atendimento de Caruaru está funcionando com o quadro profissional completo.
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Zika avança em Pernambuco

07 janeiro, 2016

Em 15 dias, virose relacionada aos casos de microcefalia e Guillain-Barré teve alta de 481% nas notificações


Os casos suspeitos de zika, vírus que está sendo relacionado à microcefalia e à Síndrome de Guillian-Barré, avançam em Pernambuco. Até o dia 22 de dezembro, eram 172 casos em 31 municípios. Agora, 15 dias depois, as notificações chegam a mil em nove regionais de saúde que se espalham pela Região Metropolitana, Mata, Agreste e Sertão. O aumento chega a 481%. Os casos suspeitos de chikungunya também aumentaram nesse mesmo período, com alta de 45%. Já são 2,5 mil pernambucanos com sintomas dessa enfermidade. Nesse mesmo tempo, tiveram mais 4,6 mil notificações de dengue (3% a mais, passando de 136 mil para 140,8 mil).

Apesar dos números apontarem para uma possível epidemia combinada de zika, dengue e chikungunya, a coordenadora de arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Claudenice Pontes, avalia que é preciso investigar melhor essa hipótese. No entanto, é certo que o Estado vive um surto viral caracterizado por manchas vermelhas no corpo. “Estamos com evidência de uma epidemia de doença exantemática. O que vai definir isso são as confirmações dos casos após uma investigação. Não podemos dizer que há epidemia somente pelos casos suspeitos. Caso suspeito serve para nortear as ações”, disse.
Enquanto isso, as confirmações laboratoriais tendem a demorar, principalmente, em relação ao zika, que ainda não tem teste sorológico específico - o exame de biologia molecular (PCR) que identifica o vírus ainda não está sendo realizado em Pernambuco. Com relação à dengue, dos 140,8 mil casos suspeitos, 50 mil foram atestados. De chikungunya, dos 2,5 mil notificados até agora, 446 foram confirmados.
Claudenice Pontes destacou, ainda, que o aumento de notificações para as três doenças significa uma maior sensibilização da vigilância dos municípios. Contudo, ainda não está claro o mapa de distribuição e prevalência de uma arbovirose a outra. “No início da doença é muito difícil saber se a pessoa está com chikungunya ou zika, pois elas são muito parecidas. Há edema. Há exantema. Então, estão notificando para as duas coisas e deve ser assim mesmo”, explicou.
COMBATE - Em um cenário no qual circulam quatros tipo de dengue além de zika e chikungunya, todos com o Aedes como vetor de transmissão, as ações de combate ao avanço das doenças se concentram no mosquito. Pernambuco tem 61 municípios em risco de surto e 70 em alerta.
Microcefalia: quarto óbito no Estado
Mais um óbito de bebê suspeito de microcefalia foi registrado em Pernambuco nesta semana. Agora são quatro mortes em investigação. O caso mais recente foi de uma menina, no dia 23 de dezembro, na cidade de Ipojuca. Ela nasceu com 40 semanas e morreu pouco depois. Além dela, os outros óbitos foram de natimortos no Recife e São Lourenço da Mata. No boletim divulgado pela SES, ontem, os bebês suspeitos de microcefalia já são 1.185, alta de 15% em 15 dias. Já no País, as notificações chegaram a 3.174, em 684 municípios de 21 unidades da federação.
O percentual de novos casos notificados de microcefalia tem desacelerado nas últimas semanas. “Há uma redução na velocidade de aumento. Isso já era até esperado”, comentou o diretor de Controle de Doenças e Agravos da SES, George Dimech. Segundo ele, isso reflete uma sazonalidade do zika vírus, que teve picos maiores no início de 2015. “Como o evento está relacionado ao zika e os casos do vírus no período de seis a nove meses atrás diminuíram, diminui também a incidência de microcefalia (agora)”, completou.
Um dado de destaque no boletim estadual foi o salto de gestantes que apresentaram exantema e estão sendo acompanhadas para verificar a possível ocorrência de microcefalia no feto. Entre 2 e 20 de dezembro, eram 155 grávidas. Ontem o número subiu para 349 gestantes. As confirmações da malformação do bebê intraútero se mantiveram em quatro delas.
AMAZONAS - Pela primeira vez, está sendo investigado um caso da malformação no estado do Amazonas. No País, também estão em investigação 38 óbitos de bebês com microcefalia possivelmente relacionados ao vírus zika. Pernambuco continua a encabeçar a lista de bebês suspeitos da anomalia, sendo seguido pela Paraíba (504), Bahia (312), Rio Grande do Norte (169), Sergipe (146), Ceará (134), Alagoas (139), Mato Grosso (123) e Rio de Janeiro (118).
06/01/2016 08:33 - Renata Coutinho, da Folha de Pernambuco
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Exames para detecção de dengue e chikungunya passam a ter cobertura obrigatória

05 janeiro, 2016

A partir de hoje (2), operadoras de planos de saúde em todo o país serão obrigadas a oferecer cobertura para o teste rápido de dengue e a sorologia para febre chikungunya. Além dos dois exames laboratoriais, outros procedimentos foram adicionados ao rol pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
A entidade destacou que o diagnóstico do vírus Zika, recém-chegado ao Brasil e também transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, pode ser presumido pela exclusão da dengue e da febre chikungunya e pelo acompanhamento dos sintomas clínicos da doença.
“A ANS está alinhada ao Ministério da Saúde nas ações para prevenção e combate aoAedes aegypti. No nosso site, a população pode obter maiores informações sobre a prevenção dessas doenças”, informou a gerente-geral de Regulação Assistencial da ANS, Raquel Lisbôa.
O rol de procedimentos da ANS consiste em uma lista de cobertura obrigatória por planos de saúde, baseada em doenças classificadas pela Organização Mundial da Saúde. O índice é revisado a cada dois anos com base em critérios técnicos para inclusão de novos tratamentos.


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Transmissão do zika vírus deve piorar no verão, diz ministro da Saúde

03 dezembro, 2015

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou nesta quarta-feira (2) que a expectativa dos epidemiologistas da pasta é que o zika vírus “se espalhe para outros estados” brasileiros e que o número de casos deve se multiplicar com a chegada do verão. A estação marca o pico de proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor da doença.



A declaração foi dada em uma cerimônia da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), que entregou um certificado de eliminação da rubéola no Brasil ao ministro. Além do zika vírus, o mosquito também transmite a dengue e a febre chikungunya.
"Há um crescimento vertiginoso da população de mosquitos na época do verão. Principalmente, do mês de fevereiro em diante. Fevereiro e março são os meses que a população do mosquito cresce exponencialmente. Então o momento agora é um momento basal”, disse Castro.
De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde, divulgado em novembro, o zika vírus já foi identificado no Distrito Federal e em 14 estados: Roraima, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Paraná.
"A expectativa é de que o vírus se espalhe para os outros estados e se espalhe até para os outros países” afirmou o ministro. “Por isso, a gente precisa fazer uma ação muito efetiva para combater ao máximo o mosquito”, completou.
O ministro disse ainda que o combate ao mosquito deve ser intensificado até o próximo dia 21, data que marca o início oficial do verão. “O momento, agora, é de menor número da população dos mosquitos. Então é agora que nós temos que agir. Sobretudo, agora no mês de dezembro e no mês de janeiro, destruindo todo o potencial dos criadouros de mosquito."
Alerta a grávidas
O ministro da Saúde também reforçou nesta quarta a recomendação para que mulheres grávidas tomem cuidado extra com o Aedes aegypti. "As gestantes precisam se cuidar muito, colocar telas em todas as casas", declarou.

Na terça (1°), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Opas emitiram um alerta mundial sobre a epidemia de zika vírus. No comunicado, a OMS reconheceu, pela primeira vez em documento oficial, que existe uma relação entre o zika e os casos de microcefalia.

Além disso, as organizações pedem que os países-membros da Opas estabeleçam capacidade de diagnóstico da doença e que reforcem o atendimento pré-natal e neurológico para um eventual aumento no número de casos.
Segundo a OMS, no Nordeste brasileiro, os casos de microcefalia cresceram 20 vezes na comparação dos anos de 2014 e 2015. Em novembro deste ano, o Ministério da Saúde declarou estado de emergência em saúde pública no Brasil por causa do aumento dos casos de microcefalia na região, especialmente no estado de Pernambuco.
Microcefalia
A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com um crânio de um tamanho menor do que o normal – com perímetro inferior ou igual a 33 centímetros. A condição normal é de que o crânio tenha um perímetro de pelo menos 34 centímetros. Essas medidas, no entanto, valem apenas para bebês nascidos após nove meses de gestação, e não são referência para prematuros.

Na maior parte dos casos, a microcefalia é causada por infecções adquiridas pelas gestantes, especialmente no primeiro trimestre de gravidez – que é quando o cérebro do bebê está sendo formado.
Outros possíveis causadores da microcefalia são o consumo excessivo de álcool e drogas ao longo da gestação e o desenvolvimento de síndromes genéticas, como a síndrome de Down.
Número de casos notificados com suspeita de microcefalia por estado até segunda (30):
Pernambuco - 646
Paraíba - 248
Rio Grande do Norte - 79
Sergipe - 77
Alagoas - 59
Bahia - 37
Piauí - 36
Ceará - 25
Rio de Janeiro - 13
Tocantins - 12
Maranhão - 12
Goiás - 2
Mato Grosso do Sul - 1
Distrito Federal - 1
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Exército vai disponibilizar 750 soldados para combater Aedes aegypti em Pernambuco



O Exército Brasileiro vai disponibilizar 750 soldados para combater o Aedes aegypti em Pernambuco. O anúncio foi feito, na manhã desta quarta-feira (2), durante coletiva de imprensa, pelo secretário estadual de Saúde, Iran Costa, e pelo comandante da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada do Exército, General Antônio Eudes Lima. 
Segundo o secretário, os militares passarão a apoiar o trabalho dos agentes de campo no controle do vetor na Região Metropolitana do Recife e nos 19 municípios com maior incidência de casos de dengue e chikungunya, na Zona da Mata, Agreste e Sertão. O Comitê Estadual de Combate ao Aedes aegypti coordenará as ações contra o mosquito, atuando permanentemente pelo Centro Integrado de Comando e Controle Regional, que ficará responsável também pela coleta e análise das informações sobre os indicadores epidemiológicos das doenças.
“A Secretaria vai monitorar, semanalmente, os principais municípios com focos de dengue e, assim, será acionado e fortalecido o trabalho de campo. No entanto, todos são unânimes que uma grande mobilização da população precisa ser feita, já que 90% dos focos dos mosquitos estão em residências. Assim, também reforçaremos o trabalho de comunicação com a população”, comentou o secretário estadual de Saúde, José Iran Costa.
O reforço nas ações de campo começa nesta sexta-feira (4), envolvendo cerca de 200 soldados do Exército, que atuarão na RMR, junto aos agentes de endemias, visitando residências, fazendo o manejo de larvicidas e orientando a população. Neste mesmo dia, terá início o treinamento dos outros soldados, sob a supervisão de profissionais da SES, nos municípios de São Bento do Una, Garanhuns e Petrolina.
Tão logo a capacitação seja concluída, esses soldados passarão a atuar nos 19 municípios do Interior do Estado prioritários no controle do vetor, que inclui cidades da Zona da Mata Norte (Itaquitinga e Goiana), do Agreste (João Alfredo, Lagoa de Itaenga, Passira, Surubim, Jataúba, Taquaritinga do Norte, Vertentes, Brejo da Madre de Deus e Iati), e do Sertão (Arcoverde, Pedra, Inajá, Ibimirim, Custódia, Venturosa, Iguaraci e Tabira). A expectativa é que o trabalho do Exército tenha a duração de três a seis meses.
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Microcefalia: Ministério da Saúde e Opas auxiliam Pernambuco na investigação dos novos casos

29 outubro, 2015

O secretário de Saúde de Pernambuco, José Iran Costa, reuniu-se na segunda-feira (26) com representantes do Ministério da Saúde (MS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para adotar estratégias para investigar o aumento da incidência de recém-nascidos com microcefalia, condição em que o tamanho da cabeça é menor do que o normal para a idade. Profissionais da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e de maternidades de três hospitais da rede pública também participaram do encontro.



Segundo a secretária-executiva de Vigilância em Saúde de Pernambuco, Luciana Albuquerque, o Hospital Barão de Lucena (HBL), o Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc) e o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) foram as unidades de saúde que começaram a perceber a nova realidade. De janeiro a setembro, o Sistema Nacional de Nascidos Vivos (Sinasc) revela que 20 bebês nasceram com essa alteração no crescimento do cérebro em Pernambuco – 70% deles só em agosto e setembro. No mesmo período de 2013 e 2014, foram registrados, respectivamente, 10 e 12 casos.
Aos 20 casos deste ano, acrescentam-se mais 26 novos casos de microcefalia em crianças que nasceram nos últimos 15 dias em maternidades públicas do Estado. “Provavelmente esse número é maior, pois a microcefalia não é de notificação compulsória”, diz Luciana, ao informar que não há ainda informações exatas sobre a quantidade de casos confirmados dessa condição. “Por isso, iniciamos esse trabalho com o Ministério da Saúde e a Opas, com o intuito de fazer um estudo retrospectivo para levantar números anteriores da microcefalia no Estado e também notificar os novos casos daqui para frente. Em breve, teremos um panorama parcial mais fiel.”
Ela acrescenta que, para a análise do aumento do número de recém-nascidos com microcefalia, o Ministério da Saúde direcionou seis profissionais do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (Episus) que ajudarão a fazer uma busca ativa dos casos. “Eles irão para os hospitais, a fim de pesquisar novos casos.”

mara temática
Também na segunda-feira (26), mais um grupo de profissionais formado por médicos, pesquisadores, profissionais da SES, do MS e da Opas se reuniu para oficializar a criação da Câmara Temática de Microcefalia do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). A aliança tem como objetivo traçar estratégias capazes de corroborar a força-tarefa criada para investigar o aumento da incidência dos casos de microcefalia em recém-nascidos.
“O objetivo da câmara temática é promover uma articulação com diversos setores para fortalecer a investigação e também captar recursos e fomento à analise dessa elevação no número de casos, que pode ter várias causas”, explica o médico Carlos Brito, coordenador da Câmara Temática de Microcefalia do Cremepe.
Infecções congênitas (transmitidas pela mãe ao filho durante a gravidez, como toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus) podem explicar o aumento na incidência da microcefalia, embora especialistas acreditem que outro agente esteja por trás da atual situação no Estado.
Entre novas hipóteses, está uma possível relação com a infecção pelos vírus da dengue, chicungunha e zika durante a gestação, especialmente no primeiro trimestre da gravidez, período crucial para o desenvolvimento do cérebro do bebê. Ainda não se pode, contudo, confirmar essa relação com as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
“Houve uma mudança de padrão na ocorrência da microcefalia, mas não podemos assegurar ainda o motivo que justifique a nova realidade”, diz Luciana Albuquerque.

Os especialistas passaram a pensar na infecção pelos vírus da dengue, chicungunha e zika porque, desde o começo do ano, Pernambuco vive uma epidemia de dengue, que coincide com o período de gestação das mulheres que recentemente deram à luz um bebê com microcefalia. Mas ainda é precoce pensar num elo entre bebês com microcefalia e a infecção pelo vírus propagado pelo mosquito.
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Focos de dengue preocupam moradores de Cajueiro Seco

18 agosto, 2015

Durante a temporada de chuvas, é comum encontrar água acumulada em poças, pneus, garrafas, ruas e galerias, que facilitam a reprodução do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. E até buracos de construção se tornam foco do mosquito. Através do Whatsapp do Diario, a leitora Eliane Januário Ferreira denuncia buracos deixados na Rua das Flores, em Cajueiro Seco, Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife, de restos de obras de saneamento e de calçamento da via.

Com as chuvas, os buracos encheram de água e, por conta disso, se formaram locais de reprodução das larvas. “Pelo menos três pessoas já adoeceram na rua desde que as obras foram iniciadas”, afirmou. De acordo com a Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, o problema está sendo resolvido com a remoção dos materiais que se encontravam na via provocando o acúmulo da água.

De acordo com o gerente da Vigilância Sanitária de Jaboatão dos Guararapes, Jadson Galindo, estão sendo realizadas ações de prevenção da dengue na cidade. “Temos agentes de endemias fazendo visitas diariamente a residências nas sete regionais. Nos locais com maior incidência de dengue, que são os bairros de Cajueiro Seco e Piedade, temos aplicação de fumacê com apoio do estado”, conta Galindo.
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Teste final da vacina da dengue será em outubro

O diretor do Instituto Butantã, Jorge Kalil, disse que a última fase de pesquisa clínica da vacina contra a dengue pode começar dentro de dois meses, caso não esbarre em entraves burocráticos que, segundo ele, têm atrasado os estudos que envolvem testes em voluntários. "Creio que já em outubro poderemos iniciar a fase 3 de estudos clínicos para a vacina contra a dengue. Se isso acontecer, poderemos ter a vacina disponível para a população em 2016", disse. A última fase da pesquisa envolverá a vacinação de 17 mil voluntários durante um ano.

Em 6 de agosto, o início da fase 3 de estudos clínicos da vacina nacional foi aprovado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Agora, o Butantã aguarda aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Segundo Kalil, é possível que a demanda da sociedade por uma vacina exerça pressão sobre os órgãos, acelerando a aprovação. "Já temos mais de 1.300 pessoas que se cadastraram para participar dos testes." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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EUA soltam alerta para turistas sobre dengue no Brasil

25 abril, 2015

Alerta feito pelo CDC para turistas americanos se protegerem da dengue
 no Brasil. (Foto: Reprodução/CDC)
A dengue no Brasil virou motivo de preocupação para os Estados Unidos. O governo 
americano publicou, no site do CDC (Centers for Desease Control - Centro de Controle deDoenças), uma nota nesta segunda-feira sobre a situação, que se encontra em nível de alerta 1 no nosso país, em escala de 1 a 3.

Utilizando dados da Organização Panamericano de Saúde, a nota do CDC mostra que, até 27 de março de 2015, 224.101 casos de dengue foram registrados no Brasil, dentre eles, 52mortes. O texto da nota afirma que os casos da doença aumentaram "dramaticamente" de 2014 para 2015.

A nota ainda aconselha aos turistas americanos que pretendem visitar o Brasil que tomem "precauções usuais", já que o nível ainda é inicial. Caso estivesse no nível 3, a recomendação é que as viagens para países assim sequer sejam feitas. Acre, Goiás e São Paulo são os estados indicados como os mais afetados pela dengue. Já repelentes, blusas de manga longa, calças e chapéus são indicados para se prevenir das picadas dos mosquitos.
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Virose deve ser notificada como dengue, recomenda Governo de Pernambuco

22 abril, 2015



Os pacientes que chegarem às unidades de saúde com manchas avermelhadas na pele, acompanhadas ou não de febre e outros sintomas, deverão ser notificados como casos suspeitos de dengue, assim como aqueles que possuem a sintomatologia clássica da doença. Essa determinação da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES) está sendo encaminhada, nesta semana, a todas as secretarias municipais de Saúde e também às unidades de saúde de todo o Estado. O objetivo é auxiliar no tratamento dos pacientes, divulgando os sinais de alerta da dengue e a necessidade de hidratação.
“Os doentes precisam ir a uma unidade básica de saúde para que seja iniciado o tratamento, a fim de evitar que a doença se agrave. Além disso, a notificação do caso é obrigatória em todo o serviço de saúde e ajuda a orientar as ações de campo para evitar que novos casos ocorram e para nortear as investigações que estão sendo realizadas pela Secretaria de Saúde de Pernambuco”, diz a coordenadora do Programa de Controle da Dengue da SES, Claudenice Pontes.
Desde janeiro, o Estado vem verificando, em todas as regiões, casos atípicos de doença com manchas avermelhadas na pele que não se enquadra nas definições preconizadas pelo Ministério da Saúde para dengue e outras doenças de notificação obrigatória. Contudo, até o momento, pelas amostras analisadas pelo Lacen-PE, laboratório de referência estadual, foram confirmados apenas casos de dengue.
“Apesar da presença de edema articular em alguns casos, esse sintoma desaparece rapidamente, o que descarta a possibilidade de chicungunha, que apresenta dores mais fortes e que podem durar meses”, avisa Claudenice. Ela lembrando que ainda não há caso autóctone de chicungunha em Pernambuco.
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Mais de 18 mil casos de dengue foram notificados em Pernambuco em 2015

15 abril, 2015


Recife é a cidade pernambucana com maior número de

 casos de dengue, com 4.978

Foto: Rodrigo Lôbo/Acervo JC Imagem


EPIDEMIA

Até o início do mês de abril, 18.431 casos suspeitos de dengue foram registrados. Desses, 2.987 foram confirmados distribuídos em 165 municípios. O número representa um aumento de 423,91% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 3.518 foram notificados, com 1.247 casos confirmados. Os dados foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) nesta segunda-feira.

A análise do segundo Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) indicou que 83 municípios do Estado indicam situação de risco de surto. Desse número, 24 estão em situação de epidemia por causa do alto número de casos da doença, além do Recife, que se declarou como epidêmico, graças ao alto número de notificações, e Fernando de Noronha, que ainda não entregou o resultado do último levantamento. Além dessas, 74 municípios estão em situação de alerta e 25 obtiveram resultados satisfatórios. Três localidades (Lagoa do Carro e Itapissuma, além de Fernando de Noronha) não informaram os dados.

As cidades com o maior número de casos são: Recife (4.978), Jaboatão dos Guararapes (880), Camaragibe (829) e Goiana, que totalizaram 7.337 ocorrências. Só as quatro cidades representam 39,81% do total de notificações no Estado. Já entre os casos de dengue grave, só no ano de 2015, 24 foram notificados, com 15 confirmações, contra 19 no mesmo período de 2014. Onze mortes suspeitas foram notificadas. Até agora, nenhuma delas foi confirmada. No mesmo período do ano passado, foram registradas 22 mortes suspeitas, das quais 18 foram confirmadas.

De acordo com o LIRAa, o índice é considerado satisfatório quando há menos de 1% das casas visitadas com larvas do mosquito Aedes aegypti. O município é considerado com risco de surto quando mais de 3,9% das residências contêm as larvas.

Os municípios considerados epidêmicos em Pernambuco são: Recife, São José do Egito, Pedra, Itapetim, Venturosa, Sanharó, Goiana, Condado, Arq. Fernando de Noronha, Iguaraci, Surubim, Itaquitinga, São Bento do Una, Belo Jardim, Calumbi, Betânia, Toritama, Buenos Aires, Iati, Lagoa do Carro, Limoeiro, Manari, Vertentes, Santa Cruz do Capibaribe, Vitória de Santo Antão e Ingazeira.

É preciso tomar alguns cuidados importantes para eliminar os focos dos mosquitos:
- Mantenha bem tampados caixas d’água, jarras, cisternas, poços ou qualquer outro reservatório de água.
- Mantenha as lixeiras tampadas e secas. Nunca jogue lixo em terrenos baldios.
- Coloque no lixo todo objeto que possa acumular água. O lixo deve ser colocado em sacos plásticos bem fechados.
- Lave os bebedouros de animais com uma bucha pelo menos uma vez por semana e troque a água todos os dias.
- Cubra e guarde os pneus em locais secos, protegidos das chuvas.
- Guarde as garrafas secas de cabeça para baixo e não deixe no quintal objetos que acumulem água.
- Encha os pratinhos de plantas com areia.
- Retire a água acumulada sobre a laje.
- Mantenha as calhas d’água limpas.
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Epidemia de dengue até em Noronha



A dengue continua a avançar em Pernambuco. Vinte e seis municípios estão epidêmicos, de acordo com segundo Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa). O arquipélago de Fernando de Noronha, com 2.8 mil habitantes, apresenta a oitava maior taxa de incidência (número de casos por 100 mil habitantes). Outras 83 cidades estão em sistuação de risco para surto da doença.


Até o último dia 4 deste mês, foram notificados 18.431 casos, com 2.987 confirmações em todo o estado. Isso representa um aumento de mais de 4 mil casos notificados e 800 confirmados em menos de uma semana e crescimento de 423,91% em relação ao mesmo período do ano passado. Onze mortes suspeitas foram notificadas e estão em investigação. Mais três casos graves da doença foram confirmados, totalizando 15. Só no Recife, em uma semana, o número de casos notificados cresceu em 886. 

Os municípios considerados satisfatórios são aqueles que apresentam menos de 1% dos imóveis visitados com larvas do aedes. Já os em alerta são os em que as larvas estão em até 3,9% das residências vistoriadas. Acima disso, são locais com risco de surto da doença. 

Recife
A Secretaria de Saúde do Recife e o Serviço Social da Indústria (Sesi) firmaram parceria para disseminar as ações educativas de combate à dengue no setor industrial. O Sesi vai promover palestras em todas as unidades próprias e distribuir material educativo nas empresas.


A assessoria de Comunicação Social de Fernando de Noronha informa que a análise estatística dos casos de dengue para uma população como a do arquipélago precisa ser feita em números absolutos em virtude da quantidade da população local, cerca de 3.500 habitantes. Até o mês de março foram notificados na ilha 27 casos de dengue e dois confirmados. Todos os casos notificados foram encaminhados para investigação epidemiológica e dois foram confirmados. As ações de controle foram realizadas pela equipe da Vigilância em Saúde, que permanece em alerta e faz ações educacionais, informativas e preventivas rotineiras no arquipélago.
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Casos confirmados de dengue em PE dobram, mas óbitos suspeitos caem

03 abril, 2015

Segundo Secretaria de Saúde, foram 1.778 pacientes e 9 mortes em 2015.
No mesmo período de 2014, foram 847 casos confirmados e 15 óbitos.

O número de casos confirmados de dengue em Pernambuco praticamente dobrou nos três primeiros três meses de 2015, em relação ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e março deste ano, 1.778 pacientes foram diagnosticados com a doença. Em 2014, foram 847 confirmações. O aumento do número de casos notificados é ainda maior: passou de 2.602 para 12.023. Mesmo assim, o número de pacientes graves diminuiu e o total de óbitos suspeitos foi na contramão dos casos confirmados, caindo pela metade.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, nove pessoas morreram por suspeita de dengue neste ano. Exames ainda vão confirmar se os óbitos foram provocados pela doença. No mesmo período de 2014, foram 18 óbitos suspeitos e 15 confirmados. Nesse mesmo período, o número de casos graves caiu de 22 para 15. Mesmo assim, médicos e agentes de saúde lembram que é preciso continuar em alerta. “Nós não podemos nos acostumar com a dengue, apesar de Pernambuco ser um estado endêmico. Essa é uma doença que mata e que tem uma evolução dinâmica. Tanto faz você estar bem agora como em 12 horas não estar mais”, diz a coordenadora de Políticas Estratégicas da Secretaria de Saúde do Recife, Zelma Pessoa.
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É por isso que Zelma pede para as pessoas ficarem atentas aos sintomas da doença e, em qualquer suspeita, procurar uma unidade médica. “Os sintomas são semelhantes aos das demais viroses, como dor no corpo, cansaço físico e febre. Mas também há quadros atípicos, como manchas no corpo. Na dúvida, é melhor notificar como dengue”, afirma. Já a bióloga Vânia Nunes pede para a população não descuidar da limpeza de casa, para evitar a formação de focos do mosquito da dengue. “O perigo pode estar em qualquer lugar. Fala-se muito dos depósitos de água, mas não importa o tamanho, o mosquito pode estar em uma tampinha de garrafa ou em um tonel”, explica Vânia.
Ainda segundo o governo estadual, a maior parte dos casos notificados de dengue está no Recife: 3.936. Por isso, a Secretaria de Saúde da capital lançou um plano de contingência contra o avanço da doença. Segundo Zelma Pessoa, a estratégia conta tanto com a capacitação de agentes de saúde para a orientação da população quanto com o reforço do abastecimento dos insumos utilizados no tratamento da doença nos postos de saúde.
Mas os números da Secretaria Estadual mostram que a doença também é muito comum em cidades como Camaragibe, Jaboatão dos Guararapes e Goiana, onde foram registrados 564, 550 e 541 casos, respectivamente. Quando se compara o número de casos por 100 mil habitantes, os municípios que apresentaram maior incidência de dengue entre 25 de janeiro e 21 de março foram: Pedra (934,80), Goiana (616,96), São José do Egito (596,60), Iguaraci (552,94), Condado (542,29), Venturosa (526,43), Surubim (446,19), Buenos Aires (416,22),Sanharó (415,38) e Lagoa do Carro (388,47).
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Nova virose ou dengue? Afinal, o que as pessoas têm?

Secretaria Estadual de Saúde diz que trata-se de uma virose cujos sintomas ainda não haviam sido observados em Pernambuco

Celso Ishigami - Diario de Pernambuco
Publicação: 02/04/2015 18:18 Atualização: 02/04/2015 19:13

Mesmo diante da epidemia que atinge oito municípios (incluindo o Recife) de Pernambuco, vem crescendo o número de pessoas se queixando de sintomas semelhantes aos da dengue, mas que não foram diagnosticados com ela. Ciente da questão, a Secretarial Estadual de Saúde (SES) orientou seus profissionais a relatarem novas ocorrências, enquanto se debruça sobre os dados coletados, tentando definir as causas. Especialistas, por sua vez, não enxergam motivos para acreditar numa onda de casos de uma nova doença.

Casos
A assessora de imprensa Izabela Fabrício percebeu os primeiros sintomas durante uma festa, no fim de fevereiro. Ao notar as manchas vermelhas em seus braços, associou ao ardor nos olhos e procurou a emergência. “Quando cheguei lá, me deparei com outras três pessoas, de uma mesma família, com os mesmos sintomas. Na triagem, a enfermeira disse que provavelmente era um surto de rubéola”, contou Izabela. “No outro dia, amanheci vermelha dos pés à cabeça e em estado febril”, acrescentou. O exame laboratorial, entretanto, descartou esta possibilidade.

Ao procurar outro médico, Izabela foi orientada a realizar novo hemograma, sob suspeita de que estivesse com dengue. Voltando ao hospital, se deparou com a emergência repleta de casos semelhantes. “Da segunda vez, a sala de espera estava ainda mais cheia. Mas o exame deu negativo também. Aí, falaram que era uma virose pós-carnaval e me recomendaram repouso e muita hidratação”, lembrou. Mas, apesar de ter se recuperado dias depois, o problema não abandonou a família da assessora. “Minha mãe e meus dois irmãos também apresentaram os mesmos sintomas recentemente. Como no meu caso, todos os exames deram negativos para dengue e foram tratados como virose também.”

O produtor cultural Bruno Loja teve inchaço súbito das articulações dos dedos das mãos, manchas pelo corpo e febre. Foto: Arquivo Pessoal
O produtor cultural Bruno Loja teve inchaço súbito das articulações dos dedos das mãos, manchas pelo corpo e febre. Foto: Arquivo Pessoal
O produtor cultural Bruno Loja também viveu algo semelhante, há três semanas. Em seu caso, porém, o primeiro sintoma foi um inchaço súbito das articulações dos dedos das mãos. “No dia seguinte, amanheci todo pintado e com febre alta”, contou. Depois de procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e realizar um hemograma a única confirmação que teve é de que não se tratava de um caso de dengue hemorrágica. “Quando perguntei o que seria, ele disse que provavelmente era dengue. Perguntei da virose, ele disse que era dengue. Perguntei da chikungunya, ele disse que era dengue”, lembrou.

Secretaria descarta chikungunya
Acima de tudo, a SES descarta a hipótese de estar lidando com casos de chikungunya, mas também não relaciona o problema a uma nova doença, como destaca a gerente de prevenção e controle de doenças imunopreveníveis da secretaria, Ana Antunes. “Trata-se de uma virose cujos sintomas ainda não haviam sido observados em Pernambuco”, pontuou. “Ainda não temos a definição da etiologia dessa doença. Pode ser uma única doença, como pode ser mais de um evento. Pelas características, em princípio, parece ser viral. Se fosse chikungunya, os sintomas - principalmente as dores nas articulações - seriam mais prolongados, enquanto essa virose surge de repente e vai embora rápido.” Enquanto a SES tenta sistematizar a investigação, a orientação para a população ao se deparar com os sintomas é a de praxe: “Procurar um médico. Mas repousar e tomar bastante líquido é fundamental”, instruiu a gerente.

Professor de Infectologia da Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco, o médico Demócrito Miranda também afasta a hipótese de o estado estar lidando com alguma doença nova. “A impressão da própria secretaria é que a maioria dos casos é de dengue. Não vejo muita razão para se pensar em outra coisa. Clinicamente e laboratorialmente, muitos têm sido confirmados como dengue”, analisou. “Acredito que os rumores sobre uma nova epidemia não passam disso. Rumores”, acrescentou. Miranda, entretanto, ressalta a importância de a população se manter alerta com a questão da dengue. “Nesta época do ano, as pessoas começam a precisar reservar água por conta do racionamento e os ovos começam a eclodir. Aqui (em Pernambuco), a epidemia é de dengue”, concluiu.

SINAIS DE ALARME NA DENGUE
- dor abdominal intensa e contínua;
- vômitos persistentes;
- fraqueza ao levantar, podendo levar a desmaios;
- dor localizada abaixo do peito direito;
- sangramentos de nariz e gengiva;
- sonolência e/ou irritabilidade;
- diminuição da quantidade de urina;
- diminuição repentina da temperatura corpórea;
- falta de ar

obs.: é importante ressaltar que estes sintomas devem ser avaliados em associação a um contexto de febre, manchas no corpo e dores nas articulações.
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